{"id":123467,"date":"2017-11-03T11:02:22","date_gmt":"2017-11-03T13:02:22","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=123467"},"modified":"2017-11-03T21:28:08","modified_gmt":"2017-11-03T23:28:08","slug":"vitimas-da-tragedia-de-mariana-sofrem-com-depressao-e-outros-problemas-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=123467","title":{"rendered":"V\u00edtimas da trag\u00e9dia de Mariana sofrem com depress\u00e3o e outros problemas de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 dois anos, a folha do calend\u00e1rio das casas de dois distritos de Mariana e um de Barra Longa, em Minas Gerais, foi virada pela \u00faltima vez. O dia 5 de novembro de 2015 se eternizou nas paredes das casas que ficaram de p\u00e9 em Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira. Desde ent\u00e3o, a vida dos atingidos pela lama da mineradora Samarco est\u00e1 suspensa &#8211; 730 dias depois do rompimento da Barragem de Fund\u00e3o, ainda se espera pelo reassentamento, pela indeniza\u00e7\u00e3o, pelo rio l\u00edmpido, cujas a\u00e7\u00f5es de reparo, complexas, enfrentam atrasos e obst\u00e1culos que desafiam os \u00f3rg\u00e3os envolvidos.<\/p>\n<p>A espera e a mudan\u00e7a brusca de vida se tranformam em depress\u00e3o nas comunidades. Algumas pessoas n\u00e3o viveram para testemunhar as mudan\u00e7as. Seus parentes apontam a tristeza como o agente catalisador dos problemas de sa\u00fade. S\u00e3o os novos mortos da trag\u00e9dia de Mariana.<\/p>\n<p><strong>\u201cMeu pai morreu de tristeza\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto faz arroz na cozinha da casa alugada e mobiliada pela mineradora Samarco, na sede do munic\u00edpio de Mariana, em Minas Gerais, Leon\u00eddia Gon\u00e7alves, de 46 anos, lembra que um dos maiores prazeres do pai, de 67 anos, Alexandre, era tocar moda de viola e jogar baralho todas as noites, no bar de Paracatu de Baixo. As filhas dela, g\u00eameas, brincavam na rua quando queriam. Todos moravam lado a lado, j\u00e1 que, ao casar, Leon\u00eddia construiu sua casa no terreno do pai. Agora, essa \u00e9 uma lembran\u00e7a que n\u00e3o se repetir\u00e1 nem mesmo quando a fam\u00edlia for reassentada na nova Paracatu, que deve ser constru\u00edda como repara\u00e7\u00e3o. Alexandre morreu em mar\u00e7o deste ano, de infarto.<\/p>\n<p>A agricultora tem a convic\u00e7\u00e3o, no entanto, de que a causa verdadeira da morte \u00e9 a depress\u00e3o. Seu pai foi diagnosticado e chegou a tomar medicamento para tentar reverter a doen\u00e7a. \u201cA gente era feliz. Tinha de tudo. Hoje, t\u00e1 todo mundo distante. L\u00e1 era todo mundo fam\u00edlia, era um na casa do outro, \u00e0 noite a gente ficava na rua, n\u00e3o tinha perigo de nada. E chegando \u00e0 cidade agora, a gente se assusta,\u201d, relata, ao falar sobre a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos do meio rural para o urbano.<\/p>\n<p>Quando os 39,2 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeito avan\u00e7aram pelo Rio Gualaxo do Norte (afluente do Rio Doce) e chegaram \u00e0s ruas de Paracatu, um modo de vida foi soterrado. Para abrigar os moradores, a Samarco alugou resid\u00eancias na cidade de Mariana, de acordo com a disponibilidade do mercado, sem que as casas dos familiares ficassem pr\u00f3ximas. Os atendidos devem aguardar at\u00e9 que o novo distrito seja constru\u00eddo.