{"id":149276,"date":"2019-06-17T09:14:57","date_gmt":"2019-06-17T11:14:57","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=149276"},"modified":"2019-06-17T09:14:57","modified_gmt":"2019-06-17T11:14:57","slug":"mulheres-aumentam-escolaridade-em-relacao-aos-homens-mostra-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=149276","title":{"rendered":"Mulheres aumentam escolaridade em rela\u00e7\u00e3o aos homens, mostra pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 1991 foi um marco para o perfil da mulher no mercado de trabalho porque, pela primeira vez, o n\u00edvel de escolaridade feminina superou o dos homens. Segundo a professora Hildete Pereira de Melo, uma das coordenadoras do N\u00facleo de Pesquisa em G\u00eanero e Economia (NPGE) da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), nesse per\u00edodo o tempo de estudo das mulheres passou a ser maior.<br \/>\n<center><br \/>\n<!-- Erro, o An\u00fancio n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel neste momento devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de agendamento\/geolocaliza\u00e7\u00e3o! --><br \/>\n<\/br><br \/>\n<\/center><br \/>\nConforme a pesquisadora, as mulheres aumentaram em um ano a escolaridade m\u00e9dia em rela\u00e7\u00e3o aos homens. \u201c\u00c9 a maior conquista das mulheres brasileiras terem conseguido se educar no s\u00e9culo 20. Embora, a gente n\u00e3o tenha constru\u00eddo a igualdade, a gente conseguiu realmente uma vit\u00f3ria. N\u00e3o houve pol\u00edtica p\u00fablica que facilitasse isso. Foram decis\u00f5es pessoais das mulheres\u201d, afirmou, acrescentando que no Censo 1900 as mulheres eram analfabetas e terminaram o s\u00e9culo 20 mais escolarizadas do que os homens.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o da escolaridade \u00e9 um dos dados abordados pela pesquisa, que comprova a desigualdade de rendimentos entre homens e mulheres no Brasil. O trabalho foi desenvolvido por Hildete e pela professora Lucilene Morandi, tamb\u00e9m coordenadora do NPGE. \u201cA ideia dessa pesquisa era ter uma no\u00e7\u00e3o do impacto da diferen\u00e7a de participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e na renda de homens e mulheres&#8221;, disse Lucilene.<\/p>\n<h2>Escolaridade x Sal\u00e1rio<\/h2>\n<p>O aumento da escolaridade, no entanto, n\u00e3o representou o fim do desequil\u00edbrio salarial entre homens e mulheres. As pessoas com mais escolaridade no Brasil ganham mais, mas Hildete citou o pr\u00f3prio exemplo para comentar a diferen\u00e7a de g\u00eanero na quest\u00e3o salarial. \u201cA dist\u00e2ncia entre o que eu ganho como doutora em economia e o meu colega que \u00e9 doutor em economia \u00e9 muito grande. \u00c9 muito maior do que quando pega uma escolaridade mais baixa, ent\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pr\u00eamio para todos, mas o pr\u00eamio para os homens \u00e9 bem superior ao que ela permite \u00e0s mulheres\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mulheres_trabalho.jpg\" alt=\"\" \/><em>Foto: Jos\u00e9 Paulo Lacerda\/CNI\/Reprodu\u00e7\u00e3o Ag\u00eancia Brasil<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<h2>Trabalho dom\u00e9stico<\/h2>\n<p>Outra avalia\u00e7\u00e3o da pesquisa, ao analisar o Produto Interno Bruto (PIB) feminino e masculino, \u00e9 a falta de capta\u00e7\u00e3o do resultado do servi\u00e7o dom\u00e9stico feito pelas mulheres, inclusive com extens\u00e3o de jornada. \u201cO problema do trabalho n\u00e3o pago, o trabalho gratuito, que as mulheres realizam, \u00e9 que se somasse os dois tempos, o do que a gente chama pago ou produtivo com o n\u00e3o pago nos cuidados com as crian\u00e7as, com a casa, com os doentes, com os idosos, v\u00ea-se que a jornada das mulheres \u00e9 cinco horas, maior\u201d, observou.<\/p>\n<p>A professora acrescentou que o mercado costuma ter o argumento de que as mulheres ganham menos porque trabalham menos que os homens. \u201cA jornada das mulheres no trabalho produtivo pago \u00e9 menor, s\u00f3 que elas agregam uma jornada al\u00e9m, quando trabalham dentro de casa. Para as donas de casa em geral, a m\u00e9dia das mulheres ocupadas \u00e9 de 22 horas por semana, al\u00e9m da jornada que ela tem no trabalho pago, que \u00e9 de 8 horas por dia\u201d.