{"id":170690,"date":"2020-12-12T19:33:50","date_gmt":"2020-12-12T22:33:50","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=170690"},"modified":"2020-12-12T19:36:00","modified_gmt":"2020-12-12T22:36:00","slug":"pesquisadores-desenvolvem-nanoparticulas-que-podem-ajudar-no-combate-ao-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=170690","title":{"rendered":"Pesquisadores desenvolvem nanopart\u00edculas que podem ajudar no combate ao coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra, de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe\/UFRJ), est\u00e3o desenvolvendo nanopart\u00edculas que sirvam para medicamentos que possam combater os sintomas e os malef\u00edcios causados pela covid-19. \u201cA ideia \u00e9 aumentar a absor\u00e7\u00e3o de alguns medicamentos pelo organismo e a disponibilidade para que haja maior efici\u00eancia durante o uso visando combater, principalmente, os sintomas\u201d, disse hoje (12\/12\/2020), \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil, o coordenador do projeto, professor Jos\u00e9 Carlos Pinto, do Programa de Engenharia Qu\u00edmica (PEQ) da Coppe.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1396267&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1396267&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Destacou que h\u00e1 atualmente muitas atividades relacionadas ao desenvolvimento dos retrovirais e, inclusive, expectativa de que alguns tratamentos com retrovirais, em um futuro pr\u00f3ximo, sejam utilizados. Nesse caso, a tecnologia que se encontra em desenvolvimento pela Coppe poderia ser tamb\u00e9m utilizada para embarcar esses retrovirais, acentuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele confirmou que a meta \u00e9 que os medicamentos a serem desenvolvidos possam ser mais eficientes, dando maior seguran\u00e7a no tratamento contra o novo coronav\u00edrus, porque, \u00e0s vezes, \u00e9 necess\u00e1rio tomar uma carga de antibi\u00f3ticos elevada que, de certa maneira, agride o organismo do ponto de vista da absor\u00e7\u00e3o, em particular os rem\u00e9dios que s\u00e3o tomados via oral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles agridem o aparelho digestivo. Ent\u00e3o, quando v\u00e3o protegidos por uma esp\u00e9cie de bolinha, o rem\u00e9dio n\u00e3o necessariamente tem contato com as c\u00e9lulas do est\u00f4mago. A\u00ed, eles s\u00e3o absorvidos de maneira mais eficiente e de forma tamb\u00e9m menos agressiva\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"450\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/nanoparticulas_covid.jpg\" alt=\"\" data-id=\"170691\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/nanoparticulas_covid.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=170691\" class=\"wp-image-170691\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/nanoparticulas_covid.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/nanoparticulas_covid-300x199.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/nanoparticulas_covid-633x420.jpg 633w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: COPPE\/UFRJ\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Potencializa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Revestidos por nanopart\u00edculas feitas de pol\u00edmero biocompat\u00edvel (as chamadas bolinhas), esses f\u00e1rmacos poder\u00e3o ter sua atua\u00e7\u00e3o potencializada e seus efeitos adversos e contraindica\u00e7\u00f5es reduzidos, o que facilitar\u00e1 o tratamento m\u00e9dico e a reabilita\u00e7\u00e3o de pacientes. O projeto, que conta com apoio financeiro da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), possibilitar\u00e1 o desenvolvimento de medicamentos antivirais mais eficientes e seguros contra o coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor da Coppe\/UFRJ relatou que o grupo de pesquisadores vem trabalhando no sentido de que essas bolinhas sejam inteligentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente faz um trabalho de funcionaliza\u00e7\u00e3o. A gente cobre a bolinha com um determinado biocomposto, com uma mol\u00e9cula ou com um agente ativo, como um anticorpo, por exemplo, para que possa fazer a entrega espec\u00edfica para as c\u00e9lulas que est\u00e3o afetadas com a doen\u00e7a. Isso possibilita um aumento grande da efici\u00eancia, porque \u00e9 como se as c\u00e9lulas que est\u00e3o doentes acabassem absorvendo mais essas bolinhas, que s\u00e3o marcadas com compostos reconhecidos pelas c\u00e9lulas doentes. Isso tamb\u00e9m aumenta a efici\u00eancia da terapia, porque voc\u00ea entrega um medicamento \u00e0 c\u00e9lula que mais precisa dele, que \u00e9 a c\u00e9lula doente, ao inv\u00e9s de espalhar ele pelo organismo\u201d, explicou o professor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Finalidade<\/h2>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de nanopart\u00edculas polim\u00e9ricas biocompat\u00edveis contendo diferentes f\u00e1rmacos, em especial aqueles que apresentam potencial farmacol\u00f3gico no combate ao Sars-Cov-2, por meio de uma t\u00e9cnica que seja f\u00e1cil de reproduzir e de produzir em grande escala. O projeto j\u00e1 desenvolveu algumas solu\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma delas inclui a azitromicina, que \u00e9 um antibi\u00f3tico que vem sendo muito usado no tratamento da