<\/p>\n<p>Foi assim que Alexandre e Leon\u00eddia viraram moradores de bairros diferentes. O aposentado, transferido de casa mais de uma vez, mudou tamb\u00e9m de h\u00e1bitos. N\u00e3o sa\u00eda de casa, emagreceu de forma repentina e, hipertenso, passou a adoecer com frequ\u00eancia. Os filhos o levavam ao m\u00e9dico, mas ele n\u00e3o se recuperava. Ficou depressivo. E \u00e9 das \u00faltimas palavras que trocou com a filha que a agricutora tira a argumenta\u00e7\u00e3o mais forte sobre o motivo de sua morte.<\/p>\n<p>\u201cO fim de semana em que ele morreu, estava aqui comigo. \u00c0 tardezinha falou: minha filha, eu n\u00e3o quero que voc\u00eas briguem. S\u00e3o seis irm\u00e3os. E n\u00e3o chora, n\u00e3o. Eu perguntei porque ele tava falando isso. \u201cEu sei que estou dando amola\u00e7\u00e3o para voc\u00eas, voc\u00eas chegam do trabalho, t\u00eam que ir l\u00e1 para casa\u201d. Eu falei: \u201cVem morar comigo ent\u00e3o, perto das duas meninas\u201d, porque ele era apaixonado por elas. A\u00ed meu irm\u00e3o levou ele embora. \u00c0s 19h30, minha irm\u00e3 ligou e disse que ele tinha ido para o hospital. Quando cheguei l\u00e1, j\u00e1 tava morrendo. A gente culpa \u00e9 essa lama\u201d. Era dia 5 de mar\u00e7o de 2017. No domingo, 5 de novembro, anivers\u00e1rio de dois anos da trag\u00e9dia de Mariana, ela passar\u00e1 o dia nos escombros de Paracatu para lembrar os oito meses de falecimento do pai.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/ruinas_bento.jpg\" alt=\"\" \/><em>Ru\u00ednas em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, dois anos ap\u00f3s a trag\u00e9dia do rompimento da Barragem de Fund\u00e3o, da mineradora Samarco (Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>&#8220;Caso n\u00e3o \u00e9 isolado&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Embora a Comiss\u00e3o de Atingidos da Barragem de Fund\u00e3o n\u00e3o tenha um levantamento de todas as v\u00edtimas, esse caso de depress\u00e3o e morte p\u00f3s-desastre, de Alexandre Gon\u00e7alves, n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Quando a reportagem pediu para se lembrarem de hist\u00f3rias semelhantes, citaram pessoas &#8211; sobretudo idosos &#8211; que morreram nos \u00faltimos dois anos, normalmente depois de sintomas que os levam a acreditar que a causa foi a tristeza.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3pria fam\u00edlia de Leon\u00eddia, h\u00e1 casos de agravamento de doen\u00e7as que ela atribui \u00e0 lama. Sua sogra atualmente est\u00e1 internada em Ouro Preto por causa de um problema no cora\u00e7\u00e3o. Sintomas como medo de sair de casa, tristeza profunda e constante e esquecimento de fatos recentes est\u00e3o nos relatos da maioria das pessoas ouvidas pela reportagem. Como no caso de Marino D&#8217;\u00e2ngelo J\u00fanior, de 47 anos, morador de Paracatu de Cima e membro da Comiss\u00e3o de Atingidos.<\/p>\n<p>\u201cFiquei um tempo sem aguentar trabalhar, porque tive depress\u00e3o. Hoje eu tomo dois antidepressivos, o que aumentou minha glicose. Fiz exame e chegou a dar diabetes, estou esperando para ver se vou ficar mesmo. Mas, antes de tomar esses rem\u00e9dios, eu s\u00f3 chorava\u201d, conta. \u201cDepois do rompimento, a gente tem que aprender a viver de novo. E o pior \u00e9 que, al\u00e9m de passar por tudo, voc\u00ea tem que lutar para conseguir as coisas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Preconceito<\/strong><\/p>\n<p>Existe ainda o sofrimento causado pelo preconceito. S\u00e3o muitos os relatos de hostilidades sofridas pelos atingidos que foram morar em Mariana. Luzia Nazar\u00e9 Mota Queiroz, de 52 anos, moradora de Paracatu de Baixo,\u201cvendia sonhos\u201d em uma loja de noivas da cidade de Mariana antes da trag\u00e9dia. Ela saiu do emprego porque n\u00e3o aguentava mais ouvir coment\u00e1rios de clientes.