{"id":114528,"date":"2017-05-09T11:34:23","date_gmt":"2017-05-09T13:34:23","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=114528"},"modified":"2017-05-09T11:34:23","modified_gmt":"2017-05-09T13:34:23","slug":"detentos-produzem-itens-essenciais-para-consumo-proprio-no-sistema-prisional-mineiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=114528","title":{"rendered":"Detentos produzem itens essenciais para consumo pr\u00f3prio no sistema prisional mineiro"},"content":{"rendered":"<p>Uniformes e chinelos s\u00e3o os principais itens que fazem parte do \u201ckit preso\u201d. Eles s\u00e3o produzidos por detentos em galp\u00f5es industriais instalados dentro de pres\u00eddios e penitenci\u00e1rias de Minas Gerais.<\/p>\n<p>No ano passado, a economia gerada para o Estado com a fabrica\u00e7\u00e3o desses produtos, em compara\u00e7\u00e3o com pre\u00e7os de mercado, foi de R$ 2.225.713,90.<\/p>\n<p>O principal fator de redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de cada pe\u00e7a est\u00e1 na m\u00e3o de obra. Os presos recebem por produ\u00e7\u00e3o: um custo consideravelmente mais baixo do que o de um empregado com carteira de trabalho assinada.<\/p>\n<p>Eles t\u00eam direito \u00e0 remi\u00e7\u00e3o de pena. Para cada tr\u00eas dias trabalhados, um a menos na condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cinco cidades fazem parte desse circuito industrial: Itajub\u00e1, Pouso Alegre, Caxambu, Formiga, Uberl\u00e2ndia e Muria\u00e9. Quase todo o material \u00e9 enviado para o Almoxarifado Central, em Belo Horizonte, e distribu\u00eddo para as unidades prisionais da Secretaria de Estado de Administra\u00e7\u00e3o Prisional (Seap). As cinco primeiras s\u00e3o respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de uniformes. E Muria\u00e9, pela de chinelos.<\/p>\n<p>Toda pessoa que entra no sstema prisional recebe o \u201ckit preso\u201d, composto por toalha, escova e pasta de dente, sabonete, desodorante, caneca, colher, uniforme e um par de chinelo preto \u2014 tamb\u00e9m chamado de t\u00e1xi, na g\u00edria dos presos.<\/p>\n<p>O subsecret\u00e1rio de Gest\u00e3o Administrativa, Log\u00edstica e Tecnologia, Wilson Gomes, destaca outras vantagens da produ\u00e7\u00e3o de itens essenciais para os presos, como a agilidade na aquisi\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o dos custos de transporte, porque \u00e9 feito pela Seap.<\/p>\n<p>\u201cEssas atividades produtivas v\u00e3o muito al\u00e9m da economia para o Estado. O maior valor agregado est\u00e1 no investimento social para a vida dos sentenciados e dos familiares. Significa investir na qualidade do cumprimento da pena, em sa\u00fade f\u00edsica e mental, e ainda na forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra especializada\u201d, lembra Gomes.<\/p>\n<p>Nesses galp\u00f5es, a \u00fanica forma de identificar que os \u201cfuncion\u00e1rios\u201d cumprem pena judicial \u00e9 o fato de vestirem o uniforme da Seap, pois o ambiente \u00e9 de uma f\u00e1brica: linha de produ\u00e7\u00e3o com divis\u00e3o de tarefas, barulho somente das m\u00e1quinas, concentra\u00e7\u00e3o e um supervisor de qualidade atento aos acabamentos e metas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/PresosTrabalho10.jpg\" alt=\"\" \/><em>Produ\u00e7\u00e3o de roupas de cama e de banho em unidade prisional (Divulga\u00e7\u00e3o\/Seap)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n<p>As cal\u00e7as, bermudas e camisas produzidas no sistema prisional representaram uma economia de R$ 1.1916.131,90. Em pre\u00e7os de mercado, levando em considera\u00e7\u00e3o que as pe\u00e7as seriam adquiridas em grande quantidade, uma cal\u00e7a sairia por R$24,50; uma bermuda, por R$19,90; e uma camiseta, por R$ 8,00.