{"id":172990,"date":"2021-01-28T08:57:45","date_gmt":"2021-01-28T11:57:45","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=172990"},"modified":"2021-01-28T09:04:37","modified_gmt":"2021-01-28T12:04:37","slug":"governo-de-minas-anuncia-decretos-do-programa-de-regularizacao-ambiental-e-do-tratamento-termico-de-residuos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=172990","title":{"rendered":"Governo de Minas anuncia decretos do Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental e do Tratamento T\u00e9rmico de Res\u00edduos"},"content":{"rendered":"\n<p>O\u00a0Governo de Minas Gerais\u00a0anunciou, nesta quarta-feira (27\/1), a publica\u00e7\u00e3o de dois decretos que regulamentam temas de destaque na agenda ambiental mineira para 2021. O primeiro \u00e9 o decreto do Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental (PRA), publicado ontem, e que busca fomentar a recupera\u00e7\u00e3o ambiental de \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa desmatadas em Minas. O segundo \u00e9 o decreto regulamentador do uso de tecnologias de tratamento t\u00e9rmico para a decomposi\u00e7\u00e3o das diversas formas de res\u00edduos s\u00f3lidos no Estado. A iniciativa foi publicada no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.jornalminasgerais.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\">Di\u00e1rio Oficial do Estado<\/a>\u00a0em 30 de dezembro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da oficializa\u00e7\u00e3o dos decretos,\u00a0por meio da\u00a0Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.meioambiente.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\">Semad<\/a>)\u00a0e do\u00a0Instituto Estadual de Florestas (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.ief.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\">IEF<\/a>),\u00a0 tamb\u00e9m foi anunciada a aquisi\u00e7\u00e3o de 111 caminhonetes para uso em 43 unidades de conserva\u00e7\u00e3o de Minas Gerais inseridas nas bacias dos rios Doce e S\u00e3o Francisco. A rela\u00e7\u00e3o inclui, por exemplo, os parques estaduais da Serra do Rola Mo\u00e7a; Rio Doce; Mata do Limoeiro; Lapa Grande, Serra do Cabral, Sete Sal\u00f5es, entre outras unidades.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00e3o duas regulamenta\u00e7\u00f5es muito esperadas&nbsp;para as quais, nos \u00faltimos tempos, envidamos esfor\u00e7os para que fossem concretizadas. Com o Decreto do PRA, temos agora novas perspectivas de regulariza\u00e7\u00e3o na \u00e1rea rural e tamb\u00e9m de ganho de qualidade ambiental\u201d, afirmou a secret\u00e1ria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, Mar\u00edlia Melo, na solenidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ainda destacou que a regulamenta\u00e7\u00e3o do tratamento t\u00e9rmico traz seguran\u00e7a jur\u00eddica para novos investimentos em tecnologias de tratamento dos rejeitos em Minas Gerais e avan\u00e7os na pol\u00edtica de gest\u00e3o de res\u00edduos. \u201cO decreto vai nos permitir ampliar o leque de op\u00e7\u00f5es de tratamento, principalmente para rejeitos oriundos de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos, viabilizando inclusive a gera\u00e7\u00e3o de energia e a redu\u00e7\u00e3o do volume dos rejeitos encaminhados para aterros sanit\u00e1rios\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os an\u00fancios ocorreram durante evento on-line, que tamb\u00e9m contou com a presen\u00e7a da secret\u00e1ria de Estado de\u00a0Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Seapa), Ana Valentini, do secret\u00e1rio adjunto de\u00a0Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Fernando Passalio,\u00a0do diretor-geral do IEF, Ant\u00f4nio Malard, entre outros convidados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de um v\u00eddeo exibido durante o evento, o governador Romeu Zema destacou a import\u00e2ncia dos avan\u00e7os na agenda ambiental. \u201cEstamos dando um passo importante na \u00e1rea ambiental de Minas Gerais, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel conciliar preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e desenvolvimento\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"358\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/floresta_ma.jpg\" alt=\"\" data-id=\"172992\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/floresta_ma.