{"id":165724,"date":"2020-07-15T12:53:23","date_gmt":"2020-07-15T15:53:23","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=165724"},"modified":"2020-07-15T12:53:32","modified_gmt":"2020-07-15T15:53:32","slug":"brasil-ainda-tem-11-milhoes-de-analfabetos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=165724","title":{"rendered":"Brasil ainda tem 11 milh\u00f5es de analfabetos"},"content":{"rendered":"\n<p>A taxa de analfabetismo no Brasil passou de 6,8%, em 2018,\u00a0para 6,6%,\u00a0em 2019, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o, divulgada hoje (15\/7\/2020). Apesar da queda, que representa cerca de 200 mil pessoas, o Brasil tem ainda 11 milh\u00f5es de analfabetos. S\u00e3o pessoas de 15 anos ou mais que, pelos crit\u00e9rios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), n\u00e3o s\u00e3o capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma taxa que vem baixando ao longo do tempo\u201d, diz a analista da pesquisa Adriana Beringuy. Em 2016, era 7,2%. \u201cO analfabetismo est\u00e1 mais concentrado entre as pessoas mais velhas, uma vez que os jovens s\u00e3o mais escolarizados e, portanto, v\u00e3o registrar indicador menor\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter registrado queda, os dados mostram que 18% daqueles com 60 anos ou mais s\u00e3o analfabetos. Em 2018, eram 18,6% e, em 2016, 20,4%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil est\u00e1 entre as metas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), Lei 13.005\/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds at\u00e9 2024, desde o ensino infantil, at\u00e9 a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Pela lei, em 2015, o Brasil deveria ter atingido a marca de 6,5% de analfabetos entre a popula\u00e7\u00e3o de 15 anos ou mais. Em 2024, essa taxa dever\u00e1 chegar a zero.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente percebe que chegou em 2019 com a taxa nacional pr\u00f3xima \u00e0 meta de 2015, \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos quatro anos atrasados nesse atendimento\u201d, diz Adriana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdades&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das diferen\u00e7as entre as idades, o levantamento mostra que existem desigualdades raciais e regionais na alfabetiza\u00e7\u00e3o no Brasil. Em rela\u00e7\u00e3o aos brancos, a taxa de analfabetismo \u00e9 3,6%&nbsp;entre aqueles com 15 anos ou mais. No que se refere&nbsp;\u00e0&nbsp;popula\u00e7\u00e3o preta e parda, segundo os crit\u00e9rios do IBGE, essa taxa \u00e9 8,9%. A diferen\u00e7a aumenta entre aqueles com 60 anos ou mais. Enquanto 9,5% dos brancos n\u00e3o sabem ler ou escrever, entre os pretos e pardos, esse percentual&nbsp;\u00e9 cerca de tr\u00eas vezes maior: 27,1%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es Sul e Sudeste t\u00eam as menores taxa de analfabetismo, 3,3% entre os que t\u00eam 15 anos ou mais. Na Regi\u00e3o Centro-Oeste a taxa \u00e9 4,9% e na Regi\u00e3o Norte, 7,6%. O Nordeste tem o maior percentual de analfabetos, 13,9%.<br><br>Entre os que t\u00eam&nbsp;60 anos ou mais, as taxas s\u00e3o 9,5% na Regi\u00e3o Sul; 9,7% no Sudeste; 16,6% no Centro-Oeste; 25,5% no Norte; e 37,2% no Nordeste.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Nordeste foi a \u00fanica a apresentar leve aumento da taxa de analfabetismo entre 2018 e 2019. Entre os mais jovens, a taxa praticamente se manteve, variando 0,03 ponto percentual. Entre os mais velhos, a varia\u00e7\u00e3o foi de 0,33 ponto percentual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, a maior parte do total de analfabetos com 15 anos ou mais, 56,2% &#8211; o que corresponde a 6,2 milh\u00f5es de pessoas &#8211; vive na Regi\u00e3o Nordeste e 21,7%, o equivalente a 2,4 milh\u00f5es de pessoas, no Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Anos de estudo&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o mostra que, em m\u00e9dia, o brasileiro estuda 9,4 anos. O dado \u00e9 coletado entre as pessoas com 25 anos ou mais. Esse n\u00famero aumentou em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando, em m\u00e9dia, o tempo de estudo no Brasil era de 9,3 anos. Em 2016, de 8,9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor ou ra\u00e7a, segundo o IBGE, \u201ca diferen\u00e7a foi consider\u00e1vel\u201d, mostra o estudo. As pessoas brancas estudam, em m\u00e9dia, 10,4 anos, enquanto as pessoas pretas e pardas estudam, em m\u00e9dia, 8,6 anos, ou seja, uma diferen\u00e7a de quase dois anos entre esses grupos, que se mant\u00e9m desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste t\u00eam m\u00e9dias de anos de estudo acima da nacional, com&nbsp;10,1; 9,7; e 9,8 anos respectivamente. As regi\u00f5es Nordeste e Norte ficaram abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds, com 8,1 anos e 8,9 anos, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o daqueles com 25 anos ou mais que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio passou de 47,4% em 2018 para 48,8% em 2019. Entre os brancos, esse \u00edndice \u00e9 maior, 57%. Entre os pretos e pardos, 41,8%. De 2016 para 2019, essa diferen\u00e7a, de acordo com o IBGE,&nbsp; caiu&nbsp;um pouco, \u201cpor\u00e9m se manteve em patamar elevado, indicando que as oportunidades educacionais eram distintas para esses grupos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE pondera que, apesar dos avan\u00e7os, mais da metade, o equivalente a 51,2%, da popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais no Brasil n\u00e3o completaram a educa\u00e7\u00e3o escolar b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o do IBGE s\u00e3o referentes ao segundo\u00a0 trimestre\u00a0 de\u00a0 2019.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background has-very-light-gray-background-color\">Quer saber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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