{"id":155610,"date":"2019-12-02T08:18:56","date_gmt":"2019-12-02T11:18:56","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=155610"},"modified":"2019-12-02T08:20:00","modified_gmt":"2019-12-02T11:20:00","slug":"cunhada-nao-consegue-provar-vinculo-de-emprego-em-banca-de-salgado-da-familia-em-montes-claros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=155610","title":{"rendered":"Cunhada n\u00e3o consegue provar v\u00ednculo de emprego em banca de salgado da fam\u00edlia em Montes Claros"},"content":{"rendered":"\n<p>A Justi\u00e7a do Trabalho n\u00e3o reconheceu o v\u00ednculo de emprego entre cunhada e propriet\u00e1ria de uma banca de salgados da cidade de Montes Claros, no norte do estado de Minas Gerais. A decis\u00e3o foi da Quarta Turma do TRT-MG que, por unanimidade, manteve a senten\u00e7a proferida pelo ju\u00edzo da 2\u00aa Vara do Trabalho de Montes Claros. Segundo a desembargadora Denise Alves Horta, relatora no processo, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de emprego quando as atividades executadas s\u00e3o dirigidas para a manuten\u00e7\u00e3o e subsist\u00eancia da fam\u00edlia em regime de economia familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, ao ajuizar a a\u00e7\u00e3o, a trabalhadora alegou que a rela\u00e7\u00e3o de emprego entre as partes nunca se tratou de v\u00ednculo familiar. E que sempre prestou servi\u00e7o para a mulher do seu irm\u00e3o com a presen\u00e7a de todos os elementos configuradores do contrato de emprego, previstos no artigo 3\u00ba da CLT.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a autora da a\u00e7\u00e3o, ela foi admitida verbalmente em 15 de maio de 2015, para exercer fun\u00e7\u00e3o de salgadeira. E deixou o im\u00f3vel onde residia, pertencente \u00e0 empregadora, em dezembro de 2017, quando parou de prestar servi\u00e7o, sem nunca ter a CTPS assinada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a propriet\u00e1ria da banca de salgados explicou que, em 2015, a cunhada apareceu chorando, na porta da resid\u00eancia dela, com a filha no colo, dizendo que o marido havia lhe agredido. Contou que estava gr\u00e1vida e n\u00e3o tinha para onde ir, j\u00e1 que a m\u00e3e dela tamb\u00e9m recusou ajuda.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo um ponto desocupado na frente de sua casa, a propriet\u00e1ria explicou que abrigou a ent\u00e3o cunhada, junto com os seus filhos naquele c\u00f4modo. De acordo com ela, o neg\u00f3cio da fam\u00edlia consistia na venda de salgado em pontos da cidade, como uma feira livre no bairro Delfino. Acrescentou que sempre trabalhou sozinha na produ\u00e7\u00e3o dos salgados.&nbsp;<em>\u201cE, quando tinha alguma encomenda, contratava outra pessoa para aquele servi\u00e7o e que nunca era a reclamante do processo\u201d<\/em>, informou a propriet\u00e1ria da banca, que teve sua vers\u00e3o confirmada por duas testemunhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a desembargadora Denise Horta, a autora do processo n\u00e3o conseguiu provar a exist\u00eancia dos requisitos necess\u00e1rios \u00e0 configura\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de emprego. Exemplo disso \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1, nos autos processuais, nada que indique o recebimento de sal\u00e1rios ou mesmo o alegado pagamento de aluguel pela moradia em im\u00f3vel da propriet\u00e1ria da banca de salgados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora, ficou claro, nesse caso, a exist\u00eancia de uma sociedade em regime de economia familiar.&nbsp;<em>\u201cIsso porque a comunh\u00e3o de esfor\u00e7os era dirigida para a subsist\u00eancia da fam\u00edlia, sendo invi\u00e1vel o acolhimento da pretens\u00e3o no sentido de transformar essa espec\u00edfica rela\u00e7\u00e3o em liame empregat\u00edcio\u201d<\/em>, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a desembargadora negou provimento \u00e0s pretens\u00f5es da autora da a\u00e7\u00e3o, inclusive aquela relativa \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, al\u00e9m do reconhecimento do v\u00ednculo empregat\u00edcio pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color\"><strong>VER PRIMEIRO: <\/strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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