{"id":114113,"date":"2017-05-03T00:19:31","date_gmt":"2017-05-03T02:19:31","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=114113"},"modified":"2017-05-03T00:19:31","modified_gmt":"2017-05-03T02:19:31","slug":"minas-gerais-investiga-onze-mortes-com-suspeita-de-chikungunya","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=114113","title":{"rendered":"Minas Gerais investiga onze mortes com suspeita de chikungunya"},"content":{"rendered":"<p>A Secretaria de Sa\u00fade de Minas Gerais (SES-MG) investiga 11 mortes por febre chikungunya no estado. Ainda n\u00e3o h\u00e1 mortes pela doen\u00e7a confirmadas. O n\u00famero de casos prov\u00e1veis, conforme boletim epidemiol\u00f3gico divulgado hoje (02\/05\/2017), chegou a 11.696. Segundo a SES-MG, o estado est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de alerta para a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os dados preocupam porque representam um aumento significativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 503 notifica\u00e7\u00f5es ao longo de 2016. Isso significa que s\u00f3 nos quatro primeiros meses deste ano, o n\u00famero de casos superou em mais de 23 vezes os registros de todo o ano passado. N\u00e3o houve mortes por chikungunya em Minas Gerais em 2016.<\/p>\n<p>No levantamento da secretaria estadual, os casos prov\u00e1veis incluem os j\u00e1 confirmados e os suspeitos. Os registros envolvem 157 munic\u00edpios mineiros. Os seis que mais preocupam s\u00e3o Central de Minas, Mathias Lobato, Engenheiro Caldas, Governador Valadares, Tumiritinga e Te\u00f3filo Otoni. Nestas cidades, consideradas com alta incid\u00eancia da doen\u00e7a, h\u00e1 uma m\u00e9dia superior a 300 casos prov\u00e1veis para cada 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>A febre chikungunya \u00e9 transmitida pelo mosquito<em>\u00a0Aedes aegypti<\/em>, tamb\u00e9m vetor da dengue e do v\u00edrus Zika. Ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, os sintomas surgem entre dois e 12 dias. A v\u00edtima pode ter febre alta, dores intensas nas articula\u00e7\u00f5es e nos m\u00fasculos, dor de cabe\u00e7a, cansa\u00e7o, mal-estar e manchas vermelhas na pele. Uma vez curada, a pessoa ganha imunidade para o resto da vida. N\u00e3o h\u00e1 vacina, e a principal medida de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 o combate ao mosquito, sobretudo com a elimina\u00e7\u00e3o dos seus criadouros.<\/p>\n<p>Os primeiros registros da doen\u00e7a em Minas Gerais s\u00e3o de 2014. Naquele ano, houve 18 notifica\u00e7\u00f5es, mas todos os casos foram de pessoas infectadas fora do estado. Somente no ano passado, foram confirmadas transmiss\u00f5es de febre chikungunya em territ\u00f3rio mineiro.<\/p>\n<p><strong>Outras doen\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>O boletim epidemiol\u00f3gico divulgado hoje tamb\u00e9m mostra que os casos prov\u00e1veis de dengue chegaram a 21.981 em todo o estado. Embora o n\u00famero seja bem superior ao de registros de chikungunya, a situa\u00e7\u00e3o dessa doen\u00e7a preocupa menos as autoridades porque aponta para uma queda acentuada em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado. Entre janeiro e abril de 2016, foram registrados 480.536 casos prov\u00e1veis de dengue, 21 vezes mais do que este ano.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, foi confirmada apenas uma morte por dengue em 2017 em Minas, no munic\u00edpio de Ibirit\u00e9, na regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte. Outros 48 \u00f3bitos est\u00e3o em investiga\u00e7\u00e3o. Em 2016, houve confirma\u00e7\u00e3o para 254 mortes e 48 ainda s\u00e3o investigadas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus Zika, tamb\u00e9m houve queda na compara\u00e7\u00e3o com 2016. O boletim mostra 594 notifica\u00e7\u00f5es neste ano. No ano passado, entre janeiro e abril, os casos confirmados e suspeitos da doen\u00e7a somavam 12.876.<\/p>\n<p><strong>Febre amarela<\/strong><\/p>\n<p>O surto de febre amarela em Minas Gerais tamb\u00e9m est\u00e1 perdendo for\u00e7a, segundo as autoridades estaduais de sa\u00fade. O \u00faltimo boletim sobre a doen\u00e7a, divulgado na semana passada, registra 427 casos confirmados e outros 158 em investiga\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, 151 mortes por febre amarela foram confirmadas no estado e 24 est\u00e3o sendo analisadas.<\/p>\n<p>O surto de 2017 \u00e9 considerado o maior no Brasil desde 1980, quando o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade passou a disponibilizar dados da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A febre amarela atinge humanos e macacos e \u00e9 causada por um v\u00edrus da fam\u00edlia\u00a0<em>Flaviviridae<\/em>. No meio rural e silvestre, o v\u00edrus \u00e9 transmitido pelos mosquitos\u00a0<em>Haemagogus<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Sabethes<\/em>. Em \u00e1rea urbana, o vetor \u00e9 o\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a transmiss\u00e3o da febre amarela no Brasil n\u00e3o ocorre em \u00e1reas urbanas desde 1942. Todos os casos do atual surto n\u00e3o s\u00e3o considerados silvestres.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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