{"id":159652,"date":"2020-03-14T12:04:41","date_gmt":"2020-03-14T15:04:41","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=159652"},"modified":"2020-03-14T12:05:37","modified_gmt":"2020-03-14T15:05:37","slug":"conheca-o-modo-de-vida-dos-apanhadores-de-flores-sempre-vivas-no-vale-do-jequitinhonha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=159652","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o modo de vida dos apanhadores de flores sempre-vivas no Vale do Jequitinhonha"},"content":{"rendered":"\n<p>O agricultor familiar Sebasti\u00e3o Frade Martins pertence a uma comunidade quilombola, no munic\u00edpio de Diamantina, localizada na por\u00e7\u00e3o meridional da Serra do Espinha\u00e7o, em Minas Gerais. Com um jeito simples e a fala mansa, ele conta que passou boa parte dos seus 75 anos colhendo flores sempre-vivas nas redondezas. \u201cDe manh\u00e3 cedo a gente sai para apanhar a flor. No outro dia, a gente volta a colher outra vez. E fica uma semana, duas, at\u00e9 tr\u00eas sem voltar para casa\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>A rotina do seu Sebasti\u00e3o \u00e9 a mesma de outras dezenas de agricultores que, em algumas \u00e9pocas do ano, chegam a deixar a casa por v\u00e1rios dias para dormir em lapas, que s\u00e3o grutas existentes na serra. Desta forma, eles podem ficar mais pr\u00f3ximos das \u00e1reas onde florescem as sempre-vivas, que s\u00e3o esp\u00e9cies nativas muito usadas para produ\u00e7\u00e3o de artesanato e em decora\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta atividade tradicional, que resiste ao tempo por v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, acaba de obter um reconhecimento internacional. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), concedeu ao sistema agr\u00edcola dos apanhadores e apanhadoras de flores sempre-viva o selo de Sistema Agr\u00edcola Tradicional de Import\u00e2ncia Mundial (Sipam).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O selo \u00e9 concedido a comunidades tradicionais que preservam t\u00e9cnicas seculares de manejo da terra e desenvolvem em seu territ\u00f3rio uma rela\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel com a natureza. &nbsp;Minas Gerais \u00e9 o primeiro estado do pa\u00eds a obter este reconhecimento da FAO, que abrange as comunidades P\u00e9 de Serra e Lavras, no munic\u00edpio de Buen\u00f3polis; Vargem do Inha\u00ed, Mata dos Crioulos e Macacos, &nbsp;localizadas em Diamantina; e tamb\u00e9m a comunidade Raiz, em Presidente Kubitschek. &nbsp;Cerca de 1.500 pessoas ser\u00e3o beneficiadas, muitas de comunidades quilombolas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao obter o reconhecimento, a expectativa \u00e9 que sejam ampliadas as a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o dos conhecimentos e de acesso a novos mercados por parte dos apanhadores. \u00a0\u201cO segredo do sucesso para conseguir o reconhecimento foi a consci\u00eancia das comunidades e o bom grau de organiza\u00e7\u00e3o social, focado na manuten\u00e7\u00e3o do estilo de vida pr\u00f3prio, al\u00e9m da coes\u00e3o na luta contra as amea\u00e7as, como o avan\u00e7o dos plantios de monocultura de eucalipto\u201d, explica o gerente de projetos da FAO no Brasil, Marcello Broggio. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"466\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"159655\" class=\"wp-image-159655\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_1.jpg 700w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_1-300x200.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_1-696x463.jpg 696w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_1-631x420.jpg 631w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"> <em>Foto: Jo\u00e3o Roberto Ripper \/ Emater-MG<\/em> <\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Modo de vida&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da FAO n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pela tradi\u00e7\u00e3o das comunidades de coletar flores. Mas por todo o modo de vida, que abrange aspectos hist\u00f3ricos, sociais e de rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente. No caso dos agricultores da por\u00e7\u00e3o meridional da Serra do Espinha\u00e7o, eles tamb\u00e9m se dedicam a outras atividades para o sustento familiar, como as pequenas cria\u00e7\u00f5es de animais, a coleta agroextrativista de frutos, al\u00e9m da ro\u00e7a de toco. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ro\u00e7a de toco \u00e9 um sistema que j\u00e1 era utilizado pelos ind\u00edgenas. Ele consiste no manejo de pequenos terrenos, geralmente nas partes mais baixas, onde h\u00e1 mais umidade. O ac\u00famulo de mat\u00e9ria org\u00e2nica na \u00e1rea \u00e9 fundamental para a fertilidade do solo. \u201cQuando se faz a ro\u00e7ada e a queima superficial, \u00e9 disponibilizado o nutriente para a produ\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ximos anos. O fogo queima apenas o material que est\u00e1 acima do solo\u201d, explica o professor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Claudenir F\u00e1vero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas ro\u00e7as de toco, h\u00e1 plantio de hortali\u00e7as, milho, frutas, mandioca e feij\u00e3o, al\u00e9m de plantas medicinais. \u00c9 dessas ro\u00e7as que sai grande parte da alimenta\u00e7\u00e3o dos moradores das comunidades, que tamb\u00e9m comercializam parte da produ\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s n\u00e3o mexemos apenas com a sempre-viva. Criamos animais e temos tamb\u00e9m a ro\u00e7a de toco. Mas a gente precisa da sempre-viva para ajudar no sustento\u201d, diz a dona Jovita Maria Correa, enquanto prepara os arranjos das flores que colhe.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses grupos s\u00e3o descendentes de ind\u00edgenas que ocuparam a regi\u00e3o, de portugueses e de africanos que aqui foram escravizados. Essas comunidades rurais, que se autodenominam apanhadores de flores sempre-vivas, t\u00eam uma identidade territorial e expressam um modo de vida que combinam estes ambientes\u201d, explica Fernanda Monteiro, pesquisadora da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"466\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_2.jpg\" alt=\"\" data-id=\"159654\" class=\"wp-image-159654\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_2.jpg 700w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_2-300x200.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_2-696x463.jpg 696w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_2-631x420.jpg 631w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Jo\u00e3o Roberto Ripper \/ Emater-MG<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Vida no alto da serra<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca das chuvas, os apanhadores de sempre-viva fazem a coleta das plantas ao p\u00e9 da serra. J\u00e1 nos meses mais secos, \u00e9 preciso ir morro acima, a mais de mil metros de altura para encontrar as flores. \u201cEste momento em que eles est\u00e3o no alto da serra \u00e9 quando as diferentes comunidades se encontram. &nbsp;\u00c9 um regime agr\u00e1rio de uso comunit\u00e1rio das terras, em que o parentesco \u00e9 uma grande refer\u00eancia de direito de uso. \u00c9 o que chamamos de direitos costumeiros\u201d, comenta a pesquisadora da USP.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A apanhadora de flores Maria de F\u00e1tima Alves, uma das coordenadoras da Comiss\u00e3o em Defesa dos Direitos das Comunidades Extrativistas (Codecex), conta que no per\u00edodo em que os apanhadores se deslocam para as partes mais altas da serra, eles tamb\u00e9m levam animais e at\u00e9 fazem pequenos plantios. \u201c\u00c9 comum levar animais, como porco e galinha. Costuma at\u00e9 fazer a ro\u00e7a. \u00c9 a vida que segue o ciclo normal em cima da serra. E as moradias geralmente s\u00e3o as lapas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As flores sempre-vivas s\u00e3o end\u00eamicas e ganharam este nome porque, mesmo depois de colhidas e secas, conservam sua forma e colora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das flores, s\u00e3o coletadas folhas, frutos secos e sementes. &nbsp;At\u00e9 o momento, j\u00e1 foram identificadas 240 esp\u00e9cies nativas manejadas, das quais 90 esp\u00e9cies s\u00e3o as chamadas flores e bot\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de ser uma atividade tradicional da regi\u00e3o, h\u00e1 poucos estudos sobre a cadeia de valor das flores sempre-vivas, com poucos dados estat\u00edsticos. Al\u00e9m disso, as comunidades demandam melhorias no beneficiamento da produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Maria de F\u00e1tima.<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtos s\u00e3o destinados ao mercado de plantas ornamentais secas. As sempre-vivas e outras plantas ornamentais colhidas pelos apanhadores das comunidades reconhecidas pela FAO geralmente s\u00e3o comercializadas para atravessadores. Ainda s\u00e3o poucos que produzem o pr\u00f3prio artesanato, que al\u00e9m de muito procurado no mercado interno, tamb\u00e9m \u00e9 exportado para Estados Unidos, pa\u00edses da Europa e da \u00c1sia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs comunidades rurais reconhecidas pela FAO recebem assist\u00eancia t\u00e9cnica da Emater-MG em \u00a0suas atividades produtivas e tamb\u00e9m na organiza\u00e7\u00e3o para acesso ao mercado. Al\u00e9m disso, trabalhamos em parceria com diversas institui\u00e7\u00f5es para elabora\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o para Conserva\u00e7\u00e3o Din\u00e2mica do Sistema Agr\u00edcola Tradicional da Serra do Espinha\u00e7o Meridional\u201d, explica M\u00e1rcia Campanharo, coordenadora t\u00e9cnica estadual da Emater-MG, empresa vinculada \u00e0 Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Seapa).