{"id":158458,"date":"2020-02-02T11:57:47","date_gmt":"2020-02-02T14:57:47","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=158458"},"modified":"2020-02-02T11:58:31","modified_gmt":"2020-02-02T14:58:31","slug":"47-de-criancas-refugiadas-no-mundo-nao-vao-a-escola-diz-unesco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=158458","title":{"rendered":"47% de crian\u00e7as refugiadas no mundo n\u00e3o v\u00e3o \u00e0 escola, diz Unesco"},"content":{"rendered":"\n<p>Em todo o mundo, cerca de 47% de crian\u00e7as refugiadas n\u00e3o foram matriculadas na educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) n\u00e3o frequentavam a educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria em 2016. As informa\u00e7\u00f5es fazem parte da publica\u00e7\u00e3o&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000251076_por?posInSet=1&amp;queryId=fdc6fa42-5c77-4666-b72b-cc329af020c5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Prote\u00e7\u00e3o do Direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o dos Refugiados<\/a><\/em>, lan\u00e7ada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O documento analisa quest\u00f5es sobre o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de&nbsp;refugiados, o marco legal internacional do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condi\u00e7\u00f5es. Segundo a publica\u00e7\u00e3o, mais de 65 milh\u00f5es de pessoas procuram asilo, s\u00e3o deslocadas internamente ou s\u00e3o refugiadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Metade dos refugiados do mundo s\u00e3o crian\u00e7as menores de 18 anos. A dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de ex\u00edlio de um refugiado \u00e9 de cerca de 20 anos, \u201co que \u00e9 mais do que toda uma inf\u00e2ncia e representa uma fra\u00e7\u00e3o significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa\u201d, avalia o documento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os indiv\u00edduos, os refugiados, os migrantes e os deslocados \u00e0 for\u00e7a t\u00eam direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, um meio considerado indispens\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o plena dos outros direitos humanos. De fato, a educa\u00e7\u00e3o proporciona aos refugiados os instrumentos intelectuais para construir o futuro de seus pr\u00f3prios pa\u00edses ou para contribuir de forma significativa para os pa\u00edses que lhes oferecem abrigo, prote\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o para o futuro&#8221;, afirma a Unesco.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o, o cumprimento do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para os refugiados enfrenta v\u00e1rios desafios, que se tornaram mais vis\u00edveis com a crise de refugiados no Oriente M\u00e9dio e na Europa, mesmo quando a maioria dos refugiados do mundo est\u00e1 em regi\u00f5es em desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, a publica\u00e7\u00e3o aponta a intoler\u00e2ncia, xenofobia, agress\u00e3o, tens\u00f5es e conflitos nacionais e \u00e9tnicos como outros fatores que afetam grupos de refugiados em muitos locais do mundo. De acordo com o documento, \u201cpessoas deslocadas \u00e0s vezes s\u00e3o detidas por longos per\u00edodos e sem raz\u00f5es leg\u00edtimas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Unesco, s\u00e3o necess\u00e1rios mais esfor\u00e7os dos pa\u00edses para assegurar educa\u00e7\u00e3o de qualidade e, dessa forma, garantir sociedades pac\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um importante instrumento para assegurar sociedades pac\u00edficas. A educa\u00e7\u00e3o de qualidade \u00e9 um meio importante para se contrapor \u00e0 intoler\u00e2ncia em atitudes individuais e para se conduzir a uma sociedade mais inclusiva. \u00c9 um primeiro passo para impedir o racismo, a xenofobia e outros tipos de discrimina\u00e7\u00e3o. Portanto, mais esfor\u00e7os precisam ser realizados em pa\u00edses de acolhimento para se ensinar sobre direitos humanos, respeito, toler\u00e2ncia e valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"382\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/refugiada.jpg\" alt=\"\" data-id=\"158459\" class=\"wp-image-158459\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/refugiada.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/refugiada-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em> Sumaiya Akter, 12, refugiada rohingya em Kutupalong, campo de refugiados em Bangladesh &#8211; Foto: ACNUR \/ Roger Arnold<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crian\u00e7as frequentam a educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e apenas 25% est\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo Oriente M\u00e9dio e no Norte da \u00c1frica, na \u00faltima d\u00e9cada, os pa\u00edses investiram recursos consider\u00e1veis para aumentar a frequ\u00eancia escolar das crian\u00e7as. Entretanto, recentemente esse progresso parou. Milh\u00f5es de crian\u00e7as tiveram suas vidas destro\u00e7adas e suas escolas destru\u00eddas por conflitos\u201d, afirma o documento.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento aponta o caso da S\u00edria, que havia alcan\u00e7ado o acesso universal \u00e0 educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria em 2000, mas em junho de 2016, 60% das crian\u00e7as frequentavam a educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e o primeiro n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria,&nbsp;e 2,1 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes estavam fora da escola<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, as crian\u00e7as e os adolescentes refugiados ficam vulner\u00e1veis ao trabalho infantil, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e a problemas de comportamentos negativos, como drogas e pequenos crimes, associados \u00e0 ociosidade e \u00e0 desesperan\u00e7a. A educa\u00e7\u00e3o de meninas tamb\u00e9m pode proteg\u00ea-las do casamento e\/ou da gravidez precoce e dos riscos da explora\u00e7\u00e3o sexual\u201d, indica a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Barreiras<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro aspecto ressaltado pela publica\u00e7\u00e3o \u00e9 a barreira lingu\u00edstica, que causa a redu\u00e7\u00e3o de matr\u00edculas escolares de refugiados. Para a Unesco, medidas efetivas de inclus\u00e3o de estudantes refugiados devem ser inclu\u00eddas nos sistemas nacionais de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso assist\u00eancia aos refugiados, que pode ser fornecida de diversas formas, como bolsas de estudo ou isen\u00e7\u00e3o das taxas aplic\u00e1veis a estudantes estrangeiros, ou aumento do ensino \u00e0 dist\u00e2ncia e de plataformas de e-aprendizagem. Entretanto, al\u00e9m de medidas direcionadas, a inclus\u00e3o efetiva dos refugiados em sistemas nacionais de educa\u00e7\u00e3o deve exigir uma abordagem abrangente que tamb\u00e9m considere as necessidades das comunidades locais de acolhimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Organiza\u00e7\u00e3o, a qualifica\u00e7\u00e3o de professores tamb\u00e9m deve ser considerada por esses sistemas e deve incluir elementos para mant\u00ea-los, como remunera\u00e7\u00e3o, treinamento e recursos did\u00e1ticos para o ensino e aprendizagem de crian\u00e7as vulner\u00e1veis, incluindo aquelas que sofrem de traumas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color\">Quer saber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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