{"id":145870,"date":"2019-03-21T12:12:03","date_gmt":"2019-03-21T14:12:03","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=145870"},"modified":"2019-03-21T12:12:03","modified_gmt":"2019-03-21T14:12:03","slug":"brasil-mantem-desde-2011-diferenca-de-aprendizagem-entre-ricos-e-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=145870","title":{"rendered":"Brasil mant\u00e9m desde 2011 diferen\u00e7a de aprendizagem entre ricos e pobres"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil, enquanto 83% dos estudantes mais ricos saem da escola p\u00fablica tendo aprendido o adequado em l\u00edngua portuguesa ao final do ensino m\u00e9dio, entre os estudantes mais pobres, essa porcentagem \u00e9 17%. Em matem\u00e1tica, 63,6% dos alunos mais ricos aprenderam o adequado e apenas 3,1% dos mais pobres saem da escola sabendo o m\u00ednimo considerado suficiente na disciplina. Os dados s\u00e3o do Todos pela Educa\u00e7\u00e3o (TPE), organiza\u00e7\u00e3o social, sem fins lucrativos.<br \/>\n<center><br \/>\n<!-- Erro, o An\u00fancio n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel neste momento devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de agendamento\/geolocaliza\u00e7\u00e3o! --><br \/>\n<\/br><br \/>\n<\/center><br \/>\nA entidade analisou os microdados do Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb) 2017 e mostrou que h\u00e1 diferen\u00e7a grande e constante, desde 2011, entre o desempenho dos mais ricos e dos mais pobres em todos os n\u00edveis analisados, no 5\u00ba e no 9\u00ba ano do ensino fundamental e no 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio. A disparidade entre as porcentagens de estudantes que aprendem o adequado chega a ser quase cinco vezes maior entre aqueles com maior n\u00edvel socioecon\u00f4mico e os com menor n\u00edvel.<\/p>\n<p>&#8220;A educa\u00e7\u00e3o, que poderia ser uma das principais ferramentas para diminuir a desigualdade de aprendizagem n\u00e3o tem conseguido fazer isso de maneira consistente no Brasil&#8221;, diz o diretor de Pol\u00edticas Educacionais do TPE, Olavo Nogueira Filho. &#8220;A gente est\u00e1 avan\u00e7ando na m\u00e9dia brasileira, mas est\u00e1 mantendo um alto grau de desigualdade entre alunos de n\u00edvel socioecon\u00f4mico mais alto e mais baixo. Estamos melhorando sem conseguir diminuir esse resultado entre mais ricos e mais pobres&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>O Saeb avalia estudantes quanto aos conhecimentos de l\u00edngua portuguesa e matem\u00e1tica e \u00e9 aplicado de dois em dois anos. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), que classifica os estudantes em seis grupos, considerando o n\u00edvel socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p>O grupo 1 re\u00fane os estudantes com o menor poder aquisitivo. S\u00e3o, em maior parte, estudantes com renda familiar mensal de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo e que t\u00eam, em casa, bens elementares, como uma geladeira e uma televis\u00e3o, sem m\u00e1quina de lavar roupa ou computador. Os pais ou respons\u00e1veis t\u00eam forma\u00e7\u00e3o at\u00e9 o 5\u00ba ano do ensino fundamental ou inferior.<\/p>\n<p>Na outra ponta, est\u00e1 o grupo 6, com estudantes com renda familiar mensal de sete sal\u00e1rios m\u00ednimos ou mais, cujos pais ou respons\u00e1veis completaram a faculdade e que tem em casa tr\u00eas ou mais televisores, dois ou mais computadores, entre outros bens.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 constatada desde o 5\u00ba ano do ensino fundamental, quando 90,4% dos mais ricos aprendem o adequado em l\u00edngua portuguesa e 83,9%, em matem\u00e1tica e apenas 26,3% dos mais pobres aprendem o adequado em portugu\u00eas e 18,1%, em matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>De acordo com Nogueira Filho, a escola p\u00fablica n\u00e3o est\u00e1 cumprindo um de seus principais potenciais: reduzir desigualdades. &#8220;Para fazer isso, \u00e9 preciso ter uma pol\u00edtica educacional que se preocupe com essa quest\u00e3o. Uma pol\u00edtica educacional que se traduza em mais recursos para quem tem maior desafio&#8221;, defende.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor, ocorre o contr\u00e1rio no pa\u00eds. \u201cOs munic\u00edpios mais vulner\u00e1veis, em geral, s\u00e3o os que t\u00eam menor investimento por aluno quando comparados com regi\u00f5es de n\u00edvel socioecon\u00f4mico mais elevado&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Aprendizagem adequada<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o levantamento do TPE, em m\u00e9dia, considerando juntos todos os n\u00edveis socioecon\u00f4micos, houve melhora na aprendizagem no pa\u00eds, no ensino fundamental. No ensino m\u00e9dio, h\u00e1 praticamente estagna\u00e7\u00e3o desde 2001.<\/p>\n<p>O maior salto foi no 5\u00ba ano do ensino fundamental. Em 2001, 23,7% dos estudantes aprendiam o adequado em l\u00edngua portuguesa e 14,9%, em matem\u00e1tica. Essas porcentagens chegaram a 60,7% e a 48,9%, respectivamente, em 2017.<\/p>\n<p>No final do ensino m\u00e9dio, em 2001, 25,8% dos jovens deixavam a escola sabendo o m\u00ednimo adequado em portugu\u00eas e 11,6%, em matem\u00e1tica. Em 2017, essas porcentagens passaram para 29,1% em l\u00edngua portuguesa e reduziram para 9,1% em matem\u00e1tica.  <\/p>\n<p>O TPE considera como aprendizagem adequada estudantes que obtiveram pelo menos, em l\u00edngua portuguesa, 200 pontos no 5\u00ba ano do ensino fundamental, 275 no 9\u00ba ano e 300 no final do ensino m\u00e9dio. Em matem\u00e1tica, \u00e9 necess\u00e1rio tirar pelo menos 225 pontos no 5\u00ba ano, 300 pontos no 9\u00ba ano e 350 pontos no 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>As pontua\u00e7\u00f5es foram definidas por um conjunto de especialistas que buscou como refer\u00eancia, inclusive, o desempenho de estudantes de n\u00edvel semelhante em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Seguindo os n\u00edveis propostos pelo Inep, essas pontua\u00e7\u00f5es significam que os estudantes devem estar pelo menos no n\u00edvel 5 de 10 n\u00edveis em matem\u00e1tica e no n\u00edvel 4 de 9 n\u00edveis em l\u00edngua portuguesa, no 5\u00ba ano; no n\u00edvel 4 de 8 n\u00edveis em portugu\u00eas e 5 de 9 n\u00edveis em matem\u00e1tica, no 9\u00ba ano; e no 6 de 10 em matem\u00e1tica e n\u00edvel 4 de 8 n\u00edveis em l\u00edngua portuguesa, no 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No ano passado, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o divulgou, pela primeira vez, o n\u00edvel que considera adequado para cada etapa. Os n\u00edveis considerados s\u00e3o mais r\u00edgidos do que os definidos pelo Todos pela Educa\u00e7\u00e3o, considerando adequado apenas o n\u00edvel 7 em ambas disciplinas. A m\u00e9trica foi questionada por especialistas.<\/p>\n<p>Pelo crit\u00e9rio do MEC, apenas 1,62% dos estudantes obtiveram o m\u00ednimo adequado em l\u00edngua portuguesa ao final do ensino m\u00e9dio e 4,52%, o m\u00ednimo em matem\u00e1tica, em 2017.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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