{"id":114720,"date":"2017-05-10T18:23:19","date_gmt":"2017-05-10T20:23:19","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=114720"},"modified":"2017-05-11T00:28:21","modified_gmt":"2017-05-11T02:28:21","slug":"educacao-ambiental-no-brasil-coluna-dr-joao-domingos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=114720","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o Ambiental no Brasil &#8211; Coluna Dr. Jo\u00e3o Domingos"},"content":{"rendered":"<p>A Educa\u00e7\u00e3o Ambiental se constituiu com base em propostas educativas oriundas de concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e matrizes ideol\u00f3gicas distintas, sendo reconhecida como de ineg\u00e1vel relev\u00e2ncia para a constru\u00e7\u00e3o de uma perspectiva ambientalista de sociedade. Tal fato \u00e9 relativamente simples de compreender quando pensamos a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental \u2013 EA como uma pr\u00e1xis educativa que se definiu no pr\u00f3prio processo de atua\u00e7\u00e3o, nas diferentes esferas da vida, das for\u00e7as sociais identificadas com o meio ambiente. Em resumo, por sua especificidade hist\u00f3rica, pela diversidade de agentes sociais e de documentos e leis que foram produzidos, a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental adquire no Brasil caracter\u00edsticas peculiares e um grau de estrutura\u00e7\u00e3o que torna o pa\u00eds um destacado protagonista no cen\u00e1rio internacional. At\u00e9 a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, a pol\u00edtica ambiental brasileira foi gerida de forma centralizada, tecnocr\u00e1tica, sem a participa\u00e7\u00e3o popular na defini\u00e7\u00e3o de suas diretrizes e estrat\u00e9gias, \u00e0 luz da Lei Federal n. 6.938, de 31\/08\/81, que instituiu a Pol\u00edtica Nacional do Meio Ambiente. Nesta \u00e9poca, um vi\u00e9s conservacionista, influenciado por valores da classe m\u00e9dia europeia, foi evidente. <\/p>\n<p>Nesse contexto, a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental se inseriu nos setores governamentais e cient\u00edficos vinculados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o dos bens naturais, com forte sentido comportamentalista, e voltada para o ensino da ecologia. Havia tamb\u00e9m iniciativas socioambientais, entendendo a natureza como totalidade indissoci\u00e1vel, mesmo em \u00f3rg\u00e3os de meio ambiente, contudo, n\u00e3o eram tend\u00eancias hegem\u00f4nicas. O ocorrido gerou uma separa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, por vezes em decorr\u00eancia das premissas de algumas abordagens te\u00f3ricas no tratamento dos aspectos ecol\u00f3gicos e pedag\u00f3gicos. Apesar deste cen\u00e1rio, de uma cultura pol\u00edtica tecnocr\u00e1tica e das orienta\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas contr\u00e1rias a demandas emancipat\u00f3rias, \u00e9 preciso explicitar que outros processos simult\u00e2neos ocorreram favorecendo a constru\u00e7\u00e3o de uma Educa\u00e7\u00e3o Ambiental no pa\u00eds complexa e bastante diversificada. Logo, para estes educadores e educadoras ambientais n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar a constru\u00e7\u00e3o da sustentabilidade sem uma profunda mudan\u00e7a no comportamento pedag\u00f3gico. Al\u00e9m disso, no que se refere ao modo como a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental \u00e9 concebida e realizada, este tipo de reflex\u00e3o propiciada levou a se aceitar que h\u00e1 aspectos espec\u00edficos do mundo da educa\u00e7\u00e3o que precisam ser discutidos para que as atividades tenham consequ\u00eancias concretas de transforma\u00e7\u00e3o. Definitivamente, n\u00e3o basta a boa-f\u00e9 ambiental, a sensibiliza\u00e7\u00e3o ou a transmiss\u00e3o de conte\u00fados da ecologia, \u00e9 preciso entender a din\u00e2mica social e, particularmente, a educativa. Esse embate entre vis\u00f5es de mundo na Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, estabelecendo posicionamentos distintos, se estrutura em eixos que se desdobram em v\u00e1rios pressupostos e que formam diferenciadas abordagens, \u00e0s quais \u00e9 necess\u00e1rio dar a devida aten\u00e7\u00e3o, ao se assumir determinada op\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e metodol\u00f3gica. Temos a certeza de que somos seres naturais e de que n\u00f3s realizamos e redefinimos culturalmente o modo de