<\/p>\n<p>\u201cEu tinha que estar sempre sorridente, alegre. Com o tempo, as pessoas entravam na loja e diziam: &#8216;eu n\u00e3o aguento mais esse povo falando da barragem&#8217;. Tinha uns que diziam que a gente era folgado\u201d. Segundo Luzia, a dona da loja a apoiou, mas ela optou por pedir demiss\u00e3o. \u201cOu eu vou sofrer alguma coisa, ou a senhora vai sofrer alguma coisa. Ela relutou, mas depois entendeu\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cPessoas que moram em Mariana acham que os atingidos se aproveitam da situa\u00e7\u00e3o. Porque a Samarco \u00e9 quem move a economia da cidade, \u00e9 quem gera emprego. Mas a gente n\u00e3o construiu barragem para romper em cima da gente\u201d, argumenta Marino D&#8217;\u00e2ngelo.<\/p>\n<p>O desemprego em Mariana passou de 20%. H\u00e1 placas na cidade pedindo a volta da Samarco. O prefeito Duarte J\u00fanior (PPS) afirma que 89% da receita do munic\u00edpio v\u00eam da minera\u00e7\u00e3o e da arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), que caiu de R$ 11 milh\u00f5es para R$ 8 milh\u00f5es. Ele projeta nova queda, para R$ 6,5 milh\u00f5es, no pr\u00f3ximo ano, quando a Samarco, at\u00e9 hoje com atividade paralisada, zera o pagamento do imposto.<\/p>\n<p>O prefeito respondeu ao questionamento da Ag\u00eancia Brasil sobre o motivo pelo qual essa depend\u00eancia n\u00e3o foi reduzida antes da trag\u00e9dia. \u201cQuando assumimos, come\u00e7amos a pensar em um distrito industrial. Mas, o que realmente acontece \u00e9 que Mariana sempre foi uma cidade muito rica. Ent\u00e3o, era muito mais interessante voc\u00ea receber esse dinheiro que vinha e gastar sem ter que se preocupar. Ningu\u00e9m nunca se preocupou com a possibilidade de a minera\u00e7\u00e3o acabar, ent\u00e3o ningu\u00e9m tomava a primeira atitude. Tivemos que tomar esse tapa na cara\u201d.<\/p>\n<p><strong>Atendimento psicol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Renova, criada para desenvolver as a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o e compensa\u00e7\u00e3o dos estragos provocados pelo rompimento de Fund\u00e3o, n\u00e3o disp\u00f5e de um levantamento de pessoas atingidas que est\u00e3o em depress\u00e3o ou morreram durante esses dois anos, mas pretende fazer um estudo sobre o tema. \u00c9 o que diz Albanita Roberta de Lima, l\u00edder do Programa Sa\u00fade de Bem-Estar Social da institui\u00e7\u00e3o, financiado pela Samarco e orientado por um Comit\u00ea Interfederativo (CIF), composto por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e a sociedade civil.<\/p>\n<p>Albanita argumenta tamb\u00e9m que existe um servi\u00e7o dispon\u00edvel aos atingidos para trabalhar com a quest\u00e3o da sa\u00fade mental. \u201cDesde o dia do rompimento, j\u00e1 foi disponibilizado um conjunto de profissionais, que v\u00e3o de m\u00e9dicos a psiquiatras, primeiro contratado pela Samarco e depois pela funda\u00e7\u00e3o\u201d, diz. \u201cA gente entende que \u00e9 um sintoma normal, porque mexemos com a vida dessas pessoas. Elas foram tiradas da sua vida, do seu cotidiano, e isso precisa ser reparado. \u00c9 preciso lembrar que determinadas pessoas t\u00eam mais dificuldade para superar esse, vamos dizer assim, inconveniente que ocorre em sua vida&#8221;.