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=172992\" class=\"wp-image-172992\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/floresta_ma.jpg 600w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/floresta_ma-300x179.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Semad \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Regulariza\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Publicado na edi\u00e7\u00e3o desta quarta-feira (27\/1) no Di\u00e1rio Oficial do Estado, o Decreto 48.127\/2021, que regulamenta o Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental (PRA), busca acelerar a recupera\u00e7\u00e3o ambiental de \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa desmatadas, al\u00e9m de criar bases para uma economia voltada para a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes.<br><br>O instrumento, que \u00e9 uma forma de regulariza\u00e7\u00e3o ambiental de im\u00f3veis rurais no Brasil, foi institu\u00eddo pelo C\u00f3digo Florestal Federal e traz benef\u00edcios para propriet\u00e1rios que se comprometerem a recuperar \u00e1reas degradadas ou alteradas, como a extin\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es administrativas e criminais, condicionada \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o ambiental das \u00e1reas em quest\u00e3o. Dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de dezembro de 2020 mostram que Minas tem 872,2 mil im\u00f3veis inscritos no Sicar Nacional, o que classifica o Estado como o de maior n\u00famero de im\u00f3veis cadastrados no CAR, no pa\u00eds. O processo de inscri\u00e7\u00e3o no CAR em Minas teve in\u00edcio em 2014.<br><br>Existem, ainda, outros tr\u00eas benef\u00edcios para aqueles que quiserem aderir ao PRA, conforme o decreto publicado. O grande objetivo \u00e9 criar condi\u00e7\u00f5es para que os propriet\u00e1rios busquem a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas nativas desmatadas at\u00e9 julho de 2008, data de corte estipulada pelo C\u00f3digo Florestal.<br><br>O primeiro deles \u00e9 a suspens\u00e3o de responsabiliza\u00e7\u00f5es criminais e administrativas, que pode chegar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o caso se confirme a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas em quest\u00e3o. Segundo o diretor-geral do IEF, Ant\u00f4nio Malard, toda supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa sem autoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o.<br><br>&#8220;Se voc\u00ea tem um passivo antes de 2008 e resolver aderir ao PRA, as puni\u00e7\u00f5es administrativa e criminal s\u00e3o suspensas at\u00e9 que voc\u00ea recupere a \u00e1rea. L\u00e1 no final, se a recupera\u00e7\u00e3o for confirmada, a sans\u00e3o criminal some e a administrativa \u00e9 transformada em servi\u00e7os ambientais\u201d, disse\u00a0o diretor-geral.<br><br>Outro benef\u00edcio \u00e9 a possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea degradada de maneira escalonada. Na legisla\u00e7\u00e3o que vigorava antes do decreto, por exemplo, o autor de desmatamento em \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Permanente (APP) de margem de curso d\u2019\u00e1gua era obrigado a recuperar os 30 metros previstos na lei. Agora, ele poder\u00e1 recuperar uma \u00e1rea menor, de acordo com o tamanho do curso h\u00eddrico e com o tamanho da propriedade, desde que atenda aos crit\u00e9rios legalmente definidos de consolida\u00e7\u00e3o das \u00e1reas.<br><br>Uma terceira vantagem oferecida pelo PRA \u00e9 a possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea desmatada n\u00e3o s\u00f3 com vegeta\u00e7\u00e3o nativa, mas tamb\u00e9m com sistemas agroflorestais e plantios mistos. \u201cA ideia \u00e9 permitir ao produtor gerar renda. O IEF espera fomentar a educa\u00e7\u00e3o para que os propriet\u00e1rios vejam que podem conciliar preserva\u00e7\u00e3o com produ\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 criar uma cultura de restaura\u00e7\u00e3o no produtor rural\u201d, acrescentou\u00a0Ant\u00f4nio Malard.