{"id":116145,"date":"2017-05-29T20:07:36","date_gmt":"2017-05-29T22:07:36","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=116145"},"modified":"2017-05-29T20:07:36","modified_gmt":"2017-05-29T22:07:36","slug":"desmatamento-na-mata-atlantica-cresce-quase-60-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=116145","title":{"rendered":"Desmatamento na Mata Atl\u00e2ntica cresce quase 60% em um ano"},"content":{"rendered":"<p>O desmatamento na Mata Atl\u00e2ntica cresceu 57,7% em um ano, entre 2015 e 2016, quando o bioma perdeu 29.075 hectares, o equivalente a mais de 29 mil campos de futebol. O n\u00famero foi apresentado hoje (29) pela Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<p>No per\u00edodo anterior (2014-2015), o desmate no bioma havia sido de 18.433 hectares. Segundo a diretora executiva da SOS Mata Atl\u00e2ntica, Marcia Hirota, h\u00e1 10 anos a \u00e1rea, que se espalha por 17 estados, n\u00e3o registrava um desmatamento dessas propor\u00e7\u00f5es. \u201cO que mais impressionou foi o enorme aumento no desmatamento no \u00faltimo per\u00edodo. Tivemos um retrocesso muito grande, com \u00edndices compar\u00e1veis aos de 2005\u201d, disse. No per\u00edodo de 2005 a 2008, a Mata Atl\u00e2ntica perdeu 102.938 hectares de floresta, ou seja, m\u00e9dia anual de 34.313 hectares a menos.<\/p>\n<p><strong>Estados<\/strong><\/p>\n<p>Em 2015-2016, a Bahia foi o estado onde houve mais desmatamento, com 12.288 hectares desmatados, 207% a mais que no per\u00edodo anterior, quando foram destru\u00eddos 3.997 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Os munic\u00edpios baianos de Santa Cruz Cabr\u00e1lia e Belmonte lideram a lista dos maiores desmatadores com 3.058 hectares e 2.119 hectares, respectivamente. Se somados aos desmatamentos identificados em outras cidades do Sul da Bahia, como Porto Seguro e Ilh\u00e9us, cerca de 30% da destrui\u00e7\u00e3o do bioma no per\u00edodo ocorreu nesta regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEssa regi\u00e3o \u00e9 a mais rica do Brasil em biodiversidade e tem grande potencial para o turismo. N\u00f3s estamos destruindo um patrim\u00f4nio que poderia gerar desenvolvimento, trabalho e renda para o estado\u201d, avaliou Marcia.<\/p>\n<p>Minas Gerais aparece em segundo lugar no\u00a0<em>ranking<\/em>, com 7.410 hectares desmatados. Os principais pontos de desflorestamento ocorreram nos munic\u00edpios de \u00c1guas Vermelhas (753 hectares), S\u00e3o Jo\u00e3o do Para\u00edso (573 hectares) e Jequitinhonha (450 hectares). Segundo os dados da SOS Mata Atl\u00e2ntica e do Inpe, a regi\u00e3o \u00e9 reconhecida pelos processos de destrui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa para produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o ou pela convers\u00e3o da floresta por plantios de eucalipto. Minas liderou o desmatamento em sete das \u00faltimas nove edi\u00e7\u00f5es do Atlas da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, o desmatamento do bioma passou de 1.988 hectares entre 2014 e 2015 para 3.545 hectares entre 2015-2016, o que representa aumento de 74%. Este foi o segundo ano seguido de crescimento do desmate no estado. Segundo o relat\u00f3rio, a destrui\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada na regi\u00e3o das arauc\u00e1rias, esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, com apenas 3% de florestas remanescentes.<\/p>\n<p>No Piau\u00ed, pelo quarto ano consecutivo os maiores desmatamentos ocorreram nos munic\u00edpios de Manoel Em\u00eddio (1.281 hectares), Canto do Buriti (641 hectares) e Alvorada do Gurgu\u00e9ia (625 hectares), todos pr\u00f3ximos ao Parque Nacional Serra das Confus\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Retrocesso<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o diretor de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, Mario Mantovani, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grav\u00edssima e indica uma revers\u00e3o na tend\u00eancia de queda do desmatamento registrada nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>\u201cO setor produtivo voltou a avan\u00e7ar sobre nossas florestas, n\u00e3o s\u00f3 na Mata Atl\u00e2ntica, mas em todos os biomas, ap\u00f3s as altera\u00e7\u00f5es realizadas no C\u00f3digo Florestal e o subsequente desmonte da legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira. Pode ser o in\u00edcio de uma nova fase de crescimento do desmatamento, o que n\u00e3o podemos aceitar.\u201d<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. Clique em curtir no endere\u00e7o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\"><font color=\"red\">www.facebook.com\/aconteceunovale<\/font><\/a> ou no box abaixo:<\/p>\n<div class=\"fb-like\" data-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" data-width=\"120\" data-layout=\"standard\" data-action=\"like\" data-size=\"small\" data-show-faces=\"true\" data-share=\"true\"><\/div>\n<p><\/br><\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desmatamento na Mata Atl\u00e2ntica cresceu 57,7% em um ano, entre 2015 e 2016, quando o bioma perdeu 29.075 hectares, o equivalente a mais de 29 mil campos de futebol. 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