{"id":123047,"date":"2017-10-21T18:53:44","date_gmt":"2017-10-21T20:53:44","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=123047"},"modified":"2017-10-21T18:53:44","modified_gmt":"2017-10-21T20:53:44","slug":"pesquisa-da-onu-alerta-para-alto-numero-de-gestantes-adolescentes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=123047","title":{"rendered":"Pesquisa da ONU alerta para alto n\u00famero de gestantes adolescentes no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Monique Andressa Ferreira, 32 anos, teve a primeira filha na adolesc\u00eancia, quando cursava o segundo ano do ensino m\u00e9dio. Moradora de Presidente Prudente (SP), pouco depois de ter Isabela foi aprovada para o curso de fisioterapia em Cascavel (PR), em tempo integral. Para n\u00e3o interromper os estudos, contou com o apoio dos pais, que assumiram a maior parte dos cuidados com a filha enquanto ela se graduava.<\/p>\n<p>\u201cNa \u00e9poca, n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o de nada. A sorte \u00e9 que tive apoio dos meus pais, que n\u00e3o permitiram que me casasse e me estimularam a continuar os estudos\u201d, afirmou Monique. A ajuda tamb\u00e9m veio do ent\u00e3o namorado e de sua fam\u00edlia. \u201cForam dua fam\u00edlias que se uniram para poder ajudar nessa situa\u00e7\u00e3o. \u00c9ramos muito novos, eu com 16 e ele com 17\u201d, lembra sorrindo. Formada, Monique voltou para a cidade natal e, pouco tempo depois, foi aprovada em um concurso p\u00fablico. Hoje, ela mora com a fam\u00edlia em Primavera do Leste (MT).<\/p>\n<p>O casamento com o pai de Isabela ocorreu h\u00e1 oito anos. Apenas h\u00e1 dois eles decidiram ter o segundo filho, Natan Henrique. &#8220;Na primeira gravidez n\u00e3o tinha o amadurecimento, a maturidade que tenho hoje. Por isso, esperei tanto tempo para ter outro filho. Precisei estar preparada\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Relat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Monique e Isabela n\u00e3o \u00e9 incomum. No Brasil, um em cada cinco beb\u00eas nasce de m\u00e3es adolescentes, segundo relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas Mundos Distantes: Sa\u00fade e direitos reprodutivos em uma era de desigualdade, lan\u00e7ado esta semana. Isso significa que ocorrem 65 gesta\u00e7\u00f5es para cada mil meninas de 15 a 19 anos. Referentes ao per\u00edodo de 2006 a 2015, os dados tornam o Brasil o s\u00e9timo da Am\u00e9rica do Sul no quesito taxa de gravidez adolescente. Pa\u00edses desenvolvidos como Fran\u00e7a e Alemanha registram entre seis e oito casos do tipo, a cada grupo de mil meninas.<\/p>\n<p>Apesar do percentual ainda ser alto, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informa que a gravidez na adolesc\u00eancia teve uma queda de 35% no Brasil. A redu\u00e7\u00e3o foi de 750.537 nascidos vivos de m\u00e3es entre 10 e 19 anos, em 2004, para 489.975, em 2015. Segundo o minist\u00e9rio, a diminui\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada a v\u00e1rios fatores, entre os quais a expans\u00e3o do programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia e o programa Sa\u00fade na Escola, que oferece informa\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade. Apesar dos esfor\u00e7os, 66% das gravidezes em adolescentes s\u00e3o indesejadas.<\/p>\n<p><strong>Creches<\/strong><\/p>\n<p>O estudo elaborado pelo Fundo de Popula\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (Unfpa) indica que de cada cinco adolescentes brasileiras que engravidaram tr\u00eas n\u00e3o trabalham nem estudam, sete em cada dez s\u00e3o afrodescendentes e aproximadamente a metade mora na regi\u00e3o Nordeste. Diante desse quadro, a ONU relaciona a ocorr\u00eancia \u00e0s desigualdades, que geram dificuldades no acesso \u00e0 sa\u00fade, o que envolve a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos e a capacidade de planejamento familiar, algo que, conforme o relat\u00f3rio, acaba sendo vi\u00e1vel apenas para as camadas mais privilegiadas.<\/p>\n<p>A falta de pol\u00edticas que garantam creches limita as mulheres na busca por empregos. Problemas tamb\u00e9m atingem aquelas que est\u00e3o no mercado de trabalho, pois muitas vezes s\u00e3o levadas a escolher entre avan\u00e7ar na carreira e se tornar m\u00e3es. Isso ocorre j\u00e1 ap\u00f3s a gravidez, dados os limites das licen\u00e7as-maternidade e paternidade. Al\u00e9m dos desafios enfrentados por cada fam\u00edlia, os impactos estendem-se \u00e0 sociedade em geral.<\/p>\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas destacam que a demanda n\u00e3o atendida por servi\u00e7os de sa\u00fade pode enfraquecer as economias, j\u00e1 que as mulheres, sobretudo as mais pobres, perdem possibilidades de desenvolver habilidades, alcan\u00e7ar poder econ\u00f4mico e comprometer a meta de eliminar a pobreza no mundo.<\/p>\n<p>Por isso, o estudo recomenda que os governos priorizem pessoas em situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade, especialmente as jovens mulheres pobres, desenvolvendo pol\u00edticas de combate \u00e0 desigualdade de g\u00eanero e \u00e0 garantia de direitos, como o direito \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Planejamento<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA desigualdade de g\u00eanero e a disparidade no gozo da sa\u00fade e dos direitos sexuais e reprodutivos s\u00e3o dois aspectos fundamentais que n\u00e3o recebem suficiente aten\u00e7\u00e3o, especialmente o \u00faltimo.\u201d O relat\u00f3rio, que trata de outros aspectos relacionados \u00e0 quest\u00e3o, como taxa de mortalidade, revela que \u00e9 preciso ampliar a disponibilidade e a acessibilidade da informa\u00e7\u00e3o e dos servi\u00e7os para se obter melhores resultados no \u00e2mbito da sa\u00fade reprodutiva. \u201cMas isso \u00e9 apenas parte da solu\u00e7\u00e3o. A menos que comecemos a abordar desigualdades estruturais e multidimensionais dentro das sociedades, nunca alcan\u00e7aremos o mais alto n\u00edvel de sa\u00fade sexual e reprodutiva para todos\u201d, alerta o minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirma que investe em pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e em a\u00e7\u00f5es para o planejamento reprodutivo. A principal a\u00e7\u00e3o de preven\u00e7\u00e3o da gravidezes n\u00e3o desejadas \u00e9 a oferta de oito m\u00e9todos contraceptivos em postos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>As modalidades s\u00e3o injet\u00e1vel mensal, injet\u00e1vel trimestral, minip\u00edlula, p\u00edlula combinada, diafragma, p\u00edlula anticoncepcional de emerg\u00eancia (ou p\u00edlula do dia seguinte), camisinha (feminina e masculina) e Dispositivo Intrauterino (DIU). Este ano, o \u00f3rg\u00e3o ampliou o acesso ao DIU, m\u00e9todo que, por durar 10 anos de forma cont\u00ednua, n\u00e3o precisa ser acionado antes do ato sexual. Ele n\u00e3o previne, contudo, as doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis. Nas unidades de sa\u00fade, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel obter orienta\u00e7\u00f5es sobre planejamento familiar.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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