<\/p>\n<p>A compra dessas pe\u00e7as, no ano de 2016, custaria ao Estado R$ 9.768.000,00, mas &#8211; produzidas pelos presos &#8211; o custo foi de R$ 7.851.868,00.<\/p>\n<p>O Sul de Minas Gerais concentra a maior parte da produ\u00e7\u00e3o de uniformes. Em Pouso Alegre, por exemplo, trabalham nove detentas que fabricam semanalmente cerca de 1.500 camisetas femininas (o uniforme tem pe\u00e7as diferenciadas para homens e mulheres), sendo recolhidas a cada 40 dias.<\/p>\n<p>\u201cAs detentas dominam o processo de forma integral. Elas sabem fazer tudo e est\u00e3o preparadas para o mercado de trabalho na \u00e1rea de confec\u00e7\u00e3o\u201d, garante a diretora de atendimento e ressocializa\u00e7\u00e3o do Pres\u00eddio de Pouso Alegre.<\/p>\n<p>O galp\u00e3o de trabalho tem 300 metros quadrados. Disp\u00f5e de cinco m\u00e1quinas de costura e uma de corte. A fabrica\u00e7\u00e3o das camisetas come\u00e7a com o corte do tecido, que chega em bobinas industriais, at\u00e9 a silkagem e embalagem.<\/p>\n<p>Artemisa Alves Fernandes, de 40 anos, \u00e9 uma das detentas que atuam na f\u00e1brica. Ela est\u00e1 h\u00e1 sete meses nas atividades e j\u00e1 ensinou outras presas a operarem as m\u00e1quinas. O segredo para dominar as etapas da produ\u00e7\u00e3o das camisetas est\u00e1 na experi\u00eancia profissional. \u201cTrabalhei mais de 20 anos em confec\u00e7\u00f5es e adoro ajudar. Aqui, o tempo passa r\u00e1pido e me sinto \u00fatil\u201d, conta entusiasmada.<\/p>\n<p><strong>Cal\u00e7ados e limpeza<\/strong><\/p>\n<p>Em Muria\u00e9, na Zona da Mata, a Penitenci\u00e1ria Doutor Manoel Martins Lisboa \u00e9 respons\u00e1vel pela fabrica\u00e7\u00e3o dos chinelos. Dez presos entregam cerca de 250 pares por dia, nos tamanhos 37 a 42. Ao local chegam placas de borracha que s\u00e3o marcadas, cortadas e furadas. Em seguida, os chinelos recebem as correias de borracha e s\u00e3o embalados.<\/p>\n<p>A unidade tamb\u00e9m produz vassouras e rodos, utilizados na limpeza das unidades prisionais. S\u00e3o aproximadamente 2.000 pe\u00e7as por m\u00eas, feitas de pia\u00e7ava e garrafas PET recicladas.<\/p>\n<p><strong>Len\u00e7\u00f3is<\/strong><\/p>\n<p>As roupas de cama utilizadas nos beliches das unidades prisionais s\u00e3o confeccionadas no Pres\u00eddio Floramar, em Divin\u00f3polis, Territ\u00f3rio Oeste. Dezenove homens e oito mulheres produzem cerca de 11 mil pe\u00e7as por m\u00eas, em dois galp\u00f5es separados. O masculino tem 122 metros quadrados, e o feminino, 43 metros qudrados.<\/p>\n<p>Quem cuida da manuten\u00e7\u00e3o das 40 m\u00e1quinas de costura &#8211; divididas em  reta, galoneira e overloque &#8211; \u00e9 o preso Jos\u00e9 Adelmo Faria de Carvalho, de 47 anos. Ele est\u00e1 h\u00e1 dois anos na produ\u00e7\u00e3o dos len\u00e7\u00f3is e, al\u00e9m de ter nascido em uma fam\u00edlia de costureiras, j\u00e1 foi propriet\u00e1rio de confec\u00e7\u00e3o. \u201cConsigo tempo para fazer a minha parte na produ\u00e7\u00e3o e ainda consertar as m\u00e1quinas quando \u00e9 necess\u00e1rio\u201d, garante Jos\u00e9 Adelmo.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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