existir na natureza pela pr\u00f3pria din\u00e2mica societ\u00e1ria. Convic\u00e7\u00e3o de que houve um afastamento de nossa esp\u00e9cie de rela\u00e7\u00f5es adequadas, idealmente concebidas como inerentes aos sistemas ditos naturais, sendo necess\u00e1rio o retorno a esta condi\u00e7\u00e3o natural pela c\u00f3pia das rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. Temos o entendimento de que somos constitu\u00eddos por media\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas \u2013 sujeito social cuja liberdade e individualidade se definem na exist\u00eancia coletiva &#8211; sujeito definido numa individualidade abstrata, numa racionalidade livre de condicionantes sociais, cuja capacidade de mudan\u00e7a se centra no entendimento do que \u00e9 educar como pr\u00e1xis e processo dial\u00f3gico, cr\u00edtico, problematizador e transformador das condi\u00e7\u00f5es objetivas e subjetivas que formam a realidade, ou seja, educa\u00e7\u00e3o como processo instrumental, comportamentalista, de adequa\u00e7\u00e3o dos sujeitos a uma natureza vista como harm\u00f4nica e como processo facilitador da inser\u00e7\u00e3o funcional destes na sociedade. Temos que ser seres buscadores de transforma\u00e7\u00e3o social, o que engloba indiv\u00edduos, grupos e classes sociais, culturas e estruturas, como base para a constru\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de sociedades sustent\u00e1veis e novos modos de se viver na natureza, numa busca incondicional por mudan\u00e7a cultural e individual suficiente para gerar desdobramentos sobre a sociedade e como forma de aprimorar as rela\u00e7\u00f5es sociais. <\/p>\n<p>H\u00e1 na Lei uma preocupa\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o de atitudes e condutas compat\u00edveis com a quest\u00e3o ambiental e a vincula\u00e7\u00e3o de processos formais de transmiss\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de conhecimentos a pr\u00e1ticas sociais. H\u00e1 tamb\u00e9m efetiva preocupa\u00e7\u00e3o em fazer com que os cursos de forma\u00e7\u00e3o profissional insiram conceitos que os levem a padr\u00f5es de atua\u00e7\u00e3o profissional minimamente impactantes sobre a natureza, dando \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ambiental uma din\u00e2mica intensa em termos pol\u00edtico-institucionais e de projetos de forma\u00e7\u00e3o de amplos setores sociais. <\/p>\n<p>Assim, avan\u00e7am a estrutura\u00e7\u00e3o de redes de diferentes escalas em di\u00e1logo permanente com o Governo Federal, amplia\u00e7\u00e3o de Centros de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, cria\u00e7\u00e3o de Comiss\u00f5es Interinstitucionais Estaduais de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental nos estados, o fomento \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de polos locais, salas verdes, Coletivos Educadores, Coletivos Jovens e Agendas 21, inclusive escolares. Na exposi\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios norteadores do ProNEA, alguns se destacam:  respeito \u00e0 liberdade e apre\u00e7o \u00e0 toler\u00e2ncia; vincula\u00e7\u00e3o entre \u00e9tica, est\u00e9tica, educa\u00e7\u00e3o, trabalho e pr\u00e1ticas sociais; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; compromisso com a cidadania ambiental ativa; transversalidade constru\u00edda a partir de uma perspectiva interdisciplinar, entre outros igualmente importantes, que apontam para a vincula\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da cidadania. <\/p>\n<p>Temos uma Educa\u00e7\u00e3o Ambiental extremamente complexa, que permite m\u00faltiplas abordagens da quest\u00e3o ambiental e suas causas, constitu\u00edda por abordagens similares ou n\u00e3o. \u00c9 uma educa\u00e7\u00e3o ambiental cr\u00edtica, emancipat\u00f3ria e transformadora, alfabetiza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, educa\u00e7\u00e3o no processo de gest\u00e3o ambiental, que favorece a constru\u00e7\u00e3o de alternativas consistentes em diferentes espa\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o, processo de licenciamento, movimentos sociais, escolas, empresas e \u00f3rg\u00e3os governamentais, com a possibilidade de enfrentamento de qualquer tratamento reducionista do ambiente. <\/p>\n<p>A atual estrutura dos \u00d3rg\u00e3os Gestores, enquanto espa\u00e7os interministeriais (MEC e MMA), bem como a exist\u00eancia da PNEA, abre para a possibilidade de consolida\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental como pol\u00edtica p\u00fablica de car\u00e1ter universal e democr\u00e1tico.  