<br><br>Para a secret\u00e1ria da Agricultura, Ana Valentini, al\u00e9m das quest\u00f5es do clima, da seguran\u00e7a alimentar e da qualidade da \u00e1gua, o PRA tamb\u00e9m contribui para o enfrentamento da pobreza. \u201cTemos observado que muitos pequenos produtores do nosso estado enfrentam uma situa\u00e7\u00e3o de pobreza em raz\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o ambiental de suas propriedades. Neste sentido, este decreto traz a possibilidade de que outros atores do processo produtivo possam ajudar esses pequenos produtores em suas a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o e, assim, trazer sustentabilidade para a produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vegeta\u00e7\u00e3o nativa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No alvo do decreto do PRA est\u00e3o tr\u00eas tipos de \u00e1reas, previstas no C\u00f3digo Florestal: reserva legal, \u00e1reas de uso restrito e as \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APPs). A primeira, em regra, deve equivaler a, no m\u00ednimo, 20% do tamanho da propriedade, trazendo uma vegeta\u00e7\u00e3o nativa do bioma em quest\u00e3o.<br><br>\u201cA localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 proposta pelo propriet\u00e1rio e \u00e9 aprovada ou n\u00e3o pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental baseado em alguns crit\u00e9rios. Importante destacar que a reserva legal n\u00e3o \u00e9 fixa, comparada, por exemplo, ao caso da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Permanente (APP), que tem localiza\u00e7\u00e3o fixa no sentido de ser composta por \u00e1reas geograficamente definidas no C\u00f3digo Florestal\u201d, afirma o gerente de Recupera\u00e7\u00e3o Ambiental e Planejamento de Conserva\u00e7\u00e3o de Ecossistemas do IEF, Thiago Cavanelas Gelape.<br><br>Outra classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a das \u00e1reas de uso restrito, que dentro das diretrizes do PRA se referem a \u00e1reas com inclina\u00e7\u00e3o entre 25 e 45 graus. O C\u00f3digo Florestal Federal coloca uma s\u00e9rie de outros quesitos dentro dessa denomina\u00e7\u00e3o, mas a regulamenta\u00e7\u00e3o adotada pelo Estado considerou apenas essa caracter\u00edstica dentro da l\u00f3gica do PRA. A manuten\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em \u00e1reas com esse n\u00edvel de inclina\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 necessidade de cobertura do solo para evitar processos erosivos.<br><br>J\u00e1 as \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Permanente (APP), em geral, t\u00eam localiza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, como as margens de cursos h\u00eddricos, com metragens vari\u00e1veis, entorno de nascentes, topos de morros, \u00e1reas no entorno de veredas, eleva\u00e7\u00f5es superiores a 1.800 metros e tamb\u00e9m entornos de reservat\u00f3rios naturais de cursos d\u2019\u00e1gua, assim como encostas com declividade superior a 45 graus.<br><br>Segundo a coordenadora de Meio Ambiente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais (Faemg), Ana Paula Mello, o PRA vai permitir que o produtor rural se torne protagonista do mais amplo programa de recupera\u00e7\u00e3o ambiental de Minas. \u201cA entrega do PRA \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para a concretiza\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal\u201d, disse.<br><br>O diretor de Conserva\u00e7\u00e3o da The Nature Conservancy no Brasil (TNC Brasil), Rodrigo Spuri, tamb\u00e9m participou do evento e destacou que a organiza\u00e7\u00e3o global atua na conserva\u00e7\u00e3o ambiental, sendo parceira de longa data do IEF em projetos de restaura\u00e7\u00e3o florestal. \u201cNessa agenda, n\u00f3s da TNC temos a miss\u00e3o de ajudar o Estado de Minas Gerais a se tornar refer\u00eancia em restaura\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ando a meta assumida do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) de aumento da cobertura vegetal no Estado\u201d, explicou o diretor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Compensa\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um avan\u00e7o importante trazido pelo decreto do PRA aponta para as compensa\u00e7\u00f5es ambientais. O instrumento normativo permite que as chamadas compensa\u00e7\u00f5es florestais, que envolvem a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas, possam ser realizadas em \u00e1reas do PRA. Ou seja, se o processo de regulariza\u00e7\u00e3o ambiental de um determinado empreendedor exige uma s\u00e9rie de compensa\u00e7\u00f5es em \u00e1rea, ele n\u00e3o precisar\u00e1 adquirir