{"id":122850,"date":"2017-10-17T13:34:03","date_gmt":"2017-10-17T15:34:03","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=122850"},"modified":"2017-10-17T13:34:03","modified_gmt":"2017-10-17T15:34:03","slug":"igualdade-entre-homem-e-mulher-pode-agregar-us-28-trilhoes-ao-pib-global-ate-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=122850","title":{"rendered":"Igualdade entre homem e mulher pode agregar US$ 28 trilh\u00f5es ao PIB global at\u00e9 2025"},"content":{"rendered":"<p>A promo\u00e7\u00e3o da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres poderia agregar US$ 28 trilh\u00f5es ao Produto Interno Bruto (PIB) global at\u00e9 2025, informa o relat\u00f3rio Situa\u00e7\u00e3o da Popula\u00e7\u00e3o Mundial 2017 lan\u00e7ado hoje (17) pelo Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA).<\/p>\n<p>Segundo o documento, estudos apontam que uma associac\u00e3o positiva entre igualdade de g\u00eanero, PIB\u00a0<em>per capita\u00a0<\/em>e n\u00edveis de desenvolvimento humano e a redu\u00e7\u00e3o das desigualdade de g\u00eanero \u00e9 um fator determinante para que o mundo consiga atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), em 2030.<\/p>\n<p>Mas esse cen\u00e1rio est\u00e1 longe de ser atingido. Dados do relat\u00f3rio mostram que os homens ocupam 76% da for\u00e7a de trabalho global, enquanto as\u00a0 mulhres representam 50%. A pesquisa mostra ainda o valor pago as mulheres corresponde a 77% aos dos homens.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, em raz\u00e3o das desigualdades, apenas metade das mulheres em todo o mundo possui emprego remunerado. Outro dado alarmante: das mulheres que conseguem entrar no mercado, em todo o mundo, 3 em cada 5 n\u00e3o t\u00eam acesso a licen\u00e7a maternidade, e muitas pagam \u201cpenalidade pela maternidade\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, esses n\u00fameros mostram que as desigualdades em sa\u00fade e direitos sexuais e reprodutivos t\u00eam um impacto \u201cevidente\u201d na desigualdade econ\u00f4mica. \u201cO que significa que para as mulheres de qualquer lugar, a gravidez e a criac\u00e3o dos filhos podem significar a exclusa o da for\u00e7a do trabalho ou sal\u00e1rios mais baixos\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, as mulheres mais pobres s\u00e3o as mais atingidas. \u201cEm muitos pa\u00edses em desenvolvimento, as mulheres pobres, que est\u00e3o nos 20% inferiores da escala de renda, e principalmente aquelas nas \u00e0reas rurais, t\u00eam menos probabilidade de acesso a contraceptivos, cuidado durante a gravidez e o parto do que suas contrapartes nas \u00e1reas urbanas mais ricas.\u201d<\/p>\n<p>Sem acesso a contracep\u00e7\u00e3o, as mulheres pobres, especialmente as menos instru\u00eddas e que moram em \u00e1reas rurais, \u201cest\u00e1 em maior risco de uma gravidez n\u00e3o intencional. Isso pode gerar riscos de sa\u00fade e repercuss\u00f5es\u00a0 econ\u00f4micas por toda a vida. A falta de poder para decidir se, quando ou com que frequ\u00eancia engravidar pode limitar sua educa\u00e7\u00e3o, atrasar a participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho remunerada e reduzir os ganhos.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que o acesso limitado ao planejamento reprodutivo reflete em 89 milh\u00f5es de gravidez n\u00e3o intencionais e 48 milh\u00f5es de abortos em pa\u00edses em desenvolvimento todos os anos. A UNFPA diz que a cada US$ 1 gasto em servi\u00e7os os contraceptivos reduz o gasto de assist\u00eancia relacionada a gravidez em US$ 2,22.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram ainda que \u201cem 2015 houve aproximadamente 14,5 milh\u00f5es de partos de adolescentes em 156 pa\u00edses, territ\u00f3rios e outras \u00e1reas em desenvolvimento\u201d. A maioria dos partos de adolescentes no mundo (95%) ocorre nos pa\u00edses em desenvolvimento e nove de cada dez desses partos ocorrem em um casamento ou uma uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses casamentos infantis costumam ser mais frequentes em pa\u00edses onde a pobreza extrema e entre os grupos mais pobres nos pa\u00edses. \u201cAs adolescentes (entre 15 e 19 anos de idade) nos domic\u00edlios que est\u00e1 o entre os 20% mais pobres nos pa\u00edses em desenvolvimento t\u00eam cerca de tr\u00eas vezes mais partos do que as adolescentes nos domic\u00edlios que est\u00e1\u00a0 entre os 20% mais ricos. As adolescentes em \u00e1reas rurais t\u00eam, em m\u00e8dia, duas vezes mais partos (taxa por 1mil mulheres) do que suas contrapartes nas cidades\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Brasil<\/strong><\/p>\n<p>No caso do Brasil, o relat\u00f3rio mostra que um em cada cinco beb\u00eas nascem de m\u00e3es adolescentes. O estudo mostra ainda que entre essas m\u00e3es adolescentes, de cada cinco, tr\u00eas n\u00e3o trabalham nem estudam; sete em cada dez s\u00e3o afrodescendentes e aproximadamente a metade delas mora na Regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p>Segundo o material, a juventude enfrenta tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas: acesso limitado a servi\u00e7os e insumos de sa\u00fade sexual e reprodutiva; acesso limitado a educa\u00e7\u00e3o de qualidade e a oportunidades de emprego; e uma alta exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, em especial contra meninas e viol\u00eancia letal a jovens negros e em comunidades mais pobres.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio mostra ainda o longo caminho que o pa\u00eds precisa percorrer para reduzir as desigualdades entre homens e mulheres. Segundo o estudo, do total de 22,5% das pessoas jovens (15-29 anos), no pa\u00eds, n\u00e3o estudam e nem trabalham. Desses jovens, mais de 65% s\u00e3o mulheres, sendo que a maioria (54,1%) tinha ao menos um filho ou filha.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, na popula\u00e7\u00e3o de dez anos ou mais, a propor\u00e7ao de mulheres que cuida dos afazeres dom\u00e9stidos chega a 88%, enquanto na parcela masculina fica em 51,5%. Na divis\u00e3o da m\u00e9dia de horas semanais dedicadas a afazeres dom\u00e9sticos, os homens dedicam 10,5h e mulheres 23,3h, mais que o dobro.<\/p>\n<p>Para a UNFPA, isso significa menos possibilidade de completar o ensino formal e, consequentemente, de acesso ao mercado de trabalho e de alcan\u00e7arem independ\u00eacia financeira nas mesmas condi\u00e7\u00f5es que homens ou de mulheres mais ricas.<\/p>\n<p>Segundo a UNFPA, o maior n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o de meninas e mulheres tem uma associa\u00e7\u00e3o positiva com melhores resultados em sa\u00fade materna e infantil, assim como menores taxas de mortalidade. A melhoria na igualdade de g\u00eanero que resulta de uma maior parcela de mulheres na for\u00e7a de trabalho tem sido associada a menor desigualdade de renda\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>De acordo com representate da UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, o desafio n\u00e3o \u00e9 apenas reduzir a pobreza e a desigualdade econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m as desigualdades quanto as oportunidades. \u201cO que o relat\u00f3rio est\u00e1 falando \u00e9 que pensar desigualdade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o quanto uma pessoa tem ou n\u00e3o tem. Ele est\u00e1 dizendo que \u00e9 isso, mas n\u00e3o s\u00f3: \u00e9 o que as pessoas podem fazer nas suas vidas ou podem n\u00e3o fazer\u00a0 dependendo do acesso a oportunidades que tiveram, particularmente no momento quando eram crian\u00e7as e adolescentes e puderam completar todo esse ciclo de educa\u00e7\u00e3o, de sa\u00fade e de inser\u00e7\u00e3o na vida produtiva\u201d, disse Nadal \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Para o FNDA, somente com a promo\u00e7\u00e3o\u00a0 da equidade de direitos de mulheres e meninas, especialmente no acesso universal aos servi\u00e7os e direitos de sa\u00fade sexual e reprodutiva \u2013 s\u00e3o necess\u00e1rios para alcan\u00e7ar o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para o fundo o cen\u00e1rio colocado traz amea\u00e7as \u00e0 paz e ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) e que a menos que as \u201cdesigualdades recebam aten\u00e7\u00e3o urgente e que as mulheres, em especial as mais pobres\u201d, esse cen\u00e1rio n\u00e3o ser\u00e1 atingido.<\/p>\n<p>Segundo Nadal, a sociedade pode colher grandes benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais quando todas as pessoas puderem desfrutar de seus direitos a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o. No caso das mulheres, essa quest\u00e3o passa por decidir se, quando e com que frequ\u00eancia engravidar; e quando os homens e mulheres est\u00e3o em p\u00e9 de igualdade na for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;O crescimento econ\u00f4mico por si s\u00f3 n\u00e3o basta. \u00c9 preciso que ele seja tamb\u00e9m um crescimento distributivo, equitativo, que realmente camadas amplas da popula\u00e7\u00e3o possam se beneficiar do crescimento econ\u00f4mico. Porque se permanecer muito concentrado em setores pequenos da popula\u00e7\u00e3o ele n\u00e3o vai ser duradouro, n\u00e3o vai ser sustent\u00e1vel e vai gerar mais desigualdade\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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