{"id":142359,"date":"2019-01-18T11:18:21","date_gmt":"2019-01-18T13:18:21","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=142359"},"modified":"2019-01-18T11:18:21","modified_gmt":"2019-01-18T13:18:21","slug":"relacao-entre-cintura-e-estatura-pode-indicar-risco-cardiovascular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=142359","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o entre cintura e estatura pode indicar risco cardiovascular"},"content":{"rendered":"<p>O ac\u00famulo excessivo de gordura na regi\u00e3o abdominal j\u00e1 \u00e9 um conhecido indicador de risco para doen\u00e7as cardiovasculares. A medida, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), n\u00e3o deve ultrapassar 94 cent\u00edmetros (cm) nos homens e 90 cm nas mulheres. Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no entanto, identificou que pessoas fisicamente ativas e sem sobrepeso, mas com valores de rela\u00e7\u00e3o cintura-estatura (RCE) pr\u00f3ximos ao limite do risco tamb\u00e9m t\u00eam maior probabilidade de desenvolver dist\u00farbios no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O RCE \u00e9 obtido pela divis\u00e3o da circunfer\u00eancia da cintura pela estatura. \u201cAt\u00e9 ent\u00e3o, os valores acima de 0.5 indicavam alto risco de desenvolver alguma doen\u00e7a cardiovascular ou metab\u00f3lica. Os valores abaixo de 0.5 indicavam que a pessoa tinha aparentemente menor risco\u201d, explicou Vitor Engr\u00e1cia Valenti, professor da Unesp de Mar\u00edlia e coordenador da pesquisa. Para o estudo foram selecionados 52 homens saud\u00e1veis e fisicamente ativos, com idade entre 18 e 30 anos.<\/p>\n<p>Segundo Valenti, estudos recentes sugerem que a RCE fornece informa\u00e7\u00f5es mais precisas de riscos cardiovasculares do que o \u00cdndice de Massa Corporal (IMC), que avalia a distribui\u00e7\u00e3o de gordura pelo corpo. \u201cO resultado que encontramos chama a aten\u00e7\u00e3o daquelas pessoas que acham que [est\u00e3o fora dos grupos de risco] por n\u00e3o ter barriga, mas n\u00e3o fazem atividade f\u00edsica ou mant\u00eam h\u00e1bito alimentar saud\u00e1vel. Mesmo sem barriga, pode ser um risco\u201d, alertou o professor com base no trabalho.<\/p>\n<p>O estudo, que tem o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), foi feito em colabora\u00e7\u00e3o com a Oxford Brookes University, na Inglaterra, e publicada na revista Scientific Reports.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/gordura_barriga.jpeg\" alt=\"\" \/><em>Foto: Ginecomastia.org\/Direitos Reservados<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os participantes do trabalho foram divididos em tr\u00eas grupos: o primeiro, composto por homens com menor percentual de gordura corporal e com RCE entre 0,40 e 0,449; o segundo, formado por homens com RCE entre 0,45 e 0,50, pr\u00f3ximo ao limiar de risco; e o terceiro, por homens com RCE acima do limite de risco, entre 0,5 e 0,56. \u201cN\u00f3s avaliamos par\u00e2metros fisiol\u00f3gicos do sistema nervoso aut\u00f4nomo, por meio do ritmo do cora\u00e7\u00e3o, antes e durante uma hora ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio\u201d, explicou Valenti.<\/p>\n<p>Eles foram avaliados durante dois dias. No primeiro exerc\u00edcio, os participantes tiveram que permanecer 15 minutos sentados e em repouso e, em seguida, fizeram uma corrida com esfor\u00e7o m\u00e1ximo em uma esteira ergom\u00e9trica. O objetivo era constatar que todos eram fisicamente ativos. Embora n\u00e3o fossem atletas, mantinham atividades regulares. Em seguida, teriam que ficar em repouso por 60 minutos.<\/p>\n<p>No segundo dia, foram submetidos a um exerc\u00edcio f\u00edsico moderado: uma caminhada de 30 minutos em uma esteira. A intensidade seria de aproximadamente 60% do esfor\u00e7o m\u00e1ximo. A inten\u00e7\u00e3o era observar, durante o repouso e a primeira hora ap\u00f3s os exerc\u00edcios, a velocidade de recupera\u00e7\u00e3o card\u00edaca auton\u00f4mica. \u201cQuanto mais tempo o organismo demora para se recuperar ap\u00f3s o exerc\u00edcio, isso \u00e9 indicativo de que essa pessoa tem probabilidade maior de desenvolver doen\u00e7a cardiovascular, como hipertens\u00e3o, infarto, AVC\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que os grupos com RCE pr\u00f3ximo e acima do limite de risco para o desenvolvimento de doen\u00e7as card\u00edacas apresentaram recupera\u00e7\u00e3o card\u00edaca auton\u00f4mica mais lenta, tanto no esfor\u00e7o m\u00e1ximo quanto no moderado. \u201cMesmo aqueles saud\u00e1veis e fisicamente ativos, que n\u00e3o tinham sobrepeso e nem obesidade, mas que tinham valores de normalidade mais pr\u00f3ximos dos valores de risco, tinham risco maior do que aquele grupo que era composto por indiv\u00edduos com menor tamanho de cintura e estatura\u201d, destacou Valenti.<\/p>\n<p>O pesquisador explicou que este \u00e9 um estudo inicial, mas com \u201cfortes evid\u00eancias\u201d da necessidade de rever os valores de refer\u00eancia. \u201cVamos sugerir agora que ele seja feito em outros pa\u00edses, com outra popula\u00e7\u00e3o, em outras condi\u00e7\u00f5es. Aqui verificamos na popula\u00e7\u00e3o brasileira. Se pensarmos na popula\u00e7\u00e3o da China, do Jap\u00e3o, que tem cultura diferente, costumes diferentes, n\u00e3o podemos generalizar com base nos resultados apenas dos brasileiros\u201d, advertiu.<\/p>\n<p><em>Obesidade<\/em><\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 considerada uma epidemia global pela OMS. Estima-se que 1,9 bilh\u00e3o de adultos tenham sobrepeso, dos quais 600 milh\u00f5es est\u00e3o obesos. No Brasil, a pesquisa Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel) de 2017, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, mostrou que 18,9% dos brasileiros est\u00e3o obesos. Al\u00e9m disso, mais da metade da popula\u00e7\u00e3o das capitais brasileiras (54%) t\u00eam excesso de peso.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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