covid, por ele auxiliar a combater, em particular, as infec\u00e7\u00f5es no pulm\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente est\u00e1 em um est\u00e1gio muito avan\u00e7ado para alguns ativos, como tamb\u00e9m a heparina, e n\u00e3o t\u00e3o avan\u00e7ado para outros, como a acetilciste\u00edna e a ivermectina\u201d, disse. O coordenador revelou, ainda, que o grupo de pesquisadores j\u00e1 domina a t\u00e9cnica da funcionaliza\u00e7\u00e3o, mas tem que avan\u00e7ar nos testes in vivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao desenvolvimento das solu\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas, Jos\u00e9 Carlos confirmou que o projeto est\u00e1 bem avan\u00e7ado. A partir de mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano, o planejamento \u00e9 iniciar os testes in vivo em meios celulares. Tudo vai depender do funcionamento dos laborat\u00f3rios por conta da pandemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Formula\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Ele explicou que ser\u00e3o feitos testes, principalmente, em culturas celulares. Deixou claro que o projeto n\u00e3o est\u00e1 apresentando um novo f\u00e1rmaco, mas uma formula\u00e7\u00e3o de uma nova apresenta\u00e7\u00e3o mais inteligente, o que simplifica muito o desenvolvimento do produto final.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPorque os materiais j\u00e1 s\u00e3o conhecidos. O que n\u00e3o \u00e9 conhecida \u00e9 a formula\u00e7\u00e3o. \u00c9 a apresenta\u00e7\u00e3o. Por isso, a gente tem que fazer testes de fato. Depois de fazer testes com culturas celulares, temos que programar testes com humanos, mas esses testes s\u00e3o mais simples, porque n\u00e3o envolvem compostos novos\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os testes com culturas celulares envolvem c\u00e9lulas infectadas com o v\u00edrus da covid-19, utilizadas em laborat\u00f3rio. Muitas vezes, s\u00e3o c\u00e9lulas do epit\u00e9lio nasal, do intestino, e s\u00e3o colocadas na presen\u00e7a dessas formula\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas. O que se pretende com esses testes \u00e9 validar a internaliza\u00e7\u00e3o de fato dessas bolinhas pelas c\u00e9lulas e validar o efeito ben\u00e9fico de absor\u00e7\u00e3o para levar o rem\u00e9dio \u00e0s c\u00e9lulas infectadas. N\u00e3o s\u00e3o c\u00e9lulas de pessoas que morreram de covid, disse o professor. Elas s\u00e3o cultivadas em laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dependendo do resultado desses testes e da aprova\u00e7\u00e3o pela Comiss\u00e3o de \u00c9tica em Pesquisa da UFRJ, poder\u00e1 ser programado um conjunto de testes com pessoas. \u201cSe o projeto for bem sucedido, a gente imagina que estaria preparado para submeter \u00e0 Comiss\u00e3o de \u00c9tica no prazo de seis meses\u201d. Isso significa que os testes em humanos poder\u00e3o ser iniciados ainda em 2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outras doen\u00e7as<\/h2>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Carlos esclareceu que a tecnologia n\u00e3o \u00e9 dedicada somente \u00e0 covid; \u00e9 uma plataforma que pode ser usada para tratamento de outras doen\u00e7as. Mesmo que a vacina\u00e7\u00e3o dos brasileiros ocorra no in\u00edcio de 2021, a pesquisa n\u00e3o estaria perdida, porque a plataforma de tratamento \u00e9 gen\u00e9rica e pode ser usada para maximizar o desempenho de medicamentos de maneira geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tem trabalhado com desenvolvimentos similares, embora usando outros medicamentos, outros ativos, para desenvolver solu\u00e7\u00f5es para o tratamento do Mal de Alzheimer, da esquistossomose, por exemplo e, inclusive, do c\u00e2ncer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO desenvolvimento desta plataforma pode ser muito interessante para o tratamento de outras doen\u00e7as que n\u00e3o a covid-19, mas que tamb\u00e9m s\u00e3o causadas pela infec\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas por micro organismos ou que demandem a entrega de medicamentos para c\u00e9lulas doentes\u201d, especificou.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazendo a medica\u00e7\u00e3o direcionada e com menores doses do princ\u00edpio ativo, a t\u00e9cnica pode beneficiar o doente. De acordo com o coordenador, o projeto \u00e9 um tipo de trabalho que encontra amplo espectro de uso na medicina, de maneira geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPorque esse n\u00e3o \u00e9 um problema espec\u00edfico da covid-19, mas afeta e est\u00e1 relacionado a uma quantidade grande de doen\u00e7as e que, funcionando junto com a covid, a gente tamb\u00e9m constr\u00f3i a possibilidade dele funcionar com estrat\u00e9gias similares de tratamento\u201d, emendou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor, os f\u00e1rmacos usados no tratamento convencional s\u00e3o baratos e servem como \u00f3timos modelos. Em uma segunda etapa, se pretende testar a tecnologia para encapsula\u00e7\u00e3o de antivirais e terapia gen\u00e9tica, que s\u00e3o f\u00e1rmacos mais complexos e caros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-cyan-blue-background-color has-text-color has-background\">Quer saber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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