{"id":115613,"date":"2017-05-23T22:29:45","date_gmt":"2017-05-24T00:29:45","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=115613"},"modified":"2017-05-23T22:29:45","modified_gmt":"2017-05-24T00:29:45","slug":"audiencia-expoe-divergencia-de-prefeitos-sobre-retomada-das-operacoes-da-samarco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=115613","title":{"rendered":"Audi\u00eancia exp\u00f5e diverg\u00eancia de prefeitos sobre retomada das opera\u00e7\u00f5es da Samarco"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Econ\u00f4mico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais fez hoje (23) uma audi\u00eancia p\u00fablica para debater a retomada das atividades da mineradora Samarco. Durante o evento, os prefeitos de Mariana (MG) e Anchieta (ES) manifestaram descontentamento com a postura da prefeitura de Santa B\u00e1rbara (MG), que ainda n\u00e3o emitiu a carta de conformidade. O documento \u00e9 um dos pr\u00e9-requisitos para que a mineradora possa voltar a operar. Apesar de convidado, o prefeito de Santa B\u00e1rbara, Leris Braga (PHS) n\u00e3o compareceu.<\/p>\n<p>A Samarco est\u00e1 com as atividades suspensas desde a trag\u00e9dia de novembro de 2015, quando ocorreu o rompimento da Barragem de Fund\u00e3o, em Mariana. Foram liberados no ambiente mais de 60 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos, que devastou vegeta\u00e7\u00e3o nativa, poluiu a bacia do Rio Doce e provocou 19 mortes. O epis\u00f3dio \u00e9 considerado a maior trag\u00e9dia ambiental do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mariana e Anchieta sediam as duas unidades operacionais da Samarco. No munic\u00edpio mineiro, ocorre a extra\u00e7\u00e3o e o beneficiamento do min\u00e9rio de ferro. J\u00e1 na cidade capixaba, est\u00e3o quatro usinas de pelotiza\u00e7\u00e3o e um porto. Com a paralisa\u00e7\u00e3o da empresa, as duas cidades registram uma acentuada queda de receita.<\/p>\n<p>Para voltar a operar, a Samarco precisa obter a carta de conformidade de todos os munic\u00edpios mineiros envolvidos em sua cadeia de produ\u00e7\u00e3o e depois protocolar na Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Minas Gerais (Semad) o pedido de licen\u00e7a operacional corretiva. O documento deve dizer se as estruturas da empresa est\u00e3o ou n\u00e3o de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o municipal de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo. Embora n\u00e3o exista efetiva produ\u00e7\u00e3o da Samarco na cidade, a empresa faz em um de seus distritos a capta\u00e7\u00e3o e o bombeamento de \u00e1gua utilizada em algumas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O prefeito de Mariana, Duarte J\u00fanior (PPS), n\u00e3o poupou cr\u00edticas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o. &#8220;Estamos vivendo uma crise onde o pa\u00eds n\u00e3o gera emprego. As pessoas n\u00e3o t\u00eam onde trabalhar. E a\u00ed n\u00f3s temos uma empresa em condi\u00e7\u00f5es de voltar a operar e gerar emprego, mas n\u00e3o estamos conseguindo fazer isso acontecer. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que se paralise todo o processo de retorno da Samarco porque n\u00e3o se assinou um documento. Eu respeito o prefeito de Santa B\u00e1rbara, ele foi eleito. Mas n\u00e3o d\u00e1 pra pensar s\u00f3 em uma cidade. O problema \u00e9 coletivo&#8221;. Ele disse tamb\u00e9m que 89% das receitas de Mariana est\u00e3o direta ou indiretamente ligadas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As cr\u00edticas foram endossadas pelo prefeito de Anchieta, Fabricio Petri (PMDB). &#8220;Quem est\u00e1 pagando o pre\u00e7o mais caro n\u00e3o \u00e9 a empresa e sim os cidad\u00e3os. As pessoas n\u00e3o possuem a menor expectativa de se reinserir no mercado de trabalho&#8221;, disse. Ele afirmou que, com a queda da receita, precisar\u00e1 demitir servidores municipais para atender \u00e0 Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo a qual, despesas com a folha de pagamento n\u00e3o podem superar 54% da arrecada\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/retorno_samarco.jpg\" alt=\"\" \/><em>Audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Econ\u00f4mico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais exp\u00f4s diverg\u00eancia sobre retomada das atividades da mineradora Samarco (Foto: L\u00e9o Rodrigues\/Ag\u00eancia Brasil)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Impasse judicial<\/strong><\/p>\n<p>A prefeitura de Santa B\u00e1rbara considera que a retomada das atividades da Samarco provocaria impactos no meio ambiente. Dessa forma, passou a cobrar a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o por parte da mineradora e aguardava negociar contrapartidas. Uma das possibilidades que chegou a ser cogitada foi um projeto voltado para o tratamento do esgoto.<\/p>\n<p>No entanto, a mineradora acionou o Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG), por entender que a estrutura na cidade n\u00e3o foi afetada na trag\u00e9dia. A Samarco tamb\u00e9m alegou que a avalia\u00e7\u00e3o de impactos ambientais \u00e9 de responsabilidade do governo estadual, cabendo ao munic\u00edpio t\u00e3o somente avaliar a conformidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua legisla\u00e7\u00e3o de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo. H\u00e1 duas semanas, o desembargador Raimundo Messias J\u00fanior concordou com esta argumenta\u00e7\u00e3o e determinou que a prefeitura de Santa B\u00e1rbara emita em 10 dias o documento dizendo se a estrutura est\u00e1 ou n\u00e3o de acordo com a lei municipal.<\/p>\n<p>Em nota, a prefeitura de Santa B\u00e1rbara informou que apenas hoje (23) foi notificada da decis\u00e3o do TJMG e vai apresentar a avalia\u00e7\u00e3o at\u00e9 o dia 6 de junho. &#8220;O procedimento de an\u00e1lise municipal encontrava-se suspenso desde o dia 17 de abril, em virtude de solicita\u00e7\u00e3o da empresa para tratativas acerca de poss\u00edveis medidas de mitiga\u00e7\u00e3o a serem estabelecidas por consenso, de modo que a liminar apenas determina a continuidade desta an\u00e1lise. Nesse contexto, o munic\u00edpio reafirma seu entendimento no sentido de ter compet\u00eancia para a an\u00e1lise de requerimento e emiss\u00e3o de carta de conformidade relativa a empreendimentos localizados em seu territ\u00f3rio, na forma da legisla\u00e7\u00e3o ambiental vigente&#8221;, diz o documento.<\/p>\n<p><strong>Retomada<\/strong><\/p>\n<p>No final do ano passado, a Samarco informou que sua expectativa era retomar as opera\u00e7\u00f5es no segundo semestre deste ano. Hoje, diante dos contratempos, a mineradora adota cautela e n\u00e3o estima mais uma data para reiniciar as atividades. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 pra estabelecer um prazo. S\u00e3o muitos atores envolvidos&#8221;, diz Alexandre Souto, gerente-geral de retomada da Samarco.<\/p>\n<p>Ele diz que, do ponto de vista estrutural, a mineradora est\u00e1 pronta para voltar a operar. &#8220;Todas as estruturas remanescentes passaram por obras de refor\u00e7o e existem auditorias peri\u00f3dicas acompanhadas pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Temos todos os fatores de seguran\u00e7a dentro dos padr\u00f5es da boa pr\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p>A cava de Alegria do Sul, no munic\u00edpio de Ouro Preto (MG), dever\u00e1 funcionar como o novo dep\u00f3sito de sedimentos, ap\u00f3s aval obtido pela Samarco. Alexandre Souto diz que foi feita uma melhoria tecnol\u00f3gica e 80% dos rejeitos gerados ser\u00e3o filtrados e dispostos em pilha. Assim, apenas 20% seriam destinados \u00e0 nova estrutura. Segundo ele, com este novo m\u00e9todo, a cava poder\u00e1 ser utilizada por cerca de 4 anos.<\/p>\n<p>Ante incerteza no retorno, a empresa fechou acordo com os trabalhadores para conceder um novo per\u00edodo de layoff [quando os empregados t\u00eam redu\u00e7\u00e3o de jornada de trabalho ou t\u00eam o contrato suspenso para um per\u00edodo de requalifica\u00e7\u00e3o profissional]. Segundo a Samarco, trata-se de uma medida para evitar assim novas demiss\u00f5es. Hoje com 1,8 mil funcion\u00e1rios, a mineradora tinha 3 mil empregados diretos antes da trag\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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