<\/p>\n<h2>PIB<\/h2>\n<p>Segundo a professora Hildete, as avalia\u00e7\u00f5es do PIB\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0indicam que em 2005, conforme estudos baseados nos indicadores das contas nacionais elaborados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), publicados em 2006, se o PIB brasileiro contabilizasse as horas n\u00e3o pagas \u00e0s mulheres, haveria um crescimento de 11%. \u201cA gente fez um c\u00e1lculo do PIB global; se agregasse o tempo de trabalho n\u00e3o pago, o PIB brasileiro aumentaria 11%. Naquele momento era equivalente ao PIB fluminense, que era o segundo do Brasil, o primeiro era o de S\u00e3o Paulo. Aumentava a riqueza nacional se agregasse isso\u201d, disse.<\/p>\n<p>A pesquisadora contou como conseguiram contabilizar os dados. \u201cDesde 2001, o IBGE publica uma estat\u00edstica sobre o trabalho n\u00e3o pago, o qual classifica de afazeres dom\u00e9sticos. Por causa da publicidade desses dados, a gente p\u00f4de valorar as horas de trabalho\u201d, completou.<\/p>\n<h2>Perfil<\/h2>\n<p>Hildete alertou ainda para a necessidade de a mulher se preparar para um novo perfil profissional. Segundo ela, o mercado de trabalho caminha para carreiras mais tecnol\u00f3gicas. \u201cEssa revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica vai jogar as mulheres no olho da rua, porque precisa fazer outros cursos universit\u00e1rios. As coisas de TI [tecnologia da informa\u00e7\u00e3o] s\u00e3o todas de modelos matem\u00e1ticos. Vamos ter que enfrentar isso. N\u00e3o podemos ficar s\u00f3 com a psicologia, a enfermagem, a pedagogia. Nem a economia \u00e9 curso de mulher. Somos minoria ainda, [o \u00edndice] est\u00e1 abaixo de 30% [quantidade de mulheres nos cursos em rela\u00e7\u00e3o a homens].<\/p>\n<h2>Renda m\u00e9dia<\/h2>\n<p>A professora Lucilene Morandi destacou que no per\u00edodo analisado, entre 2000 e 2015, al\u00e9m de avalia\u00e7\u00e3o de dados de 1991, a renda m\u00e9dia da mulher aumentou. \u201cA explica\u00e7\u00e3o que a gente tem para isso \u00e9 que nesse mesmo per\u00edodo, a partir dos anos 80, as mulheres deram um salto em termos de escolaridade m\u00e9dia e isso se refletiu no mercado de trabalho. A gente tem tamb\u00e9m maior participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Ent\u00e3o, o PIB dela cresce\u201d.<\/p>\n<p>O estudo concluiu que a competitividade da mulher tamb\u00e9m \u00e9 influenciada pela dupla jornada. Segundo Lucilene, isso ocorre quando a mulher interrompe o per\u00edodo de trabalho para ter filhos ou precisa ter hor\u00e1rio flex\u00edvel para se adequar \u00e0 vida dom\u00e9stica. \u201cComo esse encargo da crian\u00e7a ainda \u00e9 majoritariamente da mulher no Brasil e boa parte do mundo, isso tem um custo para a mulher, porque enquanto ela est\u00e1 gr\u00e1vida e tendo filhos se prejudica no mercado de trabalho e quando volta \u00e9 menos competitiva\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/h2>\n<p>Para Lucilene, esse problema seria reduzido se houvesse pol\u00edticas p\u00fablicas como a instala\u00e7\u00e3o de creches, centros de atendimento e escolas de hor\u00e1rio integral, onde pudessem deixar os filhos. \u201cMesmo que n\u00e3o fossem do Estado, teriam que ter apoio do Estado, porque teriam que ter um custo baixo para as fam\u00edlias\u201d, disse.<\/p>\n<p>A pesquisa levou em considera\u00e7\u00e3o os dados de 1991 e a s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es entre 2000 e 2015. As professoras j\u00e1 est\u00e3o pensando no avan\u00e7o do trabalho, que passar\u00e1 a analisar dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), que desenvolve estudos ap\u00f3s 2015, que se diferem da Pnad produzida em per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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