{"id":140480,"date":"2018-12-09T21:32:18","date_gmt":"2018-12-09T23:32:18","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=140480"},"modified":"2018-12-09T21:32:18","modified_gmt":"2018-12-09T23:32:18","slug":"queijo-minas-artesanal-vira-referencia-e-muda-a-vida-dos-produtores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=140480","title":{"rendered":"Queijo Minas Artesanal vira refer\u00eancia e muda a vida dos produtores"},"content":{"rendered":"<p>Os produtores rurais On\u00e9sio Leite da Silva (S\u00e3o Roque de Minas), Jos\u00e9 Baltazar da Silva (Serra do Salitre) e Eurico Tar\u00f4co (S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei) s\u00e3o pessoas simples, de regi\u00f5es distintas e que carregam cada um a sua hist\u00f3ria. No entanto, os tr\u00eas est\u00e3o unidos por pertencerem \u00e0 elite da fabrica\u00e7\u00e3o do Queijo Minas Artesanal (QMA), produto imprescind\u00edvel \u00e0 boa mesa.<\/p>\n<p>O desejo de cresce e ir mais adiante \u00e9 outra semelhan\u00e7a que une os tr\u00eas produtores. Eles s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que esperam manter ou melhorar a qualidade da principal fonte de sustento das suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Em uma pequena propriedade localizada a dois quil\u00f4metros da cidade de S\u00e3o Roque de Minas (320 km de Belo Horizonte), On\u00e9sio Leite da Silva trabalha com queijo desde os 12 anos de idade. Hoje ele tem 53.<\/p>\n<p>Com a ajuda da mulher e da filha, ele produz 30 queijos por dia e reconhece o apoio dos \u00f3rg\u00e3os estaduais como imprescind\u00edveis \u00e0 melhoria do produto ao longo dos anos, bem como para a visibilidade do queijo da Serra da Canastra. <\/p>\n<p>Atualmente a propriedade tem 39 vacas, que come\u00e7am a passar pela ordenha ao amanhecer. \u201cO segredo \u00e9 muito capricho, carinho e seriedade. A higiene \u00e9 outro ponto observado, pois a gente demora a fazer o nome, e se n\u00e3o tiver todo cuidado, a gente perde esse nome\u201d, revela On\u00e9sio.<\/p>\n<p>O produtor d\u00e1 um exemplo do zelo que \u00e9 necess\u00e1rio para a atividade: se alguma vaca precisa de antibi\u00f3tico, todo o leite dela \u00e9 descartado durante o tempo recomendado para que n\u00e3o interfira na qualidade do queijo.<\/p>\n<p>On\u00e9sio diz que o queijo fica na sua melhor condi\u00e7\u00e3o com 22 dias de matura\u00e7\u00e3o, tempo que considera ideal para transportar para Belo Horizonte, S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Roque de Minas, o queijo n\u00e3o vai a ponto comercial, mas pode ser adquirido pelo turista na porta da propriedade. Neste ano, o queijo do On\u00e9sio, como \u00e9 conhecido, foi bronze na 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal.<\/p>\n<p>No pequeno munic\u00edpio de Serra do Salitre, a 368 km da capital mineira, o queijo \u00e9 produto tradicional e chama a aten\u00e7\u00e3o pela qualidade. S\u00e3o muitos produtores que fazem daquele lugar um dos mais atraentes para os apreciadores da iguaria.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Baltazar da Silva, de 60 anos, come\u00e7ou a trabalhar com o derivado do leite h\u00e1 mais de 20 anos. Pouco tempo depois decidiu parar de produzir queijo e investir em caf\u00e9, produto que tamb\u00e9m gosta daquelas terras.<\/p>\n<p>Baltazar trabalhava com o caf\u00e9 enfrentando altos e baixos daquela cultura at\u00e9 que sofreu um acidente e resolveu abandonar a atividade poucos anos depois. O acaso foi determinante para a reviravolta na sua vida.<\/p>\n<p>\u201cCom o apoio da minha esposa, voltei a produzir o queijo em 2004. Tinha pouca renda, mas precisei juntar dinheiro para a atividade e procurei assist\u00eancia t\u00e9cnica da Emater. Em pouco tempo os projetos foram saindo do papel: primeiro a constru\u00e7\u00e3o do curral, depois o barrac\u00e3o para ordenha e, posteriormente, a queijaria\u201d, revela Baltazar.<\/p>\n<p>Com a capacita\u00e7\u00e3o da Emater-MG, regulariza\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o do IMA, a atividade na propriedade de Baltazar cresceu para 80kg\/dia e os queijos foram ganhando qualidade e fama.<\/p>\n<p>Como aut\u00eantico mineiro, com seu jeito simples, o produtor vem colecionando t\u00edtulos pela qualidade do queijo que produz. Recentemente, no 11\u00b0 Concurso Estadual de Queijos Artesanais, em S\u00e3o Roque de Minas, ele faturou a medalha Super Ouro, quando foi homenageado pelo governador Fernando Pimentel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/queijo_mg.jpg\" alt=\"\" \/><em>Queijo Minas Artesanal vira refer\u00eancia (Gil Leonardi\/Imprensa MG)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Campo das Vertentes<\/strong><\/p>\n<p>A cinco quil\u00f4metros da hist\u00f3rica S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (185 km de Belo Horizonte), no Campo das Vertentes, descendentes de italianos fundaram a Col\u00f4nia Viva, um projeto de agroturismo que congrega 10 estabelecimentos diversos, entre eles a Queijaria Tar\u00f4co, que se destaca pela qualidade do produto e hospitalidade.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do queijo artesanal era apenas para consumo pr\u00f3prio de uma fam\u00edlia que est\u00e1 na quinta gera\u00e7\u00e3o de italianos que desembarcaram no Brasil em 1888 para trabalhar na agricultura.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos, por est\u00edmulo de outra queijaria local, a fam\u00edlia Tar\u00f4co decidiu profissionalizar a atividade, que se transformou em importante fonte de renda.<\/p>\n<p>Com apoio da Seapa, Emater, Epamig e IMA, a atividade prosperou rapidamente e ganhou visibilidade. No in\u00edcio eram dez queijos ao dia, hoje 22, n\u00famero considerado suficiente para a fam\u00edlia manter a qualidade.<\/p>\n<p>A fabrica\u00e7\u00e3o do queijo fica por conta da dona Trindade, mulher de Eurico Tar\u00f4co, neto de italianos. Os dois t\u00eam tr\u00eas filhos, um deles engenheiro que trabalhou no projeto da queijaria e depois se mudou por quest\u00f5es profissionais.<\/p>\n<p>O neg\u00f3cio foi crescendo e, no ano passado, a filha Joelma Tar\u00f4co, que morava fora, decidiu que era hora de voltar para casa e ajudar os pais. Ela assumiu a gest\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>\u201cAs coisas come\u00e7aram a fluir muito bem e recebemos medalha de bronze no 11\u00b0 Concurso Estadual de Queijos Artesanais e no Concurso Nacional Queijo Brasil. Fundamos a Associa\u00e7\u00e3o do Queijo Minas Artesanal do Campo das Vertentes (AQMAV) e come\u00e7amos a participar de eventos para divulgar nosso produto e o projeto Col\u00f4nia Viva\u201d, comemora Joelma. <\/p>\n<p><strong>Lideran\u00e7a e excel\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Como estado l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de leite, com um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o nacional, Minas Gerais tem boa parte do produto destinado \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de derivados diversos, entre eles o Queijo Minas Artesanal (QMA), que agrega valor, conquista pr\u00eamios, ganha novo status e mais espa\u00e7o na gastronomia.<\/p>\n<p>Houve tamb\u00e9m quebra de barreiras para que o queijo mineiro de leite cru pudesse ser comercializado em outros estados.<\/p>\n<p>Para isso, o Governo do Estado vem realizando nos \u00faltimos anos um trabalho mais focado na melhoria do produto. Esse esfor\u00e7o \u00e9 liderado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Seapa), com as suas vinculadas Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Emater), Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig) e Instituto Mineiro de Agropecu\u00e1ria (IMA).<\/p>\n<p>Existem tamb\u00e9m trabalhos desenvolvidos pelas universidades, com destaque para a Federal de Minas Gerais (UFMG), Federal de Vi\u00e7osa (UFV) e Federal de Lavras (Ufla), bem como a Estadual de Montes Claros (Unimontes).<\/p>\n<p>O superintendente de Apoio \u00e0 Agroind\u00fastria da Seapa, Gilson Sales, atribui o sucesso do queijo mineiro \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o estadual avan\u00e7ada, assist\u00eancia t\u00e9cnica no campo, pesquisa e certifica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de outras iniciativas governamentais.<\/p>\n<p>\u201cTodo esse processo foi fundamental para valoriza\u00e7\u00e3o do produto dentro do estado e para abertura de novos mercados. Hoje s\u00e3o 12 produtores que vendem para outros estados\u201d, observa Sales, que aposta em crescimento. O superintendente tem forma\u00e7\u00e3o em Medicina Veterin\u00e1ria e mestrado em Ci\u00eancia Animal, com \u00eanfase no Queijo Minas Artesanal, pela UFMG.<\/p>\n<p>Para que o queijo mineiro chegasse a mercados como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Bras\u00edlia e estados do Sul, os produtores aderiram ao Sistema Brasileiro de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Animal (SISBI), equivalente ao Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF).<\/p>\n<p>A coordenadora t\u00e9cnica estadual da Emater, Maria Edinice Rodrigues, pressup\u00f5e que o jeito simples e mineiro de produzir o queijo com leite cru tenha pelo menos 300 anos e \u00e9 legado dos colonizadores portugueses.<\/p>\n<p>A Emater estima que h\u00e1 entre 10 mil e 30 mil propriedades que fabricam queijo em Minas, sendo 270 devidamente inscritos no IMA como produtores do Minas Artesanal. Destes,12 t\u00eam autoriza\u00e7\u00e3o para vender o produto a outros estados.<\/p>\n<p>\u201cO principal papel da Emater \u00e9 a assist\u00eancia t\u00e9cnica, por meio de orienta\u00e7\u00e3o e acompanhamento, desde as boas pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias, que compreendem os cuidados com o rebanho, bem como a higiene na ordenha, na fabrica\u00e7\u00e3o e na finaliza\u00e7\u00e3o do queijo. O produto ganhou mais qualidade, raz\u00e3o pela qual vem sendo reconhecido no estado e fora dele\u201d, explica a coordenadora.<\/p>\n<p><strong>Regi\u00f5es e o modo de fazer<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a legisla\u00e7\u00e3o em vigor \u00e9 considerado Queijo Minas Artesanal (QMA), aquele fabricado com o leite cru da mesma propriedade, obedecendo \u00e0s condi\u00e7\u00f5es impostas. Atualmente, o reconhecimento legal pelo IMA abrange 85 munic\u00edpios de sete regi\u00f5es: Arax\u00e1, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Tri\u00e2ngulo.<\/p>\n<p>Maria Edinice, da Emater-MG, diz que o modo de fazer \u00e9 igual em todas as regi\u00f5es, com a utiliza\u00e7\u00e3o do coalho industrial, do pingo \u2013 soro que escorre no segundo dia de fabrica\u00e7\u00e3o do queijo e adicionado ao leite do dia seguinte. Isso facilita o processo de matura\u00e7\u00e3o do queijo, mas o tempo varia de acordo com a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No estudo do superintendente da Seapa e pesquisador Gilson Sales, Arax\u00e1 conseguiu o tempo mais curto: 14 dias. Outros pesquisadores desenvolveram suas pesquisas e chegaram aos seguintes resultados: Serro, 17 dias, e nas demais regi\u00f5es, 22 dias.<\/p>\n<p>\u201cO tempo serve para acentuar o sabor de cada regi\u00e3o e estabilizar a carga microbiana. A diferen\u00e7a do sabor se d\u00e1 em raz\u00e3o do ambiente, pastagem e ra\u00e7a do animal\u201d, acrescenta Maria Edinice. <\/p>\n<p>A coordenadora ressalta que a qualidade e o reconhecimento do Queijo Minas Artesanal n\u00e3o chegaram da noite para o dia. Trata-se do resultado de um trabalho cont\u00ednuo iniciado em 2002, com a Lei 14.185 e a legaliza\u00e7\u00e3o das primeiras queijarias no estado, em 2004. A partir da\u00ed, houve evolu\u00e7\u00e3o dos queijos artesanais, que ainda eram comercializados apenas no estado. Outras leis estaduais foram aprovadas em seguida a fim de modernizar.<\/p>\n<p>Em 2013, houve novo avan\u00e7o e o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) permitiu que os queijos mineiros feitos com leite cru fossem vendidos em outros estados. Em 14 de junho de 2018, mais um importante passo. Foi publicada a Lei 13.680 que altera o com\u00e9rcio de produtos artesanais aliment\u00edcios no Brasil, incluindo o queijo artesanal. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 desburocratizar e simplificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O texto estabelece a cria\u00e7\u00e3o do \u201cselo arte\u201d e diz que a fiscaliza\u00e7\u00e3o passar\u00e1 a ser feita pelas vigil\u00e2ncias sanit\u00e1rias estaduais. A expectativa dos produtores mineiros \u00e9 de que haja regulamenta\u00e7\u00e3o dessa lei o mais depressa poss\u00edvel para que eles n\u00e3o tenham impedimento de ampliar as vendas fora do estado.<\/p>\n<p><strong>Reconhecimento internacional<\/strong><\/p>\n<p>Com esses est\u00edmulos, em 2015, o queijo \u201cInst\u00e2ncia Capim Canastra\u201d, de S\u00e3o Roque de Minas, conquistou a primeira medalha de prata no Concurso Mondial du Fromage de Tours, cidade \u00e0s margens dos rios Loire e Cher, na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A conquista foi amplamente divulgada no Brasil e mexeu com os produtores mineiros. Houve ainda investimentos expressivos na valoriza\u00e7\u00e3o da gastronomia pelo Governo do Estado e, consequentemente, o QMA passou a ser um produto mais demandado.<\/p>\n<p>Em 2017, novos queijos foram levados \u00e0 Fran\u00e7a para disputar o concurso, na mesma categoria &#8211; \u201cmassa prensada n\u00e3o cozida de leite cru de vaca\u201d. Ao todo, o concurso atraiu 23 pa\u00edses de todos os continentes.<\/p>\n<p>O produto mineiro voltou a brilhar em solo europeu, desta vez com mais intensidade, ampliando para 11 medalhas, trazendo inclusive a Super Ouro para o munic\u00edpio de Sacramento, com o Queijo Arax\u00e1 da Fazenda Caxambu. <\/p>\n<p><strong>Panorama do queijo mineiro<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o superintendente de Apoio \u00e0 Agroind\u00fastria, Gilson Sales, Minas Gerais est\u00e1 na vanguarda, por meio da legisla\u00e7\u00e3o e pelo o que o servi\u00e7o p\u00fablico estadual oferece ao produtor, por meio da Seapa e suas vinculadas. \u201cNos \u00faltimos quatro anos, algumas a\u00e7\u00f5es do Governo mineiro incrementaram ainda mais a produ\u00e7\u00e3o e a qualidade do queijo\u201d, assegura.<\/p>\n<p>S\u00e3o elas:<\/p>\n<p>&#8211; Conv\u00eanio com o Mapa, no valor de R$ 1,1 milh\u00e3o, para investimento na cadeia produtiva;<\/p>\n<p>&#8211; Libera\u00e7\u00e3o de R$ 1 milh\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para pesquisas espec\u00edficas;<\/p>\n<p>&#8211; Plano de a\u00e7\u00e3o para aumentar o n\u00famero de produtos regularizados;<\/p>\n<p>&#8211; Eventos de valoriza\u00e7\u00e3o, como o 3\u00ba Simp\u00f3sio de Queijos Artesanais do Brasil, que teve a participa\u00e7\u00e3o da maioria dos estados brasileiros e especialistas portugueses;<\/p>\n<p>&#8211; Coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com a Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg) para an\u00e1lise do queijo e da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Outra iniciativa do Governo do Estado refere-se ao projeto de Lei 4.631, em tramita\u00e7\u00e3o na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que contempla todos os queijos artesanais fabricados com leite cru de outros animais, al\u00e9m do bovino. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que trabalhemos para aumentar o n\u00famero de produtores regularizados, por isso temos assist\u00eancia t\u00e9cnica, orienta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria e pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, salienta Sales.<\/p>\n<p>A proposta tem o objetivo de permitir a inova\u00e7\u00e3o, desde que haja pesquisas comprovando a seguran\u00e7a alimentar, como a utiliza\u00e7\u00e3o de fungos na produ\u00e7\u00e3o e matura\u00e7\u00e3o em ambiente subterr\u00e2neo, resguardando a tradi\u00e7\u00e3o e impedindo contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuanto ao Queijo Minas Artesanal, \u00e9 um alimento saud\u00e1vel, com particularidades e um conjunto de micro-organismos probi\u00f3ticos que trazem benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade. As premia\u00e7\u00f5es do queijo mineiro fora do Brasil trouxeram maior valoriza\u00e7\u00e3o no mercado interno com mais espa\u00e7o na gastronomia\u201d, afirma o superintendente da Seapa.<\/p>\n<p>O Certifica Minas, criado pela Lei 22.926, de 2018, \u00e9 outra iniciativa do Governo do Estado para valorizar a cadeia produtiva. Trata-se de um programa de certifica\u00e7\u00e3o de produtos agropecu\u00e1rios e agroindustriais, entre eles o Queijo Minas Artesanal.<\/p>\n<p>Antes dessa lei, os produtos eram apenas regularizados junto ao IMA. A certifica\u00e7\u00e3o agrega, aumenta a confian\u00e7a do consumidor e observa rigorosamente quest\u00f5es sanit\u00e1rias, ambientais, trabalhistas e sociais, com foco na sustentabilidade.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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