O di\u00e1logo com os movimentos sociais e mestres, tende a qualificar a capacidade da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental na promo\u00e7\u00e3o de sustentabilidade democr\u00e1tica e no enfrentamento dos problemas socioambientais que existem no pa\u00eds.  A Educa\u00e7\u00e3o Ambiental brasileira incorpora plenamente a discuss\u00e3o da indissociabilidade entre o social e o ecol\u00f3gico, n\u00e3o sendo, portanto, necess\u00e1ria a ado\u00e7\u00e3o de outras denomina\u00e7\u00f5es recentes no cen\u00e1rio internacional que procuram superar esta lacuna observada em outros pa\u00edses em que est\u00e1 se definiu com um sentido estritamente ou fundamentalmente biol\u00f3gico. O di\u00e1logo entre a educa\u00e7\u00e3o ambiental e a educa\u00e7\u00e3o popular iniciado nos idos de 1980 e suas implica\u00e7\u00f5es para a politiza\u00e7\u00e3o aproximaram o assunto do mundo da educa\u00e7\u00e3o. O di\u00e1logo entre a educa\u00e7\u00e3o ambiental e a educa\u00e7\u00e3o pode propiciar uma nova perspectiva educacional e preservacionista.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o participativa e problematizadora da realidade socioambiental na escola e a rela\u00e7\u00e3o desta com outros espa\u00e7os pedag\u00f3gicos, \u00e9 que formar\u00e1 as mentes preservadoras do futuro. A Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, enquanto pr\u00e1tica educativa, integra um conjunto de rela\u00e7\u00f5es sociais que se constitui em torno da preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente e que poder\u00edamos chamar de campo ambiental. Este campo, no Brasil, resulta de um processo hist\u00f3rico de articula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas nacionais e internacionais relativas ao meio ambiente e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, bem como da inter-rela\u00e7\u00e3o entre movimentos sociais e ambientais que se mundializaram, aumentando a sua esfera de influ\u00eancia rec\u00edproca. Neste sentido, a quest\u00e3o ambiental e, consequentemente, a educa\u00e7\u00e3o ambiental no Brasil, n\u00e3o pode ser compreendida fora de um sistema de rela\u00e7\u00f5es mundializadas, n\u00e3o sendo, portanto, nem um processo exclusivamente interno da sociedade brasileira, nem apenas uma percep\u00e7\u00e3o forjada de fora para dentro. Mas \u00e9 principalmente nas d\u00e9cadas de 80 e 90, com o avan\u00e7o da consci\u00eancia ambiental, que a educa\u00e7\u00e3o ambiental se expande no Brasil e se torna objeto de um conjunto significativo de pol\u00edticas p\u00fablicas e da agenda de movimentos sociais. <\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o ambiental, em 1972, tornou-se refer\u00eancia para pol\u00edticas p\u00fablicas na I Confer\u00eancia Internacional sobre Meio Ambiente na Su\u00e9cia. E em outras conferencias tamb\u00e9m reinou absoluta.  A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), num ciclo de 20 anos que se convencionou chamar o \u201cciclo social\u201d da ONU, manteve a tem\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o ambiental.  Essa frente, durante d\u00e9cadas, manteve as pol\u00edticas e programas ambientais como refer\u00eancia e ajudou pa\u00edses a desenvolver pol\u00edticas p\u00fablicas nacionais. A sociedade civil tamb\u00e9m se manifestou e criou movimentos ecol\u00f3gicos, que incorporaram a tem\u00e1tica ambiental em suas agendas.  No Brasil, somente a partir dos anos 80, a partir da Confer\u00eancia da ONU para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel &#8211; em 1992 \u00e9 que se deslanchou a real preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente.  Na Rio 92 foi o ponto de partida de uma luta sem tr\u00e9gua para amenizar os efeitos destrutivos ao meio ambiente e a partir da\u00ed criou-se uma s\u00e9rie de movimentos com a finalidade de proteger e estudar o meio ambiente.<\/p>\n<p>A partir da Rio 92, os movimentos ambientalistas ganharam grande influ\u00eancia na difus\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o da identidade da Educa\u00e7\u00e3o ambiental. A educa\u00e7\u00e3o ambiental surgiu, sobretudo, da necessidade de se preocupar com uma nova sociedade que surgia.  Assim, a educa\u00e7\u00e3o e os movimentos ecol\u00f3gicos caminharam juntos. N\u00e3o se pode mais separar os objetivos. As cr\u00edticas ao empreendimento destruidor t\u00eam parceria dos movimentos ecol\u00f3gicos juntamente com a educa\u00e7\u00e3o ambiental que desde a d\u00e9cada de 70 lutam pela preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Se a d\u00e9cada de 70 \u00e9 considerada o marco do aparecimento de movimentos protetores do meio ambiente, mais precisamente em 1974, quando come\u00e7ou a surgir associa\u00e7\u00f5es e movimentos ambientalistas gerando despertamento nacional para a causa ambiental, os anos 80 foram de inicia\u00e7\u00e3o de uma \u00e9poca de esperan\u00e7a, com a vit\u00f3ria dos direitos civis, e a consequente entrada da causa ambiental na discuss\u00e3o nacional. No in\u00edcio houve muita resist\u00eancia.  Os oper\u00e1rios viam a causa ambiental como fonte de desemprego, por\u00e9m, os movimentos seringais \u00e9 quem foram os precursores da mudan\u00e7a nessa hist\u00f3ria.  \u00c0 educa\u00e7\u00e3o ambiental juntou-se o di\u00e1logo e isto propiciou o surgimento de uma educa\u00e7\u00e3o ambiental preocupada com as quest\u00f5es de orienta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica entre as pr\u00e1ticas da educa\u00e7\u00e3o ambiental, e a educa\u00e7\u00e3o ambiental cr\u00edtica, ao promover a discuss\u00e3o de acesso aos recursos ambientais. Surgiu da\u00ed um cidad\u00e3o mais politizado nas causas ambientais. Somente a conscientiza\u00e7\u00e3o tem preparado o homem para o futuro ecol\u00f3gico. E continuar inserindo a educa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 o \u00fanico caminho para preparar as gera\u00e7\u00f5es futuras. A educa\u00e7\u00e3o ambiental nessa vis\u00e3o tem de ser permanente e para todas as idades. Desde a inf\u00e2ncia e nos demais grupos de educa\u00e7\u00e3o e social. Os educadores ambientais s\u00e3o os instrumentos para que a conscientiza\u00e7\u00e3o possa se propagar e perpetuar, sendo, sobretudo, mediadores da compreens\u00e3o entre os grupos que se relacionam com o meio ambiente. Sua interpreta\u00e7\u00e3o pode ser e deve ser contagiosa para proporcionar novas experi\u00eancias de aprendizagem entre os atores que se cruzam entre o ambiente natural e social. <\/p>\n<p>Com o passar dos anos e novas frentes de lutas, vem surgindo outras ferramentas de apoio ao meio ambiente dentre elas cotas para emiss\u00e3o de poluentes, incorpora\u00e7\u00e3o de valor de um bem ambiental no produto final, pagamento do custo de direitos ambientais afetados, dispositivos econ\u00f4micos direcionados ao mercado de carbono, tudo visando ter um efeito no impacto ambiental para frear os impactos negativos entre acumula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e a preserva\u00e7\u00e3o ambiental.  O modelo desenvolvimentista, entre as quais est\u00e1 a proposta do desenvolvimento sustent\u00e1vel, tem um vi\u00e9s cl\u00e1ssico quando se trata de educa\u00e7\u00e3o ambiental. Conviver \u00e9 o grande desafio. Preservar e tornar-se intoc\u00e1vel retira do meio ambiente a proposta de que homem e meio ambiente podem conviver em harmonia. <\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o ambiental prop\u00f5e a conviv\u00eancia harmoniosa. Usufruir e preservar para continuar usufruindo no futuro. A exist\u00eancia humana \u00e9 a raz\u00e3o de se preservar o meio ambiente. O futuro da vida depende disto. A cria\u00e7\u00e3o de sociedades sustent\u00e1veis, possibilita a chegada de um homem com uma capacidade de entender o meio ambiente e fortalecer a pot\u00eancia de a\u00e7\u00e3o dos grupos envolvidos na ideia de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, sustent\u00e1vel no futuro. Preservar, restaurar, manejar, fiscalizar, criar \u00e1reas protegidas, a educa\u00e7\u00e3o ambiental deve trabalhar sempre com essas premissas dentro de uma vis\u00e3o modernizadora de que o homem vive em universo pessoal e que demanda extra\u00e7\u00e3o para consumo e por isso precisa aprender a fazer uso racional da natureza e isto s\u00f3 ter\u00e1 efeito positivo se ensinado a conviver com o meio ambiente. O educador ambiental tem essa dupla responsabilidade, ensinar a realidade da vida no cotidiano, e criar entendimento nas v\u00e1rias esferas legais para que o homem possa conviver com os significados econ\u00f4mico, est\u00e9tico, sagrado, etc. Em raz\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, \u00e9 o Poder P\u00fablico respons\u00e1vel por ordenar as pr\u00e1ticas protetivas de gest\u00e3o ambiental p\u00fablica. <\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o que vem ocorrendo com o meio ambiente \u00e9 responsabilidade de todos n\u00f3s. Os poderes constitu\u00eddos que tem o dever de proteger e o homem que tem a obriga\u00e7\u00e3o moral de cuidar &#8211; devem caminhar juntos para que o futuro seja menos sombrio para os nossos filhos.  Assim deve o gestor p\u00fablico praticar a gest\u00e3o ambiental p\u00fablica dentro das regras da legisla\u00e7\u00e3o ambiental para equilibrar a conviv\u00eancia humana no universo ambiental. Todas as interfer\u00eancias do estado no meio ambiente devem seguir os padr\u00f5es legais para evitar danos desnecess\u00e1rios e irrepar\u00e1veis e somente a educa\u00e7\u00e3o ambiental pode ajudar na conscientiza\u00e7\u00e3o de todos e agir diretamente na participa\u00e7\u00e3o das comunidades e nas discuss\u00f5es da gest\u00e3o ambiental, principalmente, nas salas de aulas.  A comunidade escolar deve ser estimulada pela educa\u00e7\u00e3o ambiental a conservar todas as \u00e1reas em que haja interven\u00e7\u00e3o humana. Est\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o o seu papel. A Lei n. 9.795\/99, que institui a Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e em seu Decreto regulamentador (Lei n. 4.281\/02), indica o caminho a ser seguido.  Se a sociedade humana desconhece os elementos da pr\u00e1tica consciente e a unidade dial\u00e9tica entre teoria e pr\u00e1tica, na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre a realidade, n\u00e3o poder\u00e1 transform\u00e1-la, com a media\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios \u00e9ticos que s\u00e3o a base da Educa\u00e7\u00e3o no Processo de Gest\u00e3o Ambiental. O homem quando falar de meio ambiente tem que entender que fala de si mesmo. Essa conscientiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica somente a educa\u00e7\u00e3o ambiental pode proporcionar, somente um processo educativo pode formar homens \u2018humanizados\u2019, conscientes de si mesmo e das pr\u00e1ticas ideais no meio que vive.<\/p>\n<p>Portanto, a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental gera mudan\u00e7a de comportamento quando centrada nos conhecimentos t\u00e9cnicos sobre os processos e sua atua\u00e7\u00e3o universal no processo pol\u00edtico no campo dos valores e comportamentos dentro de uma sociedade sustent\u00e1vel, fazendo com que o homem, mudando suas pr\u00e1ticas, conviva de forma harmoniosa no meio em que impera.<\/p>\n<p><center><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dr_joao_domingos.jpg\" \/><em>Dr. Jo\u00e3o Domingos \u00e9 advogado, vereador em Ladainha e p\u00f3s-graduado em Gest\u00e3o Ambiental e Doc\u00eancia do Ensino Superior (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaodomingos.domingos.5\" target=\"_blank\"><font color=\"blue\">www.facebook.com\/joaodomingos.domingos.5<\/font><\/a>)<\/em><\/center><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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Tal fato \u00e9 relativamente simples de compreender quando pensamos a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental \u2013 EA como uma pr\u00e1xis educativa que se definiu no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":107646,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"amp_status":"","footnotes":""},"categories":[4927],"tags":[137295,136539,137297,137296,137293,137294,137292],"class_list":["post-114720","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunistas","tag-coluna-dr-joao-domingos","tag-dr-joao-domingos","tag-opiniao-dr-joao-domingos","tag-textos-dr-joao-domingos","tag-vereador-dr-joao-domingos","tag-vereador-em-ladainha","tag-vereador-joao-domingos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/114720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=114720"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/114720\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/107646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=114720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=114720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=114720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}