terras para isso, fazendo a recupera\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de terceiros que aderiram ao PRA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Economia de restaura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Outro ponto de destaque do decreto do PRA \u00e9 o fomento, que o IEF caracteriza como economia da restaura\u00e7\u00e3o. De acordo com o gerente Thiago Gelape, os benef\u00edcios trazidos no dispositivo para incentivar os propriet\u00e1rios a buscarem a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas nativas tendem a desenvolver uma atividade econ\u00f4mica com potencial de crescimento. \u201cAtividades como a coleta de sementes, produ\u00e7\u00e3o de mudas e cria\u00e7\u00e3o de viveiros geram a forma\u00e7\u00e3o das cadeias desses produtos. O potencial de gera\u00e7\u00e3o de empregos, produtos e aquecimento da economia \u00e9 muito grande\u201d, finalizou\u00a0Gelape.<br><br>Com essa intensifica\u00e7\u00e3o, o IEF prev\u00ea resultados dentro do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), que \u00e9 o plano macro que norteia o desenvolvimento do Estado em v\u00e1rias \u00e1reas e \u00e9 dividido em partes do Plano Plurianual de A\u00e7\u00e3o Governamental (PPAG). J\u00e1 foi criado, inclusive, um indicador espec\u00edfico para a restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa dentro do PMDI. \u201cNossa expectativa \u00e9 chegar em 2030 com a conclus\u00e3o de que tivemos aumento da cobertura de vegeta\u00e7\u00e3o nativa com a propuls\u00e3o do PRA\u201d, sinalizou\u00a0o diretor-geral do IEF, Ant\u00f4nio Malard.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tratamento t\u00e9rmico e res\u00edduos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O segundo an\u00fancio feito durante o evento desta quarta-feira foi a publica\u00e7\u00e3o do Decreto 48.107, que regulamenta o uso de tecnologias de tratamento t\u00e9rmico para a decomposi\u00e7\u00e3o das diversas formas de res\u00edduos s\u00f3lidos no estado. O texto vem para orientar o cumprimento da Lei 18.031\/2009, que instituiu o uso da metodologia em Minas.\u00a0Outra medida ratificada pelo decreto \u00e9 a proibi\u00e7\u00e3o da incinera\u00e7\u00e3o na decomposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos no Estado. A publica\u00e7\u00e3o do texto \u00e9 fruto de uma articula\u00e7\u00e3o conjunta da Semad, por meio da Subsecretaria de Gest\u00e3o Ambiental e Saneamento (Suges), e da\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.feam.br\/\" target=\"_blank\">Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente (Feam)<\/a>.<br><br>O texto do decreto apresenta as defini\u00e7\u00f5es dos m\u00e9todos de tratamento t\u00e9rmico permitidos no estado &#8211; gaseifica\u00e7\u00e3o, pir\u00f3lise, plasma e coprocessamento -, al\u00e9m de detalhar como ocorre a incinera\u00e7\u00e3o.<br><br>O subsecret\u00e1rio de Gest\u00e3o Ambiental e Saneamento da Semad, Rodrigo Franco, ressaltou que o decreto mant\u00e9m a proibi\u00e7\u00e3o de incinera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos, conforme consta na Lei 18.031\/2009. Todavia, a norma permite o tratamento de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos por meio das demais tecnologias de tratamento t\u00e9rmico desde que comprovada sua viabilidade t\u00e9cnica e ambiental, e que seja implantado programa de monitoramento de emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas aprovado pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental licenciador.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Franco salientou, ainda, que o tratamento t\u00e9rmico de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos por meio das tecnologias descritas no decreto somente poder\u00e1 ser feito ap\u00f3s a prioriza\u00e7\u00e3o das etapas de n\u00e3o gera\u00e7\u00e3o e de redu\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m devem ser cumpridas as etapas de triagem e separa\u00e7\u00e3o das fra\u00e7\u00f5es que possam ser reutilizadas ou recicladas. \u201cA regulamenta\u00e7\u00e3o das tecnologias de tratamento t\u00e9rmico pode promover e estimular investimentos importantes no Estado, com repercuss\u00e3o ambiental e de sa\u00fade p\u00fablica. Trata-se, na pr\u00e1tica, de ampliar o leque de alternativas para a destina\u00e7\u00e3o final adequada de Res\u00edduos S\u00f3lidos Urbanos em Minas Gerais\u201d, avaliou&nbsp;o subsecret\u00e1rio, Rodrigo Franco.