{"id":142155,"date":"2019-01-15T19:02:10","date_gmt":"2019-01-15T21:02:10","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=142155"},"modified":"2019-01-15T19:02:10","modified_gmt":"2019-01-15T21:02:10","slug":"america-latina-tem-menos-de-25-dos-lares-aptos-para-dupla-inclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=142155","title":{"rendered":"Am\u00e9rica Latina tem menos de 25% dos lares aptos para dupla inclus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Menos de\u00a01\/4 dos lares na Am\u00e9rica Latina t\u00eam condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de acesso a servi\u00e7os sociais e de inclus\u00e3o no mercado de trabalho. Esta \u00e9 uma das conclus\u00f5es do relat\u00f3rio\u00a0<em>Panorama Social de Am\u00e9rica Latina 2018<\/em>, elaborado pela Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal). Divulgado nesta ter\u00e7a-feira (15), o levantamento analisou dados de pol\u00edticas sociais e mercado de trabalho de 16 pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de servi\u00e7os sociais e inclus\u00e3o laboral configuram o que\u00a0os autores do documento chamaram de \u201cdupla inclus\u00e3o\u201d. Esta abrange o acesso a infraestruturas como \u00e1gua, saneamento e energia, direitos como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social e uma inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho com renda que permita ficar acima da linha da pobreza.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, somente 23,5% dos lares estavam nessa condi\u00e7\u00e3o e cumpriam esses requisitos, em dados relativos a 2016. J\u00e1 quase metade das casas (44,5%) podia ser classificada como \u201cduplamente exclu\u00edda\u201d, uma vez que n\u00e3o dispunha dessas condi\u00e7\u00f5es. Na zona rural, o \u00edndice sobe significativamente, atingindo 69,8%.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<!-- Erro, o An\u00fancio n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel neste momento devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de agendamento\/geolocaliza\u00e7\u00e3o! --><br \/>\n<\/br><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca, por\u00e9m, que a rela\u00e7\u00e3o entre esse tipo de inclus\u00e3o e exclus\u00e3o vem melhorando nos \u00faltimos 15 anos.\u00a0Os lares com dupla inclus\u00e3o sa\u00edram de 14,7% em 2002 para 23,5%, em 2016. J\u00e1 as resid\u00eacias marcadas por dupla exclus\u00e3o ca\u00edram de 57,8% para 44,5%, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<h2>Pobreza e desigualdade<\/h2>\n<p>Um dos aspectos centrais do modelo de dupla inclus\u00e3o apresentado no relat\u00f3rio da Cepal \u00e9 o da pobreza. A taxa caiu de 44,5% em 2002 para 30,2% em 2017. J\u00e1 a da extrema pobreza caiu de 11,2 em 2002 para 10,2, em 2017. A popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza saiu de 226 milh\u00f5es de pessoas em 2002 para 184 milh\u00f5es em 2017.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/dupla_inclusao.jpg\" alt=\"\" \/><em>Dupla inclus\u00e3o significa acesso a servi\u00e7os como \u00e1gua, saneamento e energia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social e uma inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho com renda que permita ficar acima da linha da pobreza &#8211; Foto: Ag\u00eancia Brasil<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>J\u00e1 o contingente em situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema aumentou no mesmo per\u00edodo, de 57 milh\u00f5es para 62 milh\u00f5es, depois de uma queda no per\u00edodo de 2000 a 2010. Entre 2015 e 2017, o n\u00famero de pessoas em tal condi\u00e7\u00e3o voltou a subir,\u00a0indo de 46 milh\u00f5es em 2014 para 62 milh\u00f5es, em 2017.<\/p>\n<p>A pobreza\u00a0\u00e9 mais presente\u00a0nas \u00e1reas rurais (46,4%) do que nas urbanas (26,3%);\u00a0entre crian\u00e7as e adolescentes (46%) do que entre os mais velhos (15%); e entre ind\u00edgenas (51%) do que entre n\u00e3o ind\u00edgenas ou afrodecendentes (27,8%). A diferen\u00e7a tamb\u00e9m se manifesta mais entre desempregados (41,9%) do que entre os inseridos no mercado de trabalho (20,9%).<\/p>\n<p>J\u00e1 a desigualdade na regi\u00e3o caiu nos \u00faltimos 15 anos. O \u00edndice Gini, indicador mais usado para medir essa situa\u00e7\u00e3o, caiu de 0,53 para 0,47 entre 2002 e 2017. Segundo o estudo, de 2014 a 2017, o ritmo de redu\u00e7\u00e3o tornou-se\u00a0mais lento. No caso brasileiro, o \u00edndice saiu de 0,57 em 2002, teve um movimento de queda at\u00e9 2014 e subiu um pouco, fechando o ano de 2017 em 0,54.<\/p>\n<p>\u201cPara reduzir pobreza e desigualdade, \u00e9 importante a renda dos lares, este \u00e9 o conceito central. Ele se relaciona com pol\u00edticas p\u00fablicas complementares. Em alguns pa\u00edses, h\u00e1 predom\u00ednio das receitas laborais e, em outros, os repasses de pens\u00f5es e programas sociais. As duas coisas s\u00e3o importantes, por isso se requerem pol\u00edticas nas duas \u00e1reas\u201d, afirmou a secret\u00e1ria executiva da Cepal, Alicia B\u00e1rcena.