<\/p>\n<p>A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai desenvolver o projeto Prismma, para pesquisar a situa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental das fam\u00edlias atingidas pela trag\u00e9dia. A equipe estar\u00e1 em Mariana entre os dias 15 e 17 de novembro para aplicar um question\u00e1rio a 1,2 mil v\u00edtimas.<\/p>\n<p><strong>Sofrimento ser\u00e1 cobrado na indeniza\u00e7\u00e3o, diz promotor<\/strong><\/p>\n<p>O promotor do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais, Guilherme Meneghin, atua em a\u00e7\u00f5es e acordos extrajudiciais para garantir os direitos dos moradores de Mariana. Ele diz que existe uma complexidade na quest\u00e3o, por n\u00e3o existir a causa de morte por depress\u00e3o, mas confirma que os casos de sofrimento mental s\u00e3o comuns. N\u00e3o s\u00f3 pelo trauma que viveram h\u00e1 dois anos, mas pelas consequ\u00eancias de mudan\u00e7a de moradia do meio rural para o urbano, as confus\u00f5es com o cadastro de atingidos e o atraso na constru\u00e7\u00e3o dos reassentamentos.<\/p>\n<p>\u201cTivemos uma audi\u00eancia na semana pessada, em que metade das pessoas era idosa e n\u00e3o foi contemplada com os aux\u00edlios. V\u00e1rias delas desmaiaram. Sa\u00edram chorando da audi\u00eancia. Quem era contemplado, de emo\u00e7\u00e3o. Quem n\u00e3o era, de profundo ultraje\u201d, relata.<\/p>\n<p>A Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, al\u00e9m da companhia contratada VogBR e 22 pessoas, entre dirigentes e representantes, j\u00e1 respondem a um processo criminal pela morte das 19 v\u00edtimas de 5 de novembro de 2015. A acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 de homic\u00eddio com dolo eventual. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 de responsabilidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/p>\n<p>De acordo com o promotor do MPMG, Guilherme Meneghin, \u00e9 dif\u00edcil enquadrar as mortes de atingidos com depress\u00e3o no contexto criminal, mas \u00e9 poss\u00edvel atuar na \u00e1rea c\u00edvel. \u201cEsse sofrimento ser\u00e1 cobrado na indeniza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, os custos com vel\u00f3rio e o enterro do pai de Leon\u00eddia foram da fam\u00edlia. Segundo ela, nunca receberam uma liga\u00e7\u00e3o para manifestar pesar pela morte de Alexandre. Mas Leon\u00eddia diz que n\u00e3o quer nada disso. Seu maior desejo \u00e9 ir embora da cidade. \u201cA \u00fanica coisa que quero \u00e9 que eles entreguem minha casa. A de todo mundo. Eles t\u00eam que agilizar a compra do terreno. Aqui tem muita fam\u00edlia que n\u00e3o est\u00e1 feliz. Eu quero ir embora. A gente era muito feliz\u201d, repete durante a entrevista.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. Clique em curtir no endere\u00e7o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\"><font color=\"red\">www.facebook.com\/aconteceunovale<\/font><\/a> ou no box abaixo:<\/p>\n<div class=\"fb-like\" data-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" data-width=\"120\" data-layout=\"standard\" data-action=\"like\" data-size=\"small\" data-show-faces=\"true\" data-share=\"true\"><\/div>\n<p><\/br><\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dois anos, a folha do calend\u00e1rio das casas de dois distritos de Mariana e um de Barra Longa, em Minas Gerais, foi virada pela \u00faltima vez. O dia 5 de novembro de 2015 se eternizou nas paredes das casas que ficaram de p\u00e9 em Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira. 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