&nbsp;<br><br>A superintendente de Saneamento B\u00e1sico da Semad, Lilia Aparecida de Castro, explicou que o tratamento t\u00e9rmico \u00e9 a modalidade de manejo em que os res\u00edduos s\u00f3lidos s\u00e3o submetidos a processos que resultam em decomposi\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, total ou parcial, com ou sem recupera\u00e7\u00e3o de energia. O procedimento tem por objetivo a redu\u00e7\u00e3o de massa, volume ou potencial poluidor. No tratamento t\u00e9rmico est\u00e3o exclu\u00eddas as possibilidades em que o aquecimento visa apenas a redu\u00e7\u00e3o de umidade ou a inativa\u00e7\u00e3o microbiana do res\u00edduo, sem que haja a decomposi\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica.<br><br>Em Minas, a tecnologia j\u00e1 \u00e9 utilizada para tratamento de res\u00edduos classe 1 (material que apresenta riscos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e ao meio ambiente), al\u00e9m de coprocessamento de res\u00edduos em fornos de cl\u00ednquer. \u201cA regulamenta\u00e7\u00e3o define as tecnologias de tratamento t\u00e9rmico e esclarece as d\u00favidas que t\u00eam sido apresentadas por investidores e gestores que prop\u00f5em levar adiante projetos cuja finalidade \u00e9 tratar termicamente os res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos e, mais especificamente, quando tais projetos s\u00e3o submetidos ao crivo do licenciamento ambiental, momento em que \u00e9 necess\u00e1rio conhecer a defini\u00e7\u00e3o de cada tecnologia\u201d, disse Lilia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impactos no setor produtivo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Fl\u00e1vio Roscoe, que participou do an\u00fancio do decreto, elogiou a medida e destacou que a regulamenta\u00e7\u00e3o do tema vai permitir que a sociedade tenha diversos ganhos, entre eles a redu\u00e7\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o ambiental, o ganho de mais \u00e1reas que antes seriam usadas para receber res\u00edduos s\u00f3lidos, al\u00e9m do fomento \u00e0 economia circular.<br><br>Tamb\u00e9m presente no evento virtual, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mineira de Munic\u00edpios (AMM), Julvan Lacerda, pontuou que a quest\u00e3o dos res\u00edduos \u00e9 um dos temas que mais tira o sono dos prefeitos mineiros e agora o novo decreto vai trazer benef\u00edcios nessa \u00e1rea. \u201cEle est\u00e1 abrindo um leque de solu\u00e7\u00e3o de problemas e de possibilidade de investimentos muito importante para o nosso Estado\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"664\" height=\"450\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/caminhonetes_ief.jpg\" alt=\"\" data-id=\"172991\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/caminhonetes_ief.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=172991\" class=\"wp-image-172991\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/caminhonetes_ief.jpg 664w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/caminhonetes_ief-300x203.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/caminhonetes_ief-620x420.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Semad \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entrega de caminhonetes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Estado ainda anunciou, no evento,&nbsp;a aquisi\u00e7\u00e3o de 111 caminhonetes 4&#215;4 para serem distribu\u00eddas entre unidades de conserva\u00e7\u00e3o gerenciadas pelo IEF nas Bacias dos Rios Doce e S\u00e3o Francisco. Os ve\u00edculos foram viabilizados a partir de um recurso de R$ 16,2 milh\u00f5es, origin\u00e1rio de compensa\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de um trabalho de planejamento feito entre o IEF e a\u00a0Secretaria de Estado de Planejamento e Gest\u00e3o (Seplag), que concluiu pela necessidade de substituir uma frota alugada por ve\u00edculos pr\u00f3prios, em raz\u00e3o do perfil de uso das unidades de conserva\u00e7\u00e3o. O encerramento do contrato de loca\u00e7\u00e3o vai garantir uma economia de cerca de R$ 3,8 milh\u00f5es por ano ao IEF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Quer saber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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