{"id":126186,"date":"2018-01-12T07:59:52","date_gmt":"2018-01-12T09:59:52","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=126186"},"modified":"2018-01-12T07:59:52","modified_gmt":"2018-01-12T09:59:52","slug":"mulheres-vitimas-de-ranking-do-sexo-em-minas-se-unem-em-busca-de-punicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=126186","title":{"rendered":"Mulheres v\u00edtimas de ranking do sexo em Minas se unem em busca de puni\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O grupo de pelo menos 100 meninas que foi v\u00edtima do \u201cranking do sexo\u201d em Muzambinho (MG) decidiu se reunir para buscar conjuntamente puni\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis em divulgar a lista. O caso repercutiu nas redes sociais e a mensagem nomeada &#8220;TOP 100 Put&#8230;de Muzambinho&#8221; foi considerada machista por expor a intimidade de mulheres com adjetivos pejorativos. No grupo, as meninas compartilharam hist\u00f3rias e agora tentam encontrar apoio. \u201cMinha colega de trabalho, que tamb\u00e9m saiu na lista, s\u00f3 chora. T\u00e1 com vergonha de sair na rua&#8221;, conta uma das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>A primeira atitude de algumas mulheres foi procurar advogados e fazer boletins de ocorr\u00eancia na delegacia. As den\u00fancias levaram a Pol\u00edcia Civil a abrir um inqu\u00e9rito do caso. Para tentar reunir provas e se organizar, criaram um grupo no aplicativo de mensagens, onde trocam informa\u00e7\u00f5es e dividem a revolta com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ranking_muzambinho.jpg\" alt=\"\" \/><em>Lista viralizou e exp\u00f4s mulheres moradoras de Muzambinho (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/WhatsApp)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Constrangimento na fam\u00edlia e no trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Em v\u00e1rios nomes aparecem refer\u00eancias a amigos e local de trabalho das jovens, o que aumentou a exposi\u00e7\u00e3o de algumas das v\u00edtimas. Muitas contaram quais foram as rea\u00e7\u00f5es quando descobriram o caso. \u201cEu acordei de manh\u00e3 com a mensagem de uma amiga que me perguntou se eu estava sabendo da lista. N\u00e3o estava. A\u00ed ela me mandou e disse que eu estava l\u00e1. Eu n\u00e3o acreditei, tive uma impress\u00e3o muito ruim\u201d, conta uma delas.<\/p>\n<p>\u201cMe senti constrangida. Todo mundo que me encontra vem conversar comigo, me sinto mal, \u00e9 muito constrangedor\u201d, conta outra v\u00edtima.<\/p>\n<p>Para muitas, lidar com a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil principalmente na fam\u00edlia e no trabalho. \u201cNa hora que um amigo me mandou, eu s\u00f3 conseguia pensar no meu trabalho. A\u00ed chorei. Me perguntei o que eu iria fazer. Colocaram o nome de uma amiga de trabalho e ainda colocou o local onde a gente trabalha\u201d, contou outra v\u00edtima.<\/p>\n<p>A menina, de 22 anos, contou como se sentiu ao ver o nome na lista e v\u00e1rios nomes com descri\u00e7\u00e3o ofensivas de comportamento. \u201cFoi horr\u00edvel. Minha m\u00e3e estava aqui, chamei minha m\u00e3e, meu pai e mostrei pra eles a lista. Antes que eles soubessem de outro jeito, porque a rede social corre. Antes que desse mais problema. Eu tamb\u00e9m sou m\u00e3e. Ent\u00e3o fiquei preocupada\u201d.<\/p>\n<p><strong>Repercuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nas redes sociais, muitas compartilharam textos e v\u00eddeos com mensagem sobre o caso. As v\u00edtimas afirmam que a atitude foi infantil, irrespons\u00e1vel e com uma exposi\u00e7\u00e3o criminosa. Depois de toda a repercuss\u00e3o, muitas pretendem acompanhar os trabalhos da pol\u00edcia, que vai tentar localizar de onde partiu a lista ofensiva.<\/p>\n<p>Uma das mulheres acredita que a repercuss\u00e3o pode ser ainda maior. &#8220;Essa lista pra mim, conforme ela vai passando de m\u00e3o em m\u00e3o, ela vai aumentando, porque as vezes meninas que n\u00e3o se gostam e ou at\u00e9 os homens colocam mais nomes l\u00e1. Eu entendi isso&#8221;.<\/p>\n<p>Uma das advogadas que acompanha as v\u00edtimas, Taysa Justimiano, afirma que a repercuss\u00e3o atingiu as meninas.<\/p>\n<p>\u201cOntem \u00e0 tarde inclusive ouvi relatos de meninas que est\u00e3o muito deprimidas e passando por problemas. Algumas s\u00e3o de fam\u00edlia mais r\u00edgida, algumas religiosas\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a advogada, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 conseguir, junto \u00e0 Pol\u00edcia Civil, uma investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada. \u201cComo crime cibern\u00e9tico mesmo, pra desvendar o IP da m\u00e1quina para tentar chegar a quem elaborou e editou esta lista&#8221;.<\/p>\n<p>O delegado S\u00edlvio S\u00e9rgio Domingues, que assumiu o caso, disse que diversas mulheres j\u00e1 registraram boletim de ocorr\u00eancia e que o inqu\u00e9rito vai apurar quem s\u00e3o os envolvidos.<\/p>\n<p>O que as v\u00edtimas esperam \u00e9 a puni\u00e7\u00e3o de quem come\u00e7ou a compartilhar a mensagem. &#8220;Meu advogado orientou a fazer o boletim de ocorr\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 para rastrear, mas tamb\u00e9m pelos adjetivos. Est\u00e3o ferindo a gente. Independente de qualquer coisa, ningu\u00e9m tem direito de julgar, ningu\u00e9m tem direito de falar nada&#8221;, afirma uma das v\u00edtimas.<\/p>\n<p><strong>Ranking<\/strong><\/p>\n<p>O caso ganhou repercuss\u00e3o ap\u00f3s o conte\u00fado viralizar por meio de compartilhamentos em grupos de mensagens instant\u00e2neas na cidade, que tem pouco mais de 20 mil habitantes. Considerado machistas nas discuss\u00f5es em redes sociais, o ranking compartilhado traz o nome de mais de 100 mulheres de v\u00e1rias idades, casadas e solteiras, atribuindo a elas o adjetivo de &#8220;put..&#8221;.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rios dos nomes, o autor atribui \u00e0s mulheres posi\u00e7\u00f5es sexuais e ofensas, como &#8220;s\u00f3 tem cara de santa&#8221;, &#8220;a pior&#8221;, &#8220;quem nunca&#8221;, al\u00e9m de v\u00e1rias outras com palavras de baixo cal\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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