{"id":158717,"date":"2020-02-13T09:31:50","date_gmt":"2020-02-13T12:31:50","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=158717"},"modified":"2020-02-13T09:33:29","modified_gmt":"2020-02-13T12:33:29","slug":"pesquisas-e-tecnologia-ampliam-qualidade-do-feijao-mineiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=158717","title":{"rendered":"Pesquisas e tecnologia ampliam qualidade do feij\u00e3o mineiro"},"content":{"rendered":"\n<p>Minas Gerais \u00e9 o segundo maior produtor de feij\u00e3o do Brasil, com produtividade m\u00e9dia superior a 1.500 kg\/ha (dados de 2017). Uma das justificativas para a performance do estado vem do empenho de parceiros interessados em ampliar a qualidade das lavouras e do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em destaque, a<a href=\"http:\/\/www.epamig.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">\u00a0Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig)<\/a>, juntamente com a Embrapa Arroz e Feij\u00e3o e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), entidades que t\u00eam trabalhado com o melhoramento do feijoeiro para lan\u00e7ar variedades adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es regionais.\u00a0\u201cAs pesquisas trazem maior qualidade nutricional ao produto e permitem que as plantas sejam resistentes a doen\u00e7as. Tamb\u00e9m realizamos um conjunto de medidas para minimizar o uso de agrot\u00f3xicos\u201d, conta o diretor t\u00e9cnico da Epamig, Trazilbo de Paula.<\/p>\n\n\n\n<p>Presente nos cl\u00e1ssicos da gastronomia mineira, nos principais pratos do dia a dia e na deliciosa mistura com arroz, o feij\u00e3o (Phaseolus vulgaris L.) \u00e9 uma excelente fonte de fibras e prote\u00ednas vegetais. Os gr\u00e3os da leguminosa possuem ferro, c\u00e1lcio, magn\u00e9sio, f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio, \u00e1cido f\u00f3lico e carboidratos. O consumo favorece o combate ao diabetes e previne o c\u00e2ncer colorretal, entre outros benef\u00edcios para a sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"394\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/feijao_mg.jpg\" alt=\"\" data-id=\"158718\" class=\"wp-image-158718\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/feijao_mg.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/feijao_mg-300x174.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Epamig<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lavouras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em campo, especialistas lembram que o produtor precisa estar sempre atento \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Altas e baixas temperaturas podem ocasionar o abortamento de flores, vagens e gr\u00e3os, com consequente queda de rendimento, redu\u00e7\u00e3o ou atraso da germina\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento das plantas. A faixa de temperatura m\u00e9dia \u00f3tima \u00e9 de 18\u00ba a 24\u00baC, sendo 21\u00b0C a ideal. Em Minas Gerais e em toda regi\u00e3o central brasileira, h\u00e1 pelo menos quatro \u00e9pocas distintas de semeadura em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cultivares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outra medida importante para o sucesso da safra \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de cultivares de feij\u00e3o recomendadas. A medida deve ser tomada quando a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 atingir alta produtividade e redu\u00e7\u00e3o nos custos de produ\u00e7\u00e3o. Algumas cultivares de feij\u00e3o com diferentes arquiteturas de plantas s\u00e3o recomendadas para Minas Gerais, sendo as do grupo carioca as mais cultivadas. No momento de escolha do cultivar, \u00e9 necess\u00e1rio que seja levado em conta o tipo de gr\u00e3o que melhor se adapta a regi\u00e3o, a \u00e9poca de plantio, a expectativa de pre\u00e7o na data da colheita e as caracter\u00edsticas de cada cultivar.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro 101 Culturas, o manual de tecnologias agr\u00edcolas da Epamig, re\u00fane algumas das variedades de feij\u00f5es e suas exig\u00eancias de plantio. Confira algumas dicas a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Feij\u00e3o-arroz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda pouco cultivado no Brasil, o feij\u00e3o-arroz pode ser consumido na forma de gr\u00e3os secos cozidos. O brasileiro acostumado com o sabor acentuado do feij\u00e3o comum pode fazer restri\u00e7\u00e3o ao sabor suave do feij\u00e3o-arroz, mas o consumo est\u00e1 aumentando, sobretudo entre os consumidores de macrobi\u00f3tica. O feij\u00e3o-arroz se adapta a diversas condi\u00e7\u00f5es de terroir (clima, topografia, tipo de solo, regime de chuvas e outros dados), mas \u00e9 essencialmente de cultura tropical e, consequentemente, muito suscet\u00edvel \u00e0 geada. Para bons rendimentos, requer alto teor de \u00e1gua no solo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Feij\u00e3o-azuki<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Jap\u00e3o, \u00e9 a segunda leguminosa em import\u00e2ncia, depois da soja. O feij\u00e3o-azuki \u00e9 utilizado em mingaus e sopas, em v\u00e1rios tipos de bolos e doces, e misturado com arroz. Ainda pouco conhecido no Brasil, o feij\u00e3o-azuki \u00e9 cultural subtropical e n\u00e3o tolera geada e baixas temperaturas, o que pode comprometer ou reduzir a produtividade da lavoura. Al\u00e9m disso, a variedade suporta chuvas pesadas, mas n\u00e3o solo encharcado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Feij\u00e3o-caupi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O feij\u00e3o-caupi foi introduzido no Brasil por colonizadores portugueses. A esp\u00e9cie tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por feij\u00e3o-macassar, feij\u00e3o-de-corda, feij\u00e3o-gurutuba, feij\u00e3o-da-col\u00f4nia, feij\u00e3o-de-praia, feij\u00e3o-mi\u00fado e feij\u00e3o-fradinho. O Brasil \u00e9 o quarto produtor mundial e tamb\u00e9m grande consumidor de feij\u00e3o-caupi.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Minas Gerais, a variedade \u00e9 mais cultivada e consumida no Norte do estado. Os gr\u00e3os secos s\u00e3o cozidos e servidos na forma de salada, de maneira semelhante \u00e0 ervilha. Tamb\u00e9m \u00e9 indicado para o preparo de acaraj\u00e9. Tolera temperaturas elevadas, no entanto, temperaturas muito altas durante o florescimento causam mais abortamento de flores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Feij\u00e3o-mungo-verde<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o-mungo-verde ainda \u00e9 pequena no Brasil, mas a tend\u00eancia \u00e9 crescente por conta do aumento da demanda pelo broto de feij\u00e3o e pelo interesse da \u00cdndia e de outros pa\u00edses. Os gr\u00e3os secos s\u00e3o consumidos inteiros ou partidos na forma de sopa ou pasta e, ainda, fritos. A farinha produzida com gr\u00e3os de mungo-verde \u00e9 utilizada no preparo de macarr\u00e3o, p\u00e3o, biscoito e queijo vegetal. A temperatura \u00f3tima para seu desenvolvimento \u00e9 de 28\u00ba a 30\u00ba C, e tolera m\u00e9dias de 35 \u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Feij\u00e3o-vagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m conhecido como feij\u00e3o-de-vagem ou simplesmente vagem, \u00e9 conhecido em diversas regi\u00f5es brasileiras. A colheita se d\u00e1 quando as vagens ainda est\u00e3o verdes. O gr\u00e3o do feij\u00e3o-vagem pode ser cozido e industrializado para ser comercializado na forma congelada ou em conserva. No Brasil, \u00e9 uma das dez hortali\u00e7as com maior volume produzido. O Feij\u00e3o-vagem \u00e9 cultura de ampla adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e tem boa produ\u00e7\u00e3o dentro da faixa de 18\u00ba a 30\u00ba C, intolerante ao frio e a geadas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color\">Quer saber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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