{"id":134018,"date":"2018-08-08T15:16:21","date_gmt":"2018-08-08T17:16:21","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=134018"},"modified":"2018-08-08T15:16:21","modified_gmt":"2018-08-08T17:16:21","slug":"estudos-apontam-risco-e-impacto-positivo-entre-tecnologia-e-suicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=134018","title":{"rendered":"Estudos apontam risco e impacto positivo entre tecnologia e suic\u00eddio"},"content":{"rendered":"<p>O crescimento das estat\u00edsticas de atos e tentativas de suic\u00eddio e autoles\u00e3o nos \u00faltimos anos coincidiu com o crescimento do uso de tecnologias digitais como smartphones, computadores e acesso \u00e0 internet. Os ind\u00edcios de poss\u00edveis preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade mental de crian\u00e7as e jovens pela forte inclus\u00e3o desses equipamentos ao cotidiano de meninos e meninas motivaram muitos pesquisadores a buscar a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o direta entre um fen\u00f4meno e outro.<\/p>\n<p>Anualmente, estima-se que mais de 800 mil pessoas morrem no mundo por suic\u00eddio, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Entre os jovens de 15 a 29 anos, \u00e9 a segunda principal causa de morte. No Brasil, entre 2011 e 2016, observou-se aumento dos casos notificados de les\u00e3o autoprovocada nos sexos feminino e masculino de 209,5% e 194,7%, respectivamente.<\/p>\n<p>Estudos internacionais relacionando o uso massivo de tecnologias e o aumento de relatos de problemas de sa\u00fade mental nos \u00faltimos anos levantaram mais reflex\u00f5es do que certezas.<\/p>\n<p><strong>Riscos<\/strong><\/p>\n<p>Parte das pesquisas identificou riscos no uso de tecnologias digitais, especialmente de maneira intensa. No \u00e2mbito dos impactos mais gerais na sa\u00fade mental, artigo de acad\u00eamicos da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, publicado neste ano, sinalizou que adolescentes mais expostos aos dispositivos eletr\u00f4nicos (como computador, celulares e v\u00eddeo-games) manifestaram menores n\u00edveis de autoestima, satisfa\u00e7\u00e3o com a vida e felicidade.<\/p>\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o entre h\u00e1bitos de consumo de dispositivos t\u00e9cnicos e comportamento suicida, tamb\u00e9m h\u00e1 pesquisas indicando poss\u00edvel v\u00ednculo entre essas duas condutas. Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, publicado no ano passado, mapeou trabalhos acad\u00eamicos e levantamentos focados em identificar o est\u00edmulo a pr\u00e1ticas de autoles\u00e3o por diversas formas de atividades online, como navega\u00e7\u00e3o em geral, tempo gasto em redes sociais, tratamento de sa\u00fade pela web, visita\u00e7\u00e3o de sites sobre suic\u00eddio, compartilhamento de imagens e v\u00eddeos sobre a pr\u00e1tica e textos divulgados em blogs.<\/p>\n<p>\u201cA rela\u00e7\u00e3o entre uso da internet e comportamento suicida e de autoles\u00e3o foi particularmente associado ao v\u00edcio no acesso a essa tecnologia, altos \u00edndices de navega\u00e7\u00e3o e contato com sites onde havia conte\u00fado relacionado ao tema\u201d, afirmaram os pesquisadores no artigo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relacao_tecnologia_suicidio.jpg\" alt=\"\" \/><em>Estudos internacionais relacionando o uso massivo de tecnologias e o aumento de relatos de problemas de sa\u00fade mental nos \u00faltimos anos levantaram mais reflex\u00f5es do que certezas &#8211; Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Europa, Coreia e EUA<\/strong><\/p>\n<p>A maioria dos trabalhos listados apontou poss\u00edveis influ\u00eancias de certas modalidades de uso da internet estimulando comportamentos suicidas. Um levantamento de pesquisadores de diversos pa\u00edses europeus publicado em 2014 analisou jovens de 11 na\u00e7\u00f5es do continente e indicou uma presen\u00e7a grande de relatos de pensamentos suicidas (42%) entre meninos e meninas que informaram ter h\u00e1bitos intensos de consumo de internet e outras formas de m\u00eddia.<\/p>\n<p>Artigo do pesquisador coreano Jong Kim publicado no Peri\u00f3dico de Medicina Preventiva e Sa\u00fade P\u00fablica em 2012 analisou as atitudes de estudantes de 7 a 12 anos de acordo com a intensidade do uso de internet. Os que passam muito tempo conectados foram identificados como grupo de risco para problemas variados de sa\u00fade, incluindo conduta suicida. Entre os usu\u00e1rios intensos, 26,4% relataram ter tido pensamentos suicidas, o dobro dos jovens que navegam ocasionalmente. No grupo dos jovens conectados por mais tempo, o \u00edndice de tentativas de suic\u00eddio foi de 10%, quatro vezes o registrado nos usu\u00e1rios ocasionais.<\/p>\n<p>Levantamento de pesquisadores das universidades de San Diego e da Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, tamb\u00e9m relacionou um consumo intenso de dispositivos eletr\u00f4nicos de adolescentes estadunidenses com depress\u00e3o, pensamentos suicidas e taxas de pessoas que tiraram a pr\u00f3pria vida. Adolescentes com m\u00e9dia de uso de novas m\u00eddias por cinco ou mais horas manifestaram pelo menos 66% mais chance de ter algum tipo de conduta suicida do que aqueles em que o consumo era de uma hora ou menos.<\/p>\n<p>Alguns trabalhos investigaram essa rela\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o encontraram evid\u00eancias. \u00c9 o caso de estudo promovido por pesquisadores da Universidade de Manitoba, no Canad\u00e1, em 2010. Os autores analisaram o comportamento de jovens canadenses e n\u00e3o detectaram uma rela\u00e7\u00e3o significativa entre o consumo de m\u00eddias digitais e autoles\u00e3o ou pensamentos suicidas. \u201cNosso estudo demonstrou que o uso de m\u00eddia n\u00e3o \u00e9 universalmente prejudicial\u201d, conclu\u00edram.<\/p>\n<p><strong>Cyberbullying<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Swansea, no Reino Unido, investigaram o est\u00edmulo a esses comportamentos a partir de pr\u00e1ticas de constrangimento e ass\u00e9dio contra jovens em redes sociais e usando tecnologias, chamadas em ingl\u00eas de cyberbullying. Em trabalho publicado neste ano, a equipe encontrou evid\u00eancias de influ\u00eancias negativas em 75% dos 33 estudos acad\u00eamicos analisados. A partir dos diversos artigos, os autores chegaram a um \u00edndice segundo o qual v\u00edtimas de cyberbullying teriam 2,1 chances de exibir um comportamento suicida e 2,6 vezes mais chances de cometer algum ato no sentido de tirar a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, a possibilidade de ass\u00e9dio por meio de comunica\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas mudou a forma dessa pr\u00e1tica. \u201cIndiv\u00edduos que, no mundo n\u00e3o virtual, tinham poucas chances de serem vitimizados \u00e0 medida que tinham condi\u00e7\u00e3o de responder em pessoa podem estar mais vulner\u00e1veis online onde os perpetradores podem n\u00e3o estar identificados e ficam encorajados de uma maneira que n\u00e3o estariam no contato face a face\u201d, comentam no texto.<\/p>\n<p><strong>Impactos positivos<\/strong><\/p>\n<p>Contudo, h\u00e1 tamb\u00e9m diversos estudos que identificam efeitos positivos do uso de dispositivos eletr\u00f4nicos no combate e na preven\u00e7\u00e3o de condutas suicidas. Trabalhos acad\u00eamicos indicaram distintos recursos tecnol\u00f3gicos que podem auxiliar pessoas nessas situa\u00e7\u00f5es, como f\u00f3runs de discuss\u00e3o, tratamentos online e busca de informa\u00e7\u00f5es na internet.<\/p>\n<p>Investigadores da Universidade de Melbourne, na Austr\u00e1lia, criaram um sistema de monitoramento de sintomas de depress\u00e3o e o aplicaram a pacientes. Os resultados do teste, publicados em 2014, registraram que a ferramenta foi aprovada em entrevistas como uma alternativa para compreender melhor os sintomas e fazer com que os pacientes se sentissem com mais controle sobre a situa\u00e7\u00e3o. Os autores defenderam esse tipo de recurso t\u00e9cnico como uma forma de apoiar pacientes com problemas.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, criaram um servi\u00e7o de apoio a pessoas com risco de depress\u00e3o pela internet. No trabalho com os resultados do experimento, publicado em 2013, eles registraram que ap\u00f3s um ano de funcionamento, o percentual de entrevistados que mencionaram pensamentos de autoles\u00e3o caiu de 14,46% para 4,82%.<\/p>\n<p>Estudo realizado na Universidade de Dalhousie, no Canad\u00e1, identificou um crescimento de 200% entre 2006 e 2010 na atividade online, como procura por informa\u00e7\u00f5es em sites de busca, relacionadas a depress\u00e3o e condutas suicidas. Entre os adultos, o tempo gasto online foi voltado a encontrar tratamentos. J\u00e1 entre jovens, os f\u00f3runs online e redes sociais foram usados como ambientes de troca de informa\u00e7\u00f5es e apoio a partir do compartilhamento de hist\u00f3rias pessoais.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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