{"id":112534,"date":"2017-04-13T12:57:35","date_gmt":"2017-04-13T14:57:35","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=112534"},"modified":"2017-04-15T14:12:49","modified_gmt":"2017-04-15T16:12:49","slug":"pesquisa-mostra-que-aguas-subterraneas-da-regiao-as-margens-do-rio-doce-estao-contaminadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=112534","title":{"rendered":"Pesquisa mostra que \u00e1guas subterr\u00e2neas da regi\u00e3o \u00e0s margens do Rio Doce est\u00e3o contaminadas"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Greenpeace, revelou que, al\u00e9m do Rio Doce, as \u00e1guas subterr\u00e2neas da regi\u00e3o est\u00e3o contaminadas com altos n\u00edveis de metais pesados. A \u00e1gua dos po\u00e7os artesianos locais apresentaram n\u00edveis desses metais acima do permitido pelo governo brasileiro. Os pequenos agricultores s\u00e3o os mais prejudicados, j\u00e1 que n\u00e3o t\u00eