{"id":117302,"date":"2017-06-12T22:37:52","date_gmt":"2017-06-13T00:37:52","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=117302"},"modified":"2017-06-12T22:37:52","modified_gmt":"2017-06-13T00:37:52","slug":"pesquisa-conclui-sequenciamento-do-genoma-do-caramujo-da-esquistossomose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=117302","title":{"rendered":"Pesquisa conclui sequenciamento do genoma do caramujo da esquistossomose"},"content":{"rendered":"<p>Um grupo de 118 pesquisadores de 11 pa\u00edses, dos quais 15 do Brasil, que trabalharam na Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz de Minas Gerais (Fiocruz Minas), conseguiu fazer o sequenciamento do genoma do Biomphalaria glabrata, esp\u00e9cie de caramujo hospedeiro intermedi\u00e1rio do verme que causa a esquistossomose. A doen\u00e7a afeta cerca de 240 milh\u00f5es de pessoas no mundo.<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie de caramujo \u00e9 o melhor hospedeiro que existe na natureza, disse nesta segunda-feira (12), o pesquisador Omar dos Santos Carvalho, do Grupo de Helmintologia e Malacologia M\u00e9dica (HMM) da Fiocruz Minas, que participou do estudo.<\/p>\n<p>Segundo ele, essa esp\u00e9cie de caramujo existe em todo lugar no Brasil que tem esquistossomose, pela distribui\u00e7\u00e3o dele e pela alta suscetibilidade ao parasita. Ele disse que a disponibilidade do genoma para a comunidade cient\u00edfica abre um caminho importante para que se trabalhem os genes que est\u00e3o nesse genoma e que levem ao controle desse molusco ou possam torn\u00e1-lo resistente \u00e0 infec\u00e7\u00e3o ao Schistosoma mansoni, causador da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O trabalho sobre o sequenciamento do genoma foi publicado na revista cient\u00edfica internacional Nature Communications. Com os dados desse estudo, que durou 15 anos, j\u00e1 foram publicados mais de 50 artigos, informou Carvalho.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisadores j\u00e1 trabalham para tornar esse molusco resistente \u00e0 infec\u00e7\u00e3o ao parasita. No pr\u00f3prio HMM da Fiocruz Minas, a doutora Marina Mour\u00e3o, coordena uma pesquisa com financiamento da Comunidade Europeia. Ela tenta descobrir qual \u00e9 o gene respons\u00e1vel pela facilidade que esse molusco tem para adquirir a esquistossomose, de modo a torn\u00e1-lo resistente.<\/p>\n<p>O pesquisador Omar Carvalho disse que esse \u00e9 o grande trabalho a ser feito e ter\u00e1 impacto n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas em outras partes do mundo que t\u00eam a doen\u00e7a, como o Caribe e a \u00c1frica.<\/p>\n<p>\u201cSe algum colega conseguir isso, vai ser um passo extremamente importante no sentido de controlar a esquistossomose\u201d, disse o pesquisador. A doen\u00e7a ocorre principalmente no Nordeste do Brasil. H\u00e1 grande preval\u00eancia tamb\u00e9m em Minas Gerais.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, o estudo come\u00e7ou com a coleta de moluscos em Minas Gerais e sua classifica\u00e7\u00e3o tanto pela morfologia como pela biologia molecular. \u201cEles foram infectados para ver se funcionavam realmente com igualdade de condi\u00e7\u00f5es \u00e0s outras Biomphalaria glabrata que n\u00f3s t\u00ednhamos no laborat\u00f3rio. A pesquisa come\u00e7ou aqui, em Belo Horizonte, e depois de 15 anos teve essa publica\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito importante e tem um impacto muito grande tanto na Am\u00e9rica, como na \u00c1frica, entre outros lugares\u201d. A captura e caracteriza\u00e7\u00e3o dos caramujos foram efetuadas pelos pesquisadores Omar Carvalho, Roberta Caldeira e Jos\u00e9 Amorim da Silva<\/p>\n<p>Omar Carvalho disse que qualquer pesquisador do mundo pode agora pegar os dados do sequenciamento do genoma dessa esp\u00e9cie de caramujo e utilizar para fazer outra pesquisa. \u201cDepois que est\u00e1 publicado, \u00e9 de dom\u00ednio p\u00fablico\u201d, lembrou.<\/p>\n<p><strong>Esquistossomose<\/strong><\/p>\n<p>Dados recentes conclu\u00eddos pelo especialista Naftale Katz, coordenador do Inqu\u00e9rito Nacional de Preval\u00eancia da Esquistossomose e das Geo-helmint\u00edases, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, mostram que 1,5 milh\u00e3o de pessoas podem estar infectadas com o Schistosoma mansoni, no Brasil. Omar Carvalho disse que o trabalho do doutor Naftale Katz mostra que a popula\u00e7\u00e3o infectada diminuiu muito, devido a v\u00e1rios fatores como saneamento b\u00e1sico em v\u00e1rias regi\u00f5es ou surgimento de rem\u00e9dios novos.<\/p>\n<p>De acordo com o inqu\u00e9rito, a transmiss\u00e3o ocorre de forma end\u00eamica em Alagoas, na Bahia, no Maranh\u00e3o, em Pernambuco e em Sergipe, na Regi\u00e3o Nordeste, e em Minas Gerais e no Esp\u00edrito Santo, na Regi\u00e3o Sudeste. No per\u00edodo de 2001 a 2015, foram detectados cerca de 38 mil casos na \u00e1rea end\u00eamica. Nesse mesmo per\u00edodo, houve uma m\u00e9dia de 195 interna\u00e7\u00f5es e 488 \u00f3bitos. O documento informa que no restante do pa\u00eds, a maioria dos casos notificados casos \u00e9 importada de \u00e1reas end\u00eamicas, devido ao fluxo migrat\u00f3rio de pessoas. Em 2015, foram notificados 4.356 casos, incluindo as formas graves da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Omar Carvalho disse que a esquistossomose tem uma sintomatologia caracter\u00edstica. Quando a pessoa adquire a doen\u00e7a em sua fase inicial, aparece vermelhid\u00e3o e coceira na pele, febre alta, e enjoo e v\u00f4mito, \u00e0s vezes. \u201cOs sintomas v\u00e3o depender da quantidade de parasitas que est\u00e3o penetrando. Quanto mais alta a carga de parasitas, a sintomatologia \u00e9 mais acentuada tamb\u00e9m\u201d. Na fase cr\u00f4nica, pode aparecer cirrose hep\u00e1tica e outros comprometimentos, como de medula \u00f3ssea, por exemplo, com risco de levar \u00e0 morte.<\/p>\n<p>A esquistossomose \u00e9, atualmente, o segundo maior problema de parasitose no mundo, depois da mal\u00e1ria. A doen\u00e7a \u00e9 causada pelo Schistosoma mansoni, parasita que tem no homem seu hospedeiro definitivo, mas que precisa de caramujos, como a esp\u00e9cie Biomphalaria glabrata&#8217;, para desenvolver o ciclo evolutivo. A transmiss\u00e3o desse parasita ocorre pela libera\u00e7\u00e3o de seus ovos atrav\u00e9s das fezes do homem infectado.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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