{"id":155205,"date":"2019-11-23T22:37:46","date_gmt":"2019-11-24T01:37:46","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=155205"},"modified":"2019-11-23T22:38:31","modified_gmt":"2019-11-24T01:38:31","slug":"brasil-detem-90-do-mercado-mundial-de-niobio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=155205","title":{"rendered":"Brasil det\u00e9m 90% do mercado mundial de Ni\u00f3bio"},"content":{"rendered":"\n<p>Um metal at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido da maiora dos brasileiros, o Ni\u00f3bio ganhou proje\u00e7\u00e3o quando presidente Jair Bolsonaro o apresentou durante uma&nbsp;<em>live<\/em>&nbsp;no m\u00eas de junho deste ano. O metal, no entanto, deveria ter uma proje\u00e7\u00e3o maior no pa\u00eds j\u00e1 que tem, no Brasil, o seu maior produtor, respons\u00e1vel por abastecer cerca de 90% do mercado mundial. Entre suas utilidades est\u00e1 a de ampliar a resist\u00eancia do a\u00e7o, o que possibilita uma economia superior a 20% na quantidade de material utilizado e a uma redu\u00e7\u00e3o de 30% de seu peso.<\/p>\n\n\n\n<p>Bastam 100 gramas de ni\u00f3bio (a um custo de cerca de US$ 8) para cada tonelada de a\u00e7o, para ampliar a for\u00e7a de liga\u00e7\u00e3o de seus \u00e1tomos e, por consequ\u00eancia, aumentar suas resist\u00eancias t\u00e9rmica e mec\u00e2nica, bem como a capacidade de absorver cargas sem se romper ou deformar. Al\u00e9m disso, o ni\u00f3bio amplia a capacidade de solda a outros materiais, e afasta o risco de corros\u00e3o de metais.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais caracter\u00edsticas possibilitam o uso do ni\u00f3bio para a constru\u00e7\u00e3o de foguetes, avi\u00f5es, turbinas, pe\u00e7as automotivas, estruturas met\u00e1licas, navios, trilhos, baterias, sensores, lentes, supercondutores, navios, oleodutos e muito mais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEle \u00e9 usado basicamente no a\u00e7o, mas recentemente estamos desenvolvendo aplica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m na \u00e1rea qu\u00edmica\u201d, disse \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0o presidente da\u00a0Companhia Brasileira de Metalurgia e Minera\u00e7\u00e3o (CBMM), Eduardo Ribeiro. A empresa \u00e9 l\u00edder mundial na produ\u00e7\u00e3o e fornecimento de produtos de ni\u00f3bio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018 a CBMM faturou cerca de R$ 7,8 bilh\u00f5es e pagou R$ 1,8 bilh\u00e3o em impostos, com a venda do produto. Cerca de 95% do lucro foi obtido com a venda para o mercado externo, para onde foram destinadas quase 95 mil toneladas de ferro ni\u00f3bio, ni\u00f3bio met\u00e1lico, n\u00edquel ni\u00f3bio e \u00f3xido de ni\u00f3bio. \u201cTodos produtos de alto valor agregado\u201d, acrescenta Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo CBMM tem 70% de capital nacional. Os 30% restantes t\u00eam como acionistas as duas principais sider\u00fargicas japonesas, a principal sider\u00fargica coreana e as quatro principais sider\u00fargicas chinesas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa divis\u00e3o, que inclui nossos clientes como acionistas, foi uma movimenta\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica que implantamos em 2011, tendo como objetivo aumentar o mercado. Em contrapartida, eles t\u00eam prioridade em uma certa porcentagem da produ\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mitos e teorias<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a falta de conhecimento das pessoas sobre o ni\u00f3bio levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de mitos e teorias conspirat\u00f3rias sobre o metal. \u201cPara come\u00e7ar, o ni\u00f3bio \u00e9 um metal. N\u00e3o \u00e9 min\u00e9rio. O min\u00e9rio tem cerca de 2,5% de ni\u00f3bio, e precisa passar por processos complexos at\u00e9 se chegar ao produto final [ni\u00f3bio], que \u00e9 o metal que vendemos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMitos atrapalham. Existem diversas ocorr\u00eancias de Ni\u00f3bio no Brasil, em especial na Amaz\u00f4nia. S\u00f3 que para transformar essas ocorr\u00eancias em reserva de ni\u00f3bio, \u00e9 necess\u00e1rio fazer furos de sondagem e quantificar massa e teor\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ribeiro minimizou tamb\u00e9m riscos de o pa\u00eds perder espa\u00e7o para concorrentes estrangeiros. \u201cTemos, na CBMM, uma reserva para mais de 100 anos. Portanto h\u00e1 desinteresse [de outros grupos] em investir [na produ\u00e7\u00e3o de ni\u00f3bio]. Atualmente detemos cerca de 90% do mercado mundial. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 verdade que h\u00e1 ni\u00f3bio apenas no Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, h\u00e1 reservas em 85 regi\u00f5es do mundo, entre Austr\u00e1lia, \u00c1frica, Groel\u00e2ndia, R\u00fassia. \u201cSe muitas n\u00e3o est\u00e3o, atualmente, em opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 porque os produtores atuais t\u00eam uma capacidade de produ\u00e7\u00e3o maior do que o tamanho do mercado. Eles n\u00e3o v\u00e3o investir bilh\u00f5es de d\u00f3lares em um mercado pequeno\u201d, argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o presidente da CBMM aponta como \u201cmaior desafio\u201d para o pa\u00eds \u2013 enquanto l\u00edder de mercado e detentor da mina mais produtiva e do menor custo de produ\u00e7\u00e3o de ni\u00f3bio \u2013 o desenvolvimento e o crescimento do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior concorr\u00eancia ao ni\u00f3bio brasileiro n\u00e3o s\u00e3o empresas estrangeiras, mas outros metais com caracter\u00edsticas e utilidades similares \u2013 caso do van\u00e1dio, entre outros metais. \u201cUma das vantagens do ni\u00f3bio \u00e9 a de ter pre\u00e7o mais est\u00e1vel no cen\u00e1rio mundial, o que d\u00e1 mais seguran\u00e7a \u00e0queles que o utilizam\u201d, explica o presidente da CBMM.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Ribeiro, o ni\u00f3bio apresenta outras vantagens em rela\u00e7\u00e3o aos metais concorrentes . \u201cH\u00e1 vantagens e aplica\u00e7\u00f5es \u00fanicas quando misturado ao n\u00edquel, em especial para a turbinagem de avi\u00f5es, de forma a aguentar temperaturas mais altas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color\"><strong>VER PRIMEIRO: <\/strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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