{"id":152709,"date":"2019-09-17T21:49:11","date_gmt":"2019-09-18T00:49:11","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=152709"},"modified":"2019-09-17T21:49:58","modified_gmt":"2019-09-18T00:49:58","slug":"pesquisador-da-ufvjm-coordena-expedicao-em-busca-de-arvores-gigantes-na-floresta-amazonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=152709","title":{"rendered":"Pesquisador da UFVJM coordena expedi\u00e7\u00e3o em busca de \u00e1rvores gigantes na Floresta Amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma equipe de 25 pessoas, coordenada pelo professor\u00a0Eric Bastos Gorgens,\u00a0do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), realizou, durante um per\u00edodo de 10 dias no m\u00eas de agosto, a expedi\u00e7\u00e3o Jari-Paru: em busca de \u00e1rvores gigantes na Floresta Amaz\u00f4nica. \u201cA expedi\u00e7\u00e3o foi realizada numa parte da floresta que divide os estados do Amap\u00e1 e Par\u00e1, onde foi identificada uma das mais altas \u00e1rvores de floresta tropical registradas at\u00e9 hoje no Brasil, pertencente \u00e0 esp\u00e9cie\u00a0<em>Dinizia excelsa<\/em>, conhecida popularmente como angelim vermelho, capaz de sequestrar uma quantidade de carbono equivalente a uma floresta com dossel m\u00e9dio de 45 metros, e considerando que um hectare de floresta m\u00e9dio tem em torno de 500 \u00e1rvores\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor Eric, a expedi\u00e7\u00e3o foi um desafio do in\u00edcio ao fim, tanto cient\u00edfico quanto f\u00edsico, pois foi realizada dentro de uma regi\u00e3o remota, com baixa densidade populacional, acessada atrav\u00e9s de uma viagem pelo Rio Jari, num percurso de aproximadamente 200 Km rio adentro, com caracter\u00edsticas bem at\u00edpicas de navega\u00e7\u00e3o, por se tratar de um rio de corredeiras. No entanto, com os apoios necess\u00e1rios de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es envolvidas e, especialmente, das comunidades residentes no entorno da regi\u00e3o visitada, a expedi\u00e7\u00e3o obteve o \u00eaxito esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o professor Gorgens, os estudos sobre a exist\u00eancia das \u00e1rvores gigantes tiveram in\u00edcio em 2017, quando ele trabalhava no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ent\u00e3o participou de um projeto que objetivava o mapeamento da biomassa da Floresta Amaz\u00f4nica Brasileira com vistas \u00e0 quantifica\u00e7\u00e3o de carbono. Em 2016, foi lan\u00e7ada a primeira miss\u00e3o em larga escala dedicada a levantar as informa\u00e7\u00f5es utilizando tecnologia laser aerotransportada. Essa miss\u00e3o foi financiada pelo Fundo Amaz\u00f4nia e executada pelo Inpe. Entre 2016 e 2018, a miss\u00e3o sobrevoou 832 transectos cobrindo 375 hectares de floresta cada (12.5 km x 300).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"450\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-152710\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_1.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_1-300x199.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_1-633x420.jpg 633w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption><em>Grupo de pesquisadores participantes da expedi\u00e7\u00e3o (Foto: Rafael Aleixo)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cDos transectos sobrevoados, sete deles apresentaram indiv\u00edduos acima de 80 metros. Desses, seis estavam localizados na regi\u00e3o do Rio Jari, entre os estados do Par\u00e1 e Amap\u00e1. A maior \u00e1rvore localizada apresentou 88,5 metros de altura. Um recorde para a floresta tropical brasileira. A \u00e1rvore estava localizada dentro da Floresta Estadual do Paru, na regi\u00e3o do Par\u00e1. A exist\u00eancia de um conjunto de transectos com \u00e1rvores gigantes, bem como a exist\u00eancia dentro de um mesmo transecto de uma grande quantidade de \u00e1rvores gigantes indicava um s\u00edtio singular\u201d, explica o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s avaliar todo o banco de dados e detectar que algo in\u00e9dito havia sido encontrado, os pesquisadores sentiram a necessidade de conhecer de perto o que o sensor remoto havia registrado, ou seja, \u00e1rvores com mais de 80 metros de altura. E a partir da\u00ed, do grande projeto de mapeamento da biomassa da Amaz\u00f4nia surge o subprojeto para o aprofundamento do estudo das \u00e1rvores gigantes, uma vez que, quando uma leitura do sensor remoto revela uma \u00e1rvore excepcionalmente alta, a confirma\u00e7\u00e3o de sua altura real \u00e9 obtida por meios que n\u00e3o acompanham a tecnologia utilizada na sua identifica\u00e7\u00e3o; \u00e9 preciso que uma pessoa escale a \u00e1rvore para medi-la, levando uma fita m\u00e9trica ou cordas. E a expedi\u00e7\u00e3o foi exatamente para a realiza\u00e7\u00e3o da tarefa de valida\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"344\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-152711\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_2.png 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_2-300x152.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption><em>\u00c1rvore gigante identificada pelo sensor remoto aeroembarcado (Foto: Eric Gorgens)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor Eric, a participa\u00e7\u00e3o da UFVJM teve in\u00edcio em 2017, atrav\u00e9s de um projeto submetido ao Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (Pibic), que teve como objetivo descobrir o motivo da discrep\u00e2ncia existente entre a altura das \u00e1rvores identificadas naquela regi\u00e3o do mapa de biomassa da Floresta Amaz\u00f4nica e a altura das \u00e1rvores emergentes&nbsp;na mesma regi\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o registrada como sendo de 60 metros.<\/p>\n\n\n\n<p>A Floresta Amaz\u00f4nica possui uma \u00e1rea de mais de 5 milh\u00f5es de km\u00b2, que abriga um ter\u00e7o das \u00e1rvores do mundo e uma das cole\u00e7\u00f5es de diversidade biol\u00f3gica mais extensas da Terra. Nem os mais extraordin\u00e1rios n\u00fameros s\u00e3o suficientes para dimensionar a import\u00e2ncia da maior floresta tropical do planeta. Estudos mostram ainda que essa densa cobertura tropical armazena uma quantidade de carbono equivalente a dez vezes ao que a humanidade libera na atmosfera a cada ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o professor da UFVJM, a Floresta Amaz\u00f4nica tem um papel fundamental, que vai desde a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, por ser um local com grande quantidade de animais, vegetais, insetos, at\u00e9 a quest\u00e3o clim\u00e1tica. \u201cToda a \u00e1gua que a floresta transpira vira chuva, e isso \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia de todos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor afirma que a pesquisa identificou sete regi\u00f5es com \u00e1rvores com altura superior a 80 metros e isso mostra a capacidade que a floresta tem de nos surpreender a cada dia. \u201cPrecisamos dar continuidade aos estudos sobre os dados para entender o que a faz ser t\u00e3o \u00fanica e especial a ponto de suportar \u00e1rvores t\u00e3o monumentais. Nosso desafio agora \u00e9 continuar buscando conhecer e entender melhor a Amaz\u00f4nia\u201d, conclui o professor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"672\" height=\"450\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-152712\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_3.jpg 672w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_3-300x201.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/arvores_gigantes_ufvjm_3-627x420.jpg 627w\" sizes=\"auto, (max-width: 672px) 100vw, 672px\" \/><figcaption><em>Uma das \u00e1rvores gigantes de angelim vermelho (Dinizia excelsa). Na foto, um exemplar com altura de 82 metros (Foto: Tobias Jackson)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-vivid-cyan-blue-background-color\"><strong>VER PRIMEIRO: <\/strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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