{"id":121947,"date":"2017-09-30T11:50:35","date_gmt":"2017-09-30T13:50:35","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=121947"},"modified":"2017-10-03T12:20:58","modified_gmt":"2017-10-03T14:20:58","slug":"angelandia-recebe-o-segundo-festival-de-flautas-do-jequitinhonha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=121947","title":{"rendered":"Angel\u00e2ndia recebe o segundo Festival de Flautas do Jequitinhonha"},"content":{"rendered":"<p>A Comunidade dos Ramos, do munic\u00edpio de Angel\u00e2ndia\/MG, realiza no dias 30 setembro e 1\u00b0 de outubro, s\u00e1bado e domingo, o II Encontro de flautas do Jequitinhonha. Trata-se de um festival dedicado a uma das express\u00f5es mais singulares do Vale do Jequitinhonha, as bandas de taquara. Com entrada franca, o evento reunir\u00e1 as bandas de taquara do Alto-M\u00e9dio Jequitinhonha. O evento tem patroc\u00ednio da Codemig.<\/p>\n<p>Localizada na zona rural, a 2 km da sede municipal de Angel\u00e2ndia, a Comunidade dos Ramos ter\u00e1 apresenta\u00e7\u00f5es de grupos tradicionais da regi\u00e3o, oficinas de constru\u00e7\u00e3o de flautas, confec\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras das bandas de taquara, cer\u00e2mica e vozes da folia. O p\u00fablico ainda poder\u00e1 levar para casa produtos da feira de artesanato e agricultura familiar produzidos em diversas comunidades e aprender dan\u00e7as tradicionais no baile regional. Est\u00e3o previstas ainda a participa\u00e7\u00e3o da Folia de Reis da Comunidade dos Ramos e o tradicional Leil\u00e3o de Quitandas.  No Encontro, dez bandas de taquara dos munic\u00edpios de Minas Novas, Capelinha, Angel\u00e2ndia e Setubinha, estar\u00e3o presentes.<\/p>\n<p>O evento j\u00e1 celebra desdobramentos especiais. Seu valor cultural agregado j\u00e1 p\u00f4de ser constatado a partir de sua primeira edi\u00e7\u00e3o, realizada na comunidade rural de Quilombo, no munic\u00edpio de Minas Novas, Minas Gerais.Incentivados pelo Festival, uma das fam\u00edlias da comunidade anfitri\u00e3 retomou o artesanato de cer\u00e2mica que, h\u00e1 duas d\u00e9cadas, estava parado. Dona Cota j\u00e1 prepara panelas, botijas e outras pe\u00e7as para expor na feira, junto com as esteiras de palha que tamb\u00e9m s\u00e3o feitas na comunidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/encontro_flautas.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto: Kika Antunes\/Reprodu\u00e7\u00e3o Secretaria de Cultura de Minas Gerais)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>O ENCONTRO<\/strong><\/p>\n<p>Em novembro de 2016 foi realizado o I Encontro de Flautas do Jequitinhonha na comunidade quilombola de Quilombo, \u00e1rea rural do munic\u00edpio de Minas Novas. O evento contou com apresenta\u00e7\u00f5es musicais de diversos grupos tradicionais da regi\u00e3o, oficinas de constru\u00e7\u00e3o de instrumentos e m\u00e1scaras. O p\u00fablico ainda p\u00f4de aprender como se faz a extra\u00e7\u00e3o e manejo da cera de abelha, que \u00e9 usada na fabrica\u00e7\u00e3o de flautas, caixas e m\u00e1scaras, aprender diversas dan\u00e7as tradicionais da regi\u00e3o e participar de uma roda de conversa sobre patrim\u00f4nio cultural e direito quilombola. Ainda foram proporcionadas atividades para crian\u00e7as, que ficaram a cargo dos brincantes Adelsin e Viviane Fortes. Foi a primeira vez em que sete bandas de taquara dos munic\u00edpios de Minas Novas, Capelinha e Angel\u00e2ndia se reuniram em um mesmo evento.