{"id":150798,"date":"2019-08-18T20:14:04","date_gmt":"2019-08-18T22:14:04","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=150798"},"modified":"2019-08-18T20:14:04","modified_gmt":"2019-08-18T22:14:04","slug":"brasil-tem-45-milhoes-de-desbancarizados-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=150798","title":{"rendered":"Brasil tem 45 milh\u00f5es de desbancarizados, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a exist\u00eancia no Brasil de 45 milh\u00f5es de desbancarizados, ou seja, brasileiros que n\u00e3o movimentam a conta banc\u00e1ria h\u00e1 mais de seis meses ou que optaram por n\u00e3o ter conta em banco. Isso significa que de cada tr\u00eas brasileiros, um n\u00e3o possui conta banc\u00e1ria. De acordo com a sondagem, esse grupo movimenta anualmente no pa\u00eds mais de R$ 800 bilh\u00f5es.<br \/>\n<center><br \/>\n<!-- Erro, o An\u00fancio n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel neste momento devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de agendamento\/geolocaliza\u00e7\u00e3o! --><br \/>\n<\/br><br \/>\n<\/center><br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o do presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a conclus\u00e3o evidente do levantamento \u00e9 que o Brasil sairia mais r\u00e1pido da crise econ\u00f4mica se a bancariza\u00e7\u00e3o crescesse. \u201c\u00c9 muito ruim para a economia brasileira. Ficou definido na pesquisa que os bancos que operam no pa\u00eds ainda n\u00e3o falam com uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o e que muitas dessas pessoas que n\u00e3o t\u00eam conta em banco s\u00e3o empreendedores, entre os quais ambulantes e trabalhadores aut\u00f4nomos, que precisariam estar mais inseridos na economia formal.<\/p>\n<p>Meirelles explicou que como essas pessoas n\u00e3o t\u00eam acesso ao cr\u00e9dito, precisam esperar at\u00e9 tr\u00eas anos para juntar dinheiro suficiente para comprar uma geladeira, um aparelho celular ou trocar de televis\u00e3o, por exemplo. Se tivessem acesso ao cr\u00e9dito, poderiam parcelar essas compras de modo a ter hoje esse bem. Segundo ele, isso faz a economia girar. Com essa parcela gigantesca de desbancarizados, Meirelles estimou que a economia brasileira vai demorar ainda um tempo para reaquecer.<\/p>\n<p><strong>Mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Realizada em maio deste ano com 2.150 brasileiros de 16 anos ou mais em 71 cidades do pa\u00eds, a pesquisa mostra que os desbancarizados representam 29% da popula\u00e7\u00e3o adulta do Brasil. Seis em cada dez desbancarizados s\u00e3o mulheres, isto \u00e9, a parcela feminina representa 59% do total, contra 41% de homens.<\/p>\n<p>Sete em cada dez, ou 69% do total consultado, s\u00e3o negros ou pardos, contra 29% de brancos e 2% de amarelos e ind\u00edgenas. \u201cS\u00e3o, em grande parte, da popula\u00e7\u00e3o mais pobre, mais mulheres, com uma parcela maior de negros tamb\u00e9m\u201d, disse Meirelles. Segundo analisou, os bancos tal como atuam hoje n\u00e3o respondem \u00e0 demanda da maioria dessas pessoas, para as quais o dinheiro vivo, em esp\u00e9cie, \u00e9 mais importante.<\/p>\n<p><strong>Classes econ\u00f4micas<\/strong><\/p>\n<p>Oitenta e seis por cento dos desbancarizados est\u00e3o concentrados nas classes econ\u00f4micas C, D e E, que \u00e9 a parcela da popula\u00e7\u00e3o menos conectada e com maior informalidade de trabalho. Desses, 49% est\u00e3o na classe m\u00e9dia (C). Dos 45 milh\u00f5es de desbancarizados, 58% t\u00eam apenas o ensino fundamental ou n\u00e3o t\u00eam instru\u00e7\u00e3o; 31% disseram ter recebido algum empr\u00e9stimo e 45% informaram ter recorrido a familiares e 25% a amigos. Somente 24% recorreram a bancos ou financeiras para obter um financiamento ou empr\u00e9stimo.<\/p>\n<p>Sessenta e nove por cento dos desbancarizados compram fiado, isto \u00e9, deixam para pagar suas compras no final do m\u00eas e 51% confessaram j\u00e1 ter usado o cart\u00e3o de cr\u00e9dito emprestado de outra pessoa. Conforme explicou Renato Meirelles, a prefer\u00eancia por comprar no pequeno varejo \u00e9 devido ao maior desconto que essas pessoas conseguem. Muitos s\u00e3o ex-bancarizados que n\u00e3o tiveram boas experi\u00eancias como clientes de bancos e n\u00e3o acham que o dinheiro deles est\u00e1 bem guardado em bancos. A respeito da movimenta\u00e7\u00e3o financeira dessa parcela dos brasileiros, que alcan\u00e7a R$ 817 bilh\u00f5es de reais, Meirelles brincou que \u201c\u00e9 muito dinheiro para estar debaixo do colch\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Dinheiro vivo<\/strong><\/p>\n<p>Em geral, essas pessoas s\u00e3o de baixa renda e realizam trabalhos espor\u00e1dicos, pelos quais preferem receber em dinheiro vivo. Do total de desbancarizados, 62% moram no interior, sendo que quase quatro em cada dez moram no Nordeste (39%). Meirelles explicou que embora o Sudeste seja a maior regi\u00e3o do pa\u00eds em n\u00edvel populacional, n\u00e3o re\u00fane a maior parcela da popula\u00e7\u00e3o desbancarizada. \u201cQuanto mais no interior e mais no Nordeste, maior \u00e9 a presen\u00e7a da caderneta de fiado, ou caderneta de cr\u00e9dito que teve origem no varejo\u201d.<\/p>\n<p>Metade (50%) dos desbancarizados est\u00e1 na faixa de 16 a 34 anos, com idade m\u00e9dia de 37 anos. Doze por cento, apesar de n\u00e3o terem conta em banco, t\u00eam cart\u00e3o de cr\u00e9dito, \u00e0s vezes mais de um, enquanto 75% evitam ao m\u00e1ximo recorrer a bancos. A falta de dinheiro \u00e9 o motivo apontado por 31% dessa fatia da popula\u00e7\u00e3o brasileira para n\u00e3o ter conta em banco e 29% preferem usar dinheiro em esp\u00e9cie; 49% n\u00e3o confiam nos bancos.<\/p>\n<p>Renato Meirelles foi fundador e presidente do Data Favela e do Data Popular, onde conduziu diversos estudos sobre o comportamento do consumidor emergente brasileiro, atendendo \u00e0s maiores empresas do Brasil. Em 2012, Renato fez parte da comiss\u00e3o que estudou a Nova Classe M\u00e9dia Brasileira, na Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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