{"id":119793,"date":"2017-08-05T23:35:25","date_gmt":"2017-08-06T01:35:25","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=119793"},"modified":"2017-08-05T23:35:25","modified_gmt":"2017-08-06T01:35:25","slug":"inteligencia-artificial-pode-ajudar-no-aprendizado-das-criancas-revela-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=119793","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia artificial pode ajudar no aprendizado das crian\u00e7as, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Formada por nascidos a partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o Alpha est\u00e1 rodeada pela tecnologia e \u00e9 permanentemente impactada por ela. Para essas crian\u00e7as, a intelig\u00eancia artificial (IA), aquela similar \u00e0 humana, mas executada por dispositivos computacionais, dever\u00e1 fazer parte de todos os aspectos de suas vidas. \u00c9 o que revelou uma pesquisa do Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE), sediado nos Estados Unidos, que abordou a opini\u00e3o dos pais que pertencem \u00e0 gera\u00e7\u00e3o Y, ou gera\u00e7\u00e3o do mil\u00eanio, formados pelos nascidos entre 1985 e 2000 e cujos filhos s\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o Alpha. O estudo entrevistou 600 pais e m\u00e3es, com idade entre 20 e 36 anos e pelo menos uma crian\u00e7a de 7 sete anos, no Brasil, China, Jap\u00e3o, Reino Unido, \u00cdndia e Estados Unidos.<\/p>\n<p>De cuidados infantis, passando pela assist\u00eancia m\u00e9dica at\u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de animais de estima\u00e7\u00e3o, os pais da gera\u00e7\u00e3o do mil\u00eanio veem todas as fases da vida de seus filhos envolvidas por tecnologia de intelig\u00eancia artificial. O estudo tamb\u00e9m mostrou que a maioria dos pais de crian\u00e7as da gera\u00e7\u00e3o Alpha considera que um tutor de IA, como um rob\u00f4, aumenta as expectativas de aprendizado mais r\u00e1pido de seus filhos e poder\u00e1 vir a auxili\u00e1-los durante a terceira idade.<\/p>\n<p>Os pequenos, por\u00e9m \u00e1geis dedos de Maria Luiza, de 3 anos, escolhendo os desenhos no\u00a0<em>tablet<\/em>\u00a0s\u00e3o o exemplo dessa gera\u00e7\u00e3o. A m\u00e3e dela, a assessora de imprensa C\u00edntia Arten Rubio, de 32 anos, conta que a filha ganhou o aparelho quando tinha 1 ano. \u201cEla n\u00e3o falava ainda, mas sabia mexer nos v\u00eddeos do YouTube. A m\u00e3e diz que n\u00e3o substituiria uma bab\u00e1 por um rob\u00f4, mas confessa que isso, de certa forma, j\u00e1 acontece. \u201cN\u00e3o traria um rob\u00f4 para dentro de casa para cuidar dela, mas acho que alguns momentos eu substituo, hoje n\u00e3o me vejo num restaurante sem estar com um celular carregado ou o\u00a0<em>tablet<\/em>\u00a0dela ao lado\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, a intelig\u00eancia artificial est\u00e1 dando vida a rob\u00f4s que andam e falam, aproximando-os do comportamento humano, e 40% dos pais da gera\u00e7\u00e3o Y dizem que provavelmente substituiriam uma bab\u00e1 humana por um rob\u00f4-bab\u00e1, ou ao menos usariam o rob\u00f4 para ajudar nos cuidados com as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>M\u00e3e de Maria Alice, de 7 anos, e de Ana Luiza, de 11,\u00a0a funcion\u00e1ria p\u00fablica Isabel Ara\u00fajo, de 34 anos, diz que n\u00e3o substituiriam uma bab\u00e1 por um rob\u00f4. \u201c\u00c9 importante a troca de afetividade, a crian\u00e7a precisa de aten\u00e7\u00e3o e se sentir protegida, acho que um rob\u00f4 n\u00e3o faria nesse sentido nem o trabalho de uma bab\u00e1, que tamb\u00e9m d\u00e1 afeto\u201d, afirma. Opini\u00e3o semelhante tem a fonoaudi\u00f3loga Kely Caetano Benevenuto, de 36 anos, m\u00e3e de Mateus, de 9. \u201cN\u00e3o trocaria, pois a crian\u00e7a precisa da parte afetiva tamb\u00e9m, n\u00e3o s\u00f3 dos cuidados b\u00e1sicos.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 o jornalista Reginaldo Roriz, pai de Lara de 11 anos e de Alice, de 2, disse que admitiria a ajuda de um rob\u00f4, mas n\u00e3o a substitui\u00e7\u00e3o. \u201cDesde beb\u00eas desenvolvermos sentidos e sentimentos baseados na conviv\u00eancia social, que s\u00e3o peculiares ao comportamento humano. O aux\u00edlio de um rob\u00f4 poderia at\u00e9 ser admitido, a substitui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o.\u201d Diretor de uma empresa de tecnologia, Leonardo Souza, de 41 anos, pai de Isis, de 4, tamb\u00e9m aceitaria a ajuda de um rob\u00f4-bab\u00e1, mas n\u00e3o cogitaria a substitui\u00e7\u00e3o. \u201cA ajuda da intelig\u00eancia artificial no nosso cotidiano j\u00e1 \u00e9 presente, muitas vezes n\u00e3o notada, mas n\u00e3o acredito que j\u00e1 tenha sufici\u00eancia para cuidar de uma vida.\u201d<\/p>\n<p><strong>Intelig\u00eancia artificial no processo de aprendizagem<\/strong><\/p>\n<p>Um tutor-rob\u00f4 ajudando nos estudos e na aprendizagem \u00e9 uma possibilidade vista com positividade pelos pais que responderam \u00e0 pesquisa. Para 80% dos entrevistados, a IA aumenta a expectativa quanto \u00e0 melhoria e maior rapidez de aprendizado de seus filhos. Os outros 20% t\u00eam expectativas iguais ou menores, segundo a pesquisa. O estudo ainda apontou que 74% dos pais do mil\u00eanio considerariam um tutor de intelig\u00eancia artificial para seus filhos.<\/p>\n<p>\u201cComo \u00e9 uma tarefa mais t\u00e9cnica, vai ajudar no desenvolvimento do pensamento, do racioc\u00ednio, e como seria por pouco tempo, n\u00e3o teria problema\u201d, avalia Kely Caetano Benevenuto. A consultora de vendas Ana Cl\u00e1udia Souza, de 28 anos, m\u00e3e de Sarah, de 6, tamb\u00e9m consideraria um tutor-rob\u00f4. \u201cPensando pelo lado que hoje em dia as pessoas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o confi\u00e1veis, eu consideraria. Para ajudar seria uma boa op\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 C\u00edntia Arten Rubio n\u00e3o aceitaria um tutor para ajudar sua filha. \u201cN\u00e3o aceitaria, a crian\u00e7a aprende por relacionamento e com rob\u00f4 n\u00e3o existe relacionamento, existe programa\u00e7\u00e3o.\u201d O professor e jornalista Rodrigo Ratier, de 39 anos, pai de Luiza, de 2, tem o mesmo ponto de vista. \u201cO rob\u00f4 teria que ter uma capacidade de interpreta\u00e7\u00e3o muito fina, mesmo para entender o racioc\u00ednio infantil. Acho que o rob\u00f4 traria uma vis\u00e3o do erro que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o legal, n\u00e3o quero que minha filha cres\u00e7a achando que o erro \u00e9 s\u00f3 uma coisa negativa, o erro \u00e9 construtivo.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a IEE, atualmente est\u00e3o em desenvolvimento brinquedos \u201cinteligentes\u201d e aplicativos de intelig\u00eancia artificial que, no futuro, ser\u00e3o capazes de responder \u00e0 linguagem humana e a comportamentos infantis espec\u00edficos. Estes aparelhos tamb\u00e9m ter\u00e3o a capacidade de monitorar em tempo real e aprimorar o aprendizado de vocabul\u00e1rio no futuro.<\/p>\n<p><strong>Entretenimento<\/strong><\/p>\n<p>Para manter a gera\u00e7\u00e3o Alpha entretida, aplicativos, telas interativas e outros dispositivos est\u00e3o sendo usados pelos pais do mil\u00eanio. A pesquisa apontou que 64% dos pais dessas crian\u00e7as alegam que intelig\u00eancia artificial e outras tecnologias permitem a eles mais tempo para fazer outras atividades, mas concordam que as tecnologias diminu\u00edram o tempo de qualidade com seus filhos. \u201cPara quem trabalha fora, quem tem pouco tempo para fazer as tarefas de casa como eu, acaba autorizando isso para distrair a crian\u00e7a, porque hoje em dia voc\u00ea n\u00e3o pode deixar uma crian\u00e7a brincar na rua como antigamente\u201d, lamenta Ana Cl\u00e1udia Souza.<\/p>\n<p>J\u00e1 Kely Benevenuto, que mora em Pira\u00faba (MG), uma cidade de 11 mil habitantes, afirma que a tecnologia n\u00e3o atrapalhou o conv\u00edvio com o filho. \u201cComo a gente mora em cidade pequena, \u00e9 mais f\u00e1cil, agora ele est\u00e1 brincando na pracinha com os colegas. A \u00fanica hora que ele usa meu celular para joguinhos \u00e9 quando estou em casa, mas isso s\u00f3 acontece depois de brincar ao ar livre.\u201d<\/p>\n<p>Para Leonardo Souza, as telas podem ser usadas em conjunto, compartilhando tempo e qualidade . \u201cSe utilizamos juntos, estamos compartilhando uma brincadeira, um jogo, um passatempo.\u201d \u00c9 o que pensa tamb\u00e9m C\u00edntia Arten Rubio. \u201cHoje a gente senta para pintar na folha, mas tamb\u00e9m no celular, tem uns joguinhos que a gente se diverte junto e ainda l\u00ea historinha no tablet\u201d, pontua.<\/p>\n<p>A educadora Bianca Cunha Cerri acredita que jogos e atividades podem de certa maneira auxiliar a crian\u00e7a a ter um racioc\u00ednio mais l\u00f3gico, mas ela precisa do contato com o mundo real. \u201cNa nossa pedagogia, dentro da antroposofia, a crian\u00e7a aprende muito mais na rela\u00e7\u00e3o com o seu par, da sua idade, do que num aplicativo.\u201d Ela afirma que as crian\u00e7as precisam de contato com o mundo. \u201cEles est\u00e3o muito mais ligados \u00e0 natureza, aprendem mais em contato com o que \u00e9 real, com o que \u00e9 verdadeiro\u201d, defende Bianca, que \u00e9 professora do ensino fundamental b\u00e1sico na Escola Associativa Waldorf Veredas, em Campinas (SP).<\/p>\n<p><strong>Rob\u00f4 de estima\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O surgimento de rob\u00f4s de estima\u00e7\u00e3o que podem identificar, cumprimentar e divertir a fam\u00edlia, al\u00e9m de obedecer a comandos, \u00e9 um dos campos de desenvolvimento da intelig\u00eancia artificial. De acordo com a pesquisa, 48% dos pais do mil\u00eanio dizem que provavelmente trocariam um animal de estima\u00e7\u00e3o por um rob\u00f4, caso fosse este o desejo de seus filhos.<\/p>\n<p>\u201cAcharia bom porque pelo menos n\u00e3o deve fazer sujeira n\u00e9?\u201d, brinca Kely Caetano Benevenuto. Mas outros pais ouvidos pela reportagem n\u00e3o trocariam seu c\u00e3ozinho por um bichinho eletr\u00f4nico. \u201cN\u00e3o trocaria porque ele \u00e9 o \u00fanico ser que, se eu tiver um dia ruim, quando chego em casa vem me cumprimentar todo feliz. Um animal rob\u00f4 n\u00e3o teria esse mesmo carinho porque n\u00e3o tem sentimento, \u00e9 programado para fazer aquilo.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO tratamento do cachorrinho que a gente tem em casa \u00e9 outro, minhas filhas t\u00eam preocupa\u00e7\u00e3o com ele, diferente do bichinho virtual. Vai chegar um momento em que elas deixam ele de lado, n\u00e3o \u00e9 o mesmo carinho e aten\u00e7\u00e3o\u201d, diz Isabel Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>A semelhan\u00e7a com um brinquedo tamb\u00e9m \u00e9 lembrada. \u201cAt\u00e9 poderia dar um [rob\u00f4 de estima\u00e7\u00e3o], mas sempre com o trabalho de falar que n\u00e3o \u00e9 de verdade, trataria mais como um brinquedo do que como um animal de estima\u00e7\u00e3o mesmo\u201d, afirma Rodrigo Ratier.<\/p>\n<p>Especialistas acreditam que a engenharia est\u00e1 conduzindo a um vasto campo de atividades com potencial de mudar o mundo: explora\u00e7\u00e3o espacial, uso de drones, inform\u00e1tica, sa\u00fade, medicina, biologia, tecnologia de ve\u00edculos e eletr\u00f4nicos de consumo s\u00e3o somente alguns dos exemplos. Esse alcance de tecnologias que mudam o mundo faz com que os pais do mil\u00eanio encorajarem as crian\u00e7as da gera\u00e7\u00e3o Alpha a seguir uma carreira na \u00e1rea.<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou que 74% dizem que encorajar\u00e3o seus filhos a considerar uma carreira em engenharia (incluindo os 38% que encorajar\u00e3o fortemente) tendo em vista as atividades que mudam o mundo neste campo. \u201cNaturalmente vai existir um vi\u00e9s forte na \u00e1rea de tecnologia, at\u00e9 porque a tecnologia \u00e9 um ponto muito forte de agrega\u00e7\u00e3o entre as diversas \u00e1reas\u201d, acredita o professor Edson Prestes, doutor em ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro s\u00eanior do IEEE.<\/p>\n<p><strong>Rob\u00f4s para a terceira idade<\/strong><\/p>\n<p>Embora a ideia de uma bab\u00e1-rob\u00f4 ainda n\u00e3o seja bem aceita entre os pais, eles confessam que aceitariam um cuidador tecnol\u00f3gico quando estiverem idosos. Segundo a IEEE, a intelig\u00eancia artificial vai potencializar os aparelhos \u201cinteligentes\u201d dos lares. Desde dispositivos de monitoramento e assist\u00eancia, como andadores inteligentes, at\u00e9 rob\u00f4s que auxiliem com tarefas cotidianas. Cerca de dois ter\u00e7os dos pais (63 %) preferem ter tecnologias de IA ajudando-os a viver de forma independente na velhice, enquanto apenas 37% optam por confiar em seus pr\u00f3prios filhos, revela o estudo.<\/p>\n<p>\u00c9 o que pensa Leonardo Souza. \u201cConfio nos filhos, com certeza. Ainda estamos absorvendo as maravilhas da tecnologia, mas muitos recursos criam novos problemas como isolamento social e a s\u00edndrome da desconex\u00e3o.\u201d J\u00e1 Isabel Ara\u00fajo pensa que como os rob\u00f4s poderiam poupar as filhas. \u201cA gente tem sempre a inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o dar trabalho aos filhos, ent\u00e3o, nesse sentido de poup\u00e1-las de ter algum trabalho comigo, eu usaria um rob\u00f4, mas n\u00e3o dispensaria a aten\u00e7\u00e3o delas.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEsses dispositivos rob\u00f3ticos podem trazer in\u00fameros benef\u00edcios nas tarefas cotidianas para os idosos que desejam continuar morando sozinhos\u201d, destaca o professor Edson Prestes. \u201cUma casa inteligente pode fazer o monitoramento para ver se n\u00e3o aconteceu nenhum tipo de acidente, pode identificar e enviar uma mensagem para os respons\u00e1veis\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Mas ele defende que o contato com o ser humano \u00e9 fundamental. \u201cSe esse contato for substitu\u00eddo por um rob\u00f4, certamente toda aquela riqueza de intera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o existir\u00e1. H\u00e1 estudos que mostram que o processo de dem\u00eancia nos idosos \u00e9 acelerado pela falta de intera\u00e7\u00e3o com humanos\u201d, adverte.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. Clique em curtir no endere\u00e7o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\"><font color=\"red\">www.facebook.com\/aconteceunovale<\/font><\/a> ou no box abaixo:<\/p>\n<div class=\"fb-like\" data-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" data-width=\"120\" data-layout=\"standard\" data-action=\"like\" data-size=\"small\" data-show-faces=\"true\" data-share=\"true\"><\/div>\n<p><\/br><\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formada por nascidos a partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o Alpha est\u00e1 rodeada pela tecnologia e \u00e9 permanentemente impactada por ela. 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