{"id":143768,"date":"2019-02-05T21:15:36","date_gmt":"2019-02-05T23:15:36","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=143768"},"modified":"2019-02-05T21:15:36","modified_gmt":"2019-02-05T23:15:36","slug":"trabalho-escravo-tem-relacao-com-informalidade-e-desemprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=143768","title":{"rendered":"Trabalho escravo tem rela\u00e7\u00e3o com informalidade e desemprego"},"content":{"rendered":"<p>A condi\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravo possui forte rela\u00e7\u00e3o com a informalidade e com o desemprego, avaliou o chefe da Divis\u00e3o de Fiscaliza\u00e7\u00e3o para Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo (Detrae), o auditor-fiscal do Trabalho Maur\u00edcio Krepsky Fagundes, ap\u00f3s analisar os resultados de um perfil das v\u00edtimas de trabalho escravo divulgado hoje (5) pela Secretaria Especial da Previd\u00eancia e Trabalho, \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio da Economia.<br \/>\n<center><br \/>\n<!-- Erro, o An\u00fancio n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel neste momento devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de agendamento\/geolocaliza\u00e7\u00e3o! --><br \/>\n<\/br><br \/>\n<\/center><br \/>\n\u201cDentre aqueles resgatados que j\u00e1 tinham um hist\u00f3rico de pelo menos uma admiss\u00e3o em emprego formal, 64% das \u00faltimas movimenta\u00e7\u00f5es do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] foram demiss\u00f5es por iniciativa do empregador. Isso reflete uma consider\u00e1vel entrada de m\u00e3o de obra em um sistema de explora\u00e7\u00e3o abaixo de patamares m\u00ednimos de dignidade, origin\u00e1ria do desemprego involunt\u00e1rio. Dentre os trabalhadores estrangeiros resgatados, apenas 2% j\u00e1 tinham sido admitidos em um emprego formal\u201d, disse Fagundes.<\/p>\n<p>De acordo com o perfil, dados da fiscaliza\u00e7\u00e3o demonstram que 45% dos trabalhadores maiores de 18 anos resgatados nunca possu\u00edram um emprego formal antes da data do resgate, 57% tiveram nenhuma ou apenas uma admiss\u00e3o no mercado de trabalho formal e 72% obtiveram, no m\u00e1ximo, tr\u00eas admiss\u00f5es registradas no hist\u00f3rico laboral.<\/p>\n<p>Em 2018, a fiscaliza\u00e7\u00e3o do governo federal encontrou 1.723 pessoas trabalhando em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0s de escravo, das quais 1.113 foram resgatadas. Ao todo, os infratores pagaram R$ 3,4 milh\u00f5es em verbas salariais e rescis\u00f3rias. <\/p>\n<p><strong>Dados<\/strong><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es, que t\u00eam como base dados do seguro-desemprego do trabalhador resgatado e do Caged, mostram que 87% dos trabalhadores resgatados eram homens e 13%, mulheres. Quanto \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, 22% tinham at\u00e9 o 5\u00ba ano do ensino fundamental, enquanto 18% possu\u00edam ensino fundamental completo e 11% eram analfabetos. <\/p>\n<p>Os dados revelam que 70% dos resgatados eram solteiros. Em termos raciais, 72% se declararam pardos, 14% se afirmaram negros, 12% se declararam brancos, e 1% foram identificados como ind\u00edgenas. Menos de 1% declarou origem asi\u00e1tica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/escravidao_br.jpg\" alt=\"\" \/><em>Foto: Marcello Casal jr\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Naturalidade<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 naturalidade, os n\u00fameros acompanham a tend\u00eancia da distribui\u00e7\u00e3o por resid\u00eancia: 57% eram naturais do Nordeste, 21% do Sudeste, 9% do Norte, 8% do Centro-Oeste, 2% do Sul e 3% desconheciam o estado onde nasceram. Metade dos resgatados em 2018 nasceu nos estados da Bahia, de Minas Gerais, Alagoas, do Cear\u00e1 e do Piau\u00ed.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 origem, 48% residiam no Nordeste, 28% do Sudeste, 13% do Norte, 10% do Centro-Oeste e 1% na regi\u00e3o Sul.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do pagamento de R$ 3,4 milh\u00f5es aos resgatados em verbas salarias e rescis\u00f3rias, em decorr\u00eancia da interrup\u00e7\u00e3o imediata dos contratos de trabalho, houve a emiss\u00e3o de 1.048 guias de seguro-desemprego, que totalizaram R$ 2,5 milh\u00f5es de benef\u00edcios especiais concedido aos trabalhadores v\u00edtimas de trabalho escravo.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>O Grupo Especial de Fiscaliza\u00e7\u00e3o M\u00f3vel (GEFM) atua em todo o territ\u00f3rio nacional desde 1995, quando o governo brasileiro admitiu a exist\u00eancia de trabalho escravo no pa\u00eds e foi iniciada a implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica de combate ao problema. Desde ent\u00e3o, foram mais de 53 mil trabalhadores e trabalhadoras resgatadas dessa condi\u00e7\u00e3o e mais de R$ 100 milh\u00f5es recebidos pelas v\u00edtimas a t\u00edtulo de verbas salariais e rescis\u00f3rias durante as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es de combate ao trabalho an\u00e1logo ao de escravo s\u00e3o coordenadas pela Subsecretaria de Inspe\u00e7\u00e3o do Trabalho (SIT) em parceria com a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF), a Pol\u00edcia Federal (PF), o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) e a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU).<\/p>\n<p>As se\u00e7\u00f5es de Inspe\u00e7\u00e3o do Trabalho, inseridas no \u00e2mbito das Superintend\u00eancias Regionais do Trabalho (SRTs) e das ger\u00eancias regionais do Trabalho (GRTs), desenvolvem atividades permanentes de combate ao trabalho escravo. No ano passado, 12 unidades regionais possu\u00edam atividades de fiscaliza\u00e7\u00e3o formalizadas, com metas anuais: Bahia, Goi\u00e1s, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Par\u00e1, Piau\u00ed, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, S\u00e3o Paulo e Tocantins. As demais unidades regionais atuam no combate ao trabalho escravo por meio de den\u00fancias, que pela gravidade do tema, recebem atendimento priorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os dados consolidados e detalhados das a\u00e7\u00f5es de combate ao trabalho escravo desde 1995 est\u00e3o no <a href=\"https:\/\/sit.trabalho.gov.br\/radar\/\" target=\"_blank\">Radar do Trabalho Escravo da SIT (https:\/\/sit.trabalho.gov.br\/radar\/)<\/a>. As den\u00fancias de trabalho escravo podem ser feitas nas unidades do Minist\u00e9rio da Economia em todo pa\u00eds e tamb\u00e9m por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100).<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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