<\/p>\n<p>Farinhas, feij\u00f5es, legumes, frutas, pe\u00e7as de cer\u00e2mica e madeira e instrumentos musicais diversos deram o tom da feira de artesanato e agricultura familiar. Os visitantes tiveram a oportunidade de adquirir os produtos oriundos das oito comunidades presentes e conhecer melhor seus alimentos e utilit\u00e1rios, como gamelas e cuias feitas em caba\u00e7a ou coit\u00e9.<\/p>\n<p>O evento, que teve um p\u00fablico de cerca de 700 pessoas, foi muito bem avaliado na regi\u00e3o pelas comunidades e bandas de taquara participantes e ensejou uma continuidade, que se concretiza agora, com o II Encontro de Flautas do Jequitinhonha.<\/p>\n<p><strong>AS BANDAS DE TAQUARA DO JEQUITINHONHA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por Daniel de Lima Magalh\u00e3es, idealizador e coordenador do Encontro de Flautas do Jequitinhonha<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNa zona rural pr\u00f3xima \u00e0s cidades de Capelinha, Minas Novas, Angel\u00e2ndia e Setubinha, no Alto Jequitinhonha, tornou-se popular a figura do \u2018canudeiro\u2019, tocando uma flauta chamada \u2018canudo\u2019. Este \u00e9 um nome regional que se refere \u00e0 mesma flauta conhecida por \u2018gaita\u2019 em outras partes do Norte de Minas, em Sergipe e na Bahia. Participa o canudeiro de conjuntos musicais centen\u00e1rios, conhecidos por \u2018bandas de taquara\u2019, um nome que revela ao mesmo tempo o material de que s\u00e3o feitos os canudos e a proemin\u00eancia que eles t\u00eam no grupo. Atualmente existem nove bandas de taquara em atividade, em comunidades rurais: Bem Posta e Santiago\/Quilombo, no munic\u00edpio de Minas Novas; Santo Ant\u00f4nio do Fanado e Chapadinha, no munic\u00edpio de Capelinha; Santo Ant\u00f4nio dos Moreiras (onde h\u00e1 duas) e Sap\u00e9\/Timirim, no munic\u00edpio de Angel\u00e2ndia; Quaresma e C\u00f3rrego dos Mendes, no munic\u00edpio de Setubinha.<\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas fundamentais destes grupos \u00e9 a presen\u00e7a de uma gama definida de instrumentos musicais, tendo por base duas flautas, algumas caixas (tr\u00eas ou mais), zabumba (um ou mais), pandeiros e reco-recos. Algumas bandas incluem um instrumento harm\u00f4nico, ocasionalmente, como o acordeon, a viola ou o cavaquinho. Chocalho de latinha, matraca e outras percuss\u00f5es pequenas s\u00e3o tamb\u00e9m ocasionalmente vistos. As bandas de taquara t\u00eam uma m\u00e9dia de 12 a 15 integrantes, podendo chegar a 20 tocadores ou mais, em alguns casos.<\/p>\n<p>Entre as bandas, h\u00e1 algumas bem antigas, contando certamente com mais de 100 anos de atividade cont\u00ednua, como a da Bem Posta e a de Santo Ant\u00f4nio dos Moreiras. A maioria delas, por\u00e9m, \u00e9 mais recente, apesar de formadas por tocadores experientes, que participaram de grupos antigos, j\u00e1 extintos. \u00c9 o caso das marujadas das comunidades de Sap\u00e9\/Timirim e Chapadinha, criadas por seus l\u00edderes h\u00e1 cerca de 15 anos. A cria\u00e7\u00e3o de novas bandas continua em pleno vigor, tendo a \u00faltima marujada surgido h\u00e1 6 anos, na comunidade de Santo Ant\u00f4nio do Fanado, munic\u00edpio de Capelinha. Na realidade, o que houve foi a retomada de um antigo grupo, desativado h\u00e1 mais de 40 anos.<\/p>\n<p>As bandas de taquara, enquanto \u2018bandas de m\u00fasica\u2019, s\u00e3o requisitadas principalmente para as domingadas e as festas de santo, sendo as respons\u00e1veis pelos levantamentos de mastro, prociss\u00f5es, alvoradas, acompanhamento de dan\u00e7as, leil\u00f5es e outros eventos. Apesar das incertezas quanto \u00e0 origem destas bandas ou \u2018marujadas\u2019 (outra denomina\u00e7\u00e3o pelos quais s\u00e3o conhecidos estes grupos), pode-se dizer que elas s\u00e3o peculiares a esta regi\u00e3o, com caracter\u00edsticas marcantes, que as distinguem de outras marujadas mineiras (h\u00e1 delas em v\u00e1rias partes do Estado) e de forma\u00e7\u00f5es que t\u00eam presen\u00e7a de flautas e caixas (como os tocadores de p\u00edfanos do Serro e Minas Novas ou as folias do Baixo Jequitinhonha e das demais bandas de p\u00edfanos espalhados por todo o Nordeste brasileiro). Tal singularidade confere a este patrim\u00f4nio uma grande relev\u00e2ncia que deveria ser traduzida em a\u00e7\u00f5es de salvaguarda compat\u00edveis com seu valor cultural. \u201c<\/p>\n<p><em>(Texto de Daniel de Lima Magalh\u00e3es, autor do livro \u201cCanudos, gaitas e p\u00edfanos: as flautas do norte de Minas\u201d (2010), entre outras publica\u00e7\u00f5es.)<\/em><\/p>\n<p>***Daniel de Lima Magalh\u00e3es, idealizador e coordenador do Encontro de Flautas do Jequitinhonha: Natural de Belo Horizonte, m\u00fasico, educador musical, lutier e pesquisador. Graduado em M\u00fasica e Mestre em Musicologia, ambos pela UFMG. Vencedor do Pr\u00eamio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN, na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial, com a a\u00e7\u00e3o &#8220;Flautas tradicionais do Vale do Jequitinhonha&#8221;. Autor dos livros \u201cCanudos, gaitas e p\u00edfanos: as flautas do norte de Minas\u201d e \u201cCancioneiro do Jequitinhonha: 160 partituras para flauta\u201d, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de document\u00e1rios e outras publica\u00e7\u00f5es sobre a cultura popular no norte de Minas. Fundador e integrante do grupo musical Cataventor\u00e9 e integrante do Pipiru\u00ed, grupo tradicional de pifeiros de Concei\u00e7\u00e3o do Mato Dentro.<\/p>\n<p><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n<p><strong>30 de setembro, s\u00e1bado, de 8h \u00e0s 22h:<\/strong><\/p>\n<p>Feira de artesanato e agricultura familiar<\/p>\n<p>Leil\u00e3o<\/p>\n<p>Baile Regional<\/p>\n<p>Oficinas:<\/p>\n<p>&#8211; confec\u00e7\u00e3o de flautas<\/p>\n<p>&#8211; confec\u00e7\u00e3o de careta (m\u00e1scaras usadas nas bandas de taquara)<\/p>\n<p>&#8211; cer\u00e2mica<\/p>\n<p>&#8211; vozes da folia<\/p>\n<p>&#8211; dan\u00e7as regionais<\/p>\n<p>Apresenta\u00e7\u00f5es musicais:<\/p>\n<p>&#8211; Bandas de taquara<\/p>\n<p>&#8211; Folia de Santos Reis da Comunidade dos Ramos<\/p>\n<p><strong>1 \u00ba de outubro, domingo, de 8h \u00e0s 18h <\/strong>  <\/p>\n<p>Feira de artesanato e agricultura familiar<\/p>\n<p>Leil\u00e3o<\/p>\n<p>Bingo<\/p>\n<p>Roda de Conversa: Banda de taquara mirim \u2013 uma proposta para a escola regular<\/p>\n<p>Homenagem a mestres e tocadores<\/p>\n<p>Cortejo<\/p>\n<p>Oficina:<\/p>\n<p>&#8211; confec\u00e7\u00e3o de flautas<\/p>\n<p>Apresenta\u00e7\u00f5es musicais:<\/p>\n<p>&#8211; Bandas de taquara<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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