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O plano foi elaborado por um grupo formado por apanhadores de sempre-vivas, secretarias e \u00f3rg\u00e3os do Governo de Minas Gerais, universidades, prefeituras e ONGs. &nbsp;O objetivo \u00e9 propor a\u00e7\u00f5es para garantir a manuten\u00e7\u00e3o do ambiente manejado pelas comunidades, desenvolver pesquisas para dar suporte \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do sistema agr\u00edcola tradicional, al\u00e9m de promover a inclus\u00e3o econ\u00f4mica e o acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam o reconhecimento e a manuten\u00e7\u00e3o dos apanhadores de sempre-vivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEste reconhecimento vai dinamizar a implanta\u00e7\u00e3o do Plano de Conserva\u00e7\u00e3o Din\u00e2mica que tem estrat\u00e9gias e linhas de a\u00e7\u00e3o definidos a partir de processos participativos pelas comunidades, com a\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 integridade da paisagem manejada, cultura e biodiversidade\u201d, afirma Maria de F\u00e1tima.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"466\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_3.jpg\" alt=\"\" data-id=\"159653\" class=\"wp-image-159653\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_3.jpg 700w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_3-300x200.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_3-696x463.jpg 696w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fao_sempre_viva_3-631x420.jpg 631w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Jo\u00e3o Roberto Ripper \/ Emater-MG<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Reconhecimento da FAO<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de Minas Gerais passa a ser o quarto Sipam da Am\u00e9rica Latina. Os outros s\u00e3o o corredor Cuzco-Puno, no Peru, o arquip\u00e9lago de Chilo\u00e9, no Chile, e o sistema de Chinampa, no M\u00e9xico. Em todo o mundo s\u00e3o apenas 59 patrim\u00f4nios agr\u00edcolas com este reconhecimento. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O an\u00fancio oficial do reconhecimento &nbsp;ocorreu na \u00faltima quarta-feira (11\/3), durante uma solenidade em Bras\u00edlia, com a presen\u00e7a de apanhadores de sempre-vivas e de representantes da FAO, &nbsp;do Governo de Minas Gerais, do Governo Federal e prefeitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para conseguir o reconhecimento de Sistema Agr\u00edcola Tradicional de Import\u00e2ncia Mundial (Sipam), os apanhadores de sempre-viva apresentaram a candidatura com a entrega de um dossi\u00ea \u00e0 FAO Brasil. A solenidade de formaliza\u00e7\u00e3o da candidatura foi durante o I Festival dos Apanhadores e Apanhadoras de Flores Sempre-Vivas, realizado em junho de 2018, em Diamantina. A candidatura recebeu o apoio de pesquisadores, acad\u00eamicos e membros de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos que ajudaram a criar o documento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 2019, um comit\u00ea cient\u00edfico da FAO esteve na regi\u00e3o para avaliar a pertin\u00eancia da candidatura ao selo e o envolvimento dos governos local, estadual e federal, das universidades e da Codecex. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA capacidade de agregar parceiros na sociedade civil da regi\u00e3o e nas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa explica a \u00f3tima qualidade do dossi\u00ea. O apoio dos munic\u00edpios e do Governo de Minas Gerais tamb\u00e9m foi determinante para conseguir o reconhecimento como Sipam\u201d, afirma Marcello Broggio.<\/p>\n\n\n\n<p>As escolhas s\u00e3o feitas por um grupo composto por sete membros de diferentes pa\u00edses, nomeados pela FAO. Todos os integrantes t\u00eam m\u00e9ritos acad\u00eamicos de destaque. Geralmente, o grupo se re\u00fane duas vezes por ano para avaliar as candidaturas que podem receber o reconhecimento como Sipam.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color\">Quer saber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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