<\/p>\n<h2>Inclus\u00e3o laboral<\/h2>\n<p>O estudo averiguou a situa\u00e7\u00e3o do trabalho decente e do grau de inclus\u00e3o dos mercados de trabalho nos pa\u00edses analisados. A participa\u00e7\u00e3o da renda dos trabalhadores na riqueza dos pa\u00edses (no Produto Interno Bruto [PIB], que \u00e9 a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos em um pa\u00eds) \u00e9 um dos indicadores sobre a situa\u00e7\u00e3o das receitas obtidas por meio do emprego. Ap\u00f3s uma queda dos anos 1970 aos anos 1990, a propor\u00e7\u00e3o aumentou entre 2002 e 2016, indo de 35% para mais de 40%. Contudo, Alicia B\u00e1rcena ponderou que a dist\u00e2ncia para os pa\u00edses desenvolvidos ainda \u00e9 grande.<\/p>\n<p>A inser\u00e7\u00e3o no mercado esbarra em uma desigualdade grande de renda. O \u00edndice de jovens de 20 a 24 nos que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio nas parcelas mais ricas da sociedade foi de 83% em 2016, enquanto no segmento mais pobre ficou em 35,4%. Embora nos \u00faltimos a diferen\u00e7a tenha ca\u00eddo levemente, meninos e mo\u00e7as de fam\u00edlias com menos recursos concluem a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em propor\u00e7\u00e3o de menos da metade do que os de parcelas mais abastadas.<\/p>\n<p>No caso da conclus\u00e3o do ensino superior, a diferen\u00e7a amplia-se. A taxa entre os jovens de grupos mais ricos foi de 41,7% em 2016, contra 3,6% nas parcelas mais pobres. Nos \u00faltimos 15 anos, o aumento maior da taxa de graduados em universidades e institui\u00e7\u00f5es semelhantes deu-se na classe m\u00e9dia alta, saindo de 10,6% em 2002 para 19,5% em 2016.<\/p>\n<p>O documento destaca \u201ca necessidade de responder \u00e0s desigualdades que padecem nos diversos grupos quanto aos seus acessos a mecanismos de inclus\u00e3o social e laboral, o que demanda a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que, al\u00e9m de garantir direitos universais em seus \u00e2mbitos, sejam tamb\u00e9m sens\u00edveis \u00e0s diferen\u00e7as\u201d.<\/p>\n<h2>Gasto social<\/h2>\n<p>Outro aspecto analisado no relat\u00f3rio da Cepal foi o gasto social. As despesas p\u00fablicas totais desse tipo foram em 2016 de 11,2% do PIB em m\u00e9dia. No ano 2000, esse \u00edndice era de 8,5%. Isso representa 51,4% do gasto p\u00fablico total. H\u00e1 esfor\u00e7o dos pa\u00edses de dedicar gasto p\u00fablico total.<\/p>\n<p>No recorte por sub-regi\u00f5es, emergiram padr\u00f5es distintos. Na Am\u00e9rica do Sul, a taxa de gasto social em rela\u00e7\u00e3o ao PIB foi de 12,8%, enquanto nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Central e M\u00e9xico o \u00edndice foi menor, de 9,3%. \u201cOs pa\u00edses que mais requerem do gasto social s\u00e3o os que menos capacidade t\u00eam para garantir despesas desse tipo\u201d, disse a secret\u00e1ria executiva da Cepal.<\/p>\n<p>Conforme o relat\u00f3rio, houve um esfor\u00e7o consider\u00e1vel para incrementar o gasto social por pessoa. No conjunto da Am\u00e9rica Latina, a m\u00e9dia foi de US$ 475 (R$ 1,76 mil) para US$ 894 (3,32 mil). Na Am\u00e9rica do Sul, entre 2000 e 2016, este \u00edndice saiu de US$ 648 (R$ 2,410 mil) para US$ 1,17 mil (R$ 4,37 mil\u00a0<em>per capita<\/em>). Na Am\u00e9rica Central, o gasto<em>per capita<\/em>\u00a0foi de US$ 297 (R$1,10 mil) em 2000 para US$ 579 (R$ 2,22 mil). Ou seja, a m\u00e9dia\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0da Am\u00e9rica do Sul \u00e9 o dobro da Am\u00e9rica Central e M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Na divis\u00e3o por \u00e1rea registrada em 2016, as que receberam mais investimentos p\u00fablicos foram prote\u00e7\u00e3o social (4,1% do PIB), educa\u00e7\u00e3o (3,9%) e sa\u00fade (2,2%). Com menos repasses, estavam habita\u00e7\u00e3o (0,7%) e atividades recreativas e culturais (0,1%). Na avalia\u00e7\u00e3o no per\u00edodo 2000 a 2016, a distribui\u00e7\u00e3o manteve-se mais ou menos constante entre esses setores.<\/p>\n<p>O gasto p\u00fablico em pol\u00edticas laborais foi analisado em seis pa\u00edses. Em geral, predomina nos pa\u00edses a capacita\u00e7\u00e3o, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de M\u00e9xico e Uruguai. Apesar desse tra\u00e7o comum, foram encontrados perfis diversos. Enquanto no Uruguai h\u00e1 uma parcela maior de prote\u00e7\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o de desemprego, na Col\u00f4mbia predomina a capacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO preocupar-se com a situa\u00e7\u00e3o de desemprego [como nas pol\u00edticas no Uruguai] tem import\u00e2ncia porque permite n\u00e3o perder capacidades laborais. Quando a pessoa fica sem trabalho vai perdendo interesse, e se protege ela \u00e9 mais prov\u00e1vel que v\u00e1 reingressar\u201d, afirmou Alicia B\u00e1rcena.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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