{"id":120888,"date":"2017-08-31T20:39:05","date_gmt":"2017-08-31T22:39:05","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=120888"},"modified":"2017-08-31T20:39:05","modified_gmt":"2017-08-31T22:39:05","slug":"parasita-que-causa-malaria-em-macacos-pode-infectar-humanos-mostra-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=120888","title":{"rendered":"Parasita que causa mal\u00e1ria em macacos pode infectar humanos, mostra pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo liderado por pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que um parasita que causava mal\u00e1ria apenas em macacos est\u00e1 relacionado a casos humanos ocorridos na regi\u00e3o de Mata Atl\u00e2ntica do Rio de Janeiro. Publicado hoje (31\/08\/2017) na revista cient\u00edfica\u00a0<em>The Lancet Global Health<\/em>, o trabalho demonstra que o estado do Rio de Janeiro \u00e9 o segundo foco encontrado no mundo com transmiss\u00e3o desse tipo de mal\u00e1ria. O primeiro local em que o protozo\u00e1rio foi encontrado em humanos foi na Mal\u00e1sia, na \u00c1sia.<\/p>\n<p>Conhecido como\u00a0<em>Plasmodium simium<\/em>, o parasita foi respons\u00e1vel pela infec\u00e7\u00e3o de 28 pessoas na regi\u00e3o de Mata Atl\u00e2ntica fluminense em 2015 e 2016. Enquanto de 2006 a 2014, o Rio registrava m\u00e9dia de quatro casos aut\u00f3ctones (locais) de mal\u00e1ria por ano, em 2015 e 2016, esse \u00edndice subiu para 33 e 16, respectivamente. Com a descoberta, o protozo\u00e1rio torna-se causador do sexto tipo de mal\u00e1ria humana. No Brasil, a doen\u00e7a era conhecidamente causada por tr\u00eas esp\u00e9cies do g\u00eanero\u00a0<em>Plasmodium<\/em>:\u00a0<em>P. vivax<\/em>,\u00a0<em>P. falciparum<\/em>\u00a0e\u00a0<em>P. malariae<\/em>.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador do estudo, Cl\u00e1udio Tadeu Daniel-Ribeiro, chefe do Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Mal\u00e1ria do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz) a descoberta tem impacto relevante para a sa\u00fade p\u00fablica, por representar uma nova forma de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA partir dos dados trazidos por esse estudo, \u00e9 razo\u00e1vel supor que uma nova modalidade de transmiss\u00e3o, envolvendo macacos, mosquitos prevalentes na regi\u00e3o e um parasita diferente do\u00a0<em>P. vivax<\/em>\u00a0encontrado na Amaz\u00f4nia est\u00e1 causando os casos nas regi\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica do Rio de Janeiro e, possivelmente, em outros estados\u201d, disse. \u201cNo entanto, do ponto de vista da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, os casos de mal\u00e1ria que detectamos representam uma parcela m\u00ednima dos registros da doen\u00e7a no pa\u00eds. Al\u00e9m disso, todos os pacientes diagnosticados com a infec\u00e7\u00e3o apresentaram apenas sintomas leves e se recuperaram rapidamente ap\u00f3s o tratamento\u201d, disse Daniel-Ribeiro, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenador do Centro de Pesquisa, Diagn\u00f3stico e Treinamento em Mal\u00e1ria da Fiocruz.<\/p>\n<p>O tratamento contra mal\u00e1ria varia conforme o tipo do protozo\u00e1rio que causa a doen\u00e7a e \u00e9 feito com medicamentos antimal\u00e1ricos. O parasita\u00a0<em>P. falciparum<\/em>\u00a0o mais grave e \u00e9 encontrado na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Esse tipo de mal\u00e1ria pode levar at\u00e9 a morte do doente. O principal sintoma da doen\u00e7a \u00e9 a febre e pode haver dores de cabe\u00e7a, no corpo e nas articulal\u00e7\u00f5es. Segundo o estudo, a mal\u00e1ria da Mata Atl\u00e2ntica costuma ter poucos sintomas e raramente \u00e9 motivo de interna\u00e7\u00e3o hospitalar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Fiocruz, colaboraram para o estudo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), o Centro Universit\u00e1rio Serra dos \u00d3rg\u00e3os (Unifeso), o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea), o Programa Nacional de Controle e Preven\u00e7\u00e3o da Mal\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, al\u00e9m da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, e a Universidade de Nagasaki, no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/malaria_macacos.jpg\" alt=\"\" \/><em>Fotomontagem &#8211; Ana Luiza de Oliveira Costa \/ O Globo<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Sinal de alerta<\/strong><\/p>\n<p>A maior preval\u00eancia dos casos de mal\u00e1ria no pa\u00eds est\u00e1 na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, com \u00edndice que supera 99% de todo o registro nacional. Contudo, a crescente constata\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica do Rio despertou a aten\u00e7\u00e3o dos especialistas, pois os casos de mal\u00e1ria em humanos foram considerados eliminados h\u00e1 cerca de 50 anos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em quase todos os casos analisados durante as investiga\u00e7\u00f5es, o diagn\u00f3stico inicial apontava pequenas diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas entre o parasita encontrado e o\u00a0<em>P. vivax<\/em>, que comumente infecta indiv\u00edduos na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. As an\u00e1lises indicavam uma maior semelhan\u00e7a entre os parasitas fluminenses e descri\u00e7\u00f5es anteriores do P. simium na literatura cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar se o parasita adquiriu a capacidade de infec\u00e7\u00e3o de seres humanos recentemente ou se a mal\u00e1ria zoon\u00f3tica j\u00e1 infectava seres humanos no local antes da elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a na regi\u00e3o. Para dimensionar a amea\u00e7a apresentada pelo<em>\u00a0P. simium\u00a0<\/em>ser\u00e1 necess\u00e1rio aprofundar os estudos, informou o pesquisador.<\/p>\n<p>An\u00e1lise de mais amostras de humanos, primatas e mosquitos deve determinar a \u00e1rea de circula\u00e7\u00e3o do parasita. Ele informou que tamb\u00e9m ser\u00e1 preciso investigar se a transmiss\u00e3o do\u00a0 ocorre apenas a partir dos macacos ou se as pessoas doentes podem apresentar quantidade suficiente desses protozo\u00e1rios no sangue para infectar mosquitos durante a picada e, consequentemente, os insetos contaminarem outros indiv\u00edduos.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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