{"id":155271,"date":"2019-11-24T21:19:39","date_gmt":"2019-11-25T00:19:39","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=155271"},"modified":"2019-11-24T21:55:36","modified_gmt":"2019-11-25T00:55:36","slug":"estabilidade-para-gestante-nao-vale-para-empregadas-temporarias-decide-tribunal-superior-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=155271","title":{"rendered":"Estabilidade para gestante n\u00e3o vale para empregadas tempor\u00e1rias, decide Tribunal Superior do Trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que empregadas gestantes contratadas para trabalho tempor\u00e1rio n\u00e3o t\u00eam direito \u00e0 estabilidade prevista na Constitui\u00e7\u00e3o. Na sess\u00e3o de 18 de novembro, a maioria dos ministros do pleno do TST entendeu que o benef\u00edcio n\u00e3o vale para esse tipo de trabalho, regido pela Lei 6.019\/74, norma que regulamentou o trabalho tempor\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, o entendimento poder\u00e1 ser aplicado aos processos que est\u00e3o em andamento na Justi\u00e7a do Trabalho em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o chegou ao TST por meio de um recurso de uma empregada que foi dispensada durante a gravidez por uma empresa de loca\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra que prestava servi\u00e7os a uma outra firma em Blumenau, em Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada com a decis\u00e3o, a gestante recorreu \u00e0 justi\u00e7a trabalhista local e \u00e0 Primeira Turma do TST em busca do reconhecimento do direito, mas perdeu a causa, pois os magistrados consideraram que a estabilidade n\u00e3o vale para contratos tempor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o artigo 10 do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias da Constitui\u00e7\u00e3o, \u00e9 proibida dispensa arbitr\u00e1ria ou sem justa causa da &#8220;empregada gestante, desde a confirma\u00e7\u00e3o da gravidez at\u00e9 cinco meses ap\u00f3s o parto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 com base nesta regra que a estabilidade \u00e9 garantida. No entanto, a norma sempre foi aplicada aos casos de contratos por tempo indeterminado e h\u00e1 diverg\u00eancias na Justi\u00e7a sobre a validade para trabalhadoras tempor\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>No trabalho tempor\u00e1rio, uma empresa contrata uma pessoa para prestar servi\u00e7os a uma outra empresa, considerada a tomadora, por prazo determinado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta semana, ao julgar o caso definitivamente, o plen\u00e1rio do TST confirmou o entendimento, por maioria de votos. No julgamento, prevaleceu a manifesta\u00e7\u00e3o da ministra Maria Cristina Peduzzi.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trabalhadoras tempor\u00e1rias<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo ela, a estabilidade n\u00e3o pode ser aplicada a casos de trabalhadoras tempor\u00e1rias. Para a magistrada, a Constitui\u00e7\u00e3o impede a demiss\u00e3o arbitr\u00e1ria e sem justa causa da gestante, mas o benef\u00edcio n\u00e3o ocorre em contratos tempor\u00e1rios, nos quais n\u00e3o h\u00e1 v\u00ednculo de trabalho por prazo indeterminado.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, ficou vencido na vota\u00e7\u00e3o e entendeu que as trabalhadoras tempor\u00e1rias tamb\u00e9m t\u00eam direito \u00e0 estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A empregada gestante mant\u00e9m o direito \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria prevista no artigo do ADCT [Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias da Constitui\u00e7\u00e3o] mesmo na hip\u00f3tese de admiss\u00e3o mediante contrato de trabalho por tempo determinado e contrato tempor\u00e1rio de<br>trabalho da Lei 6019&#8243;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da decis\u00e3o, cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), que poder\u00e1 anular o julgamento do TST.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color\"><strong>VER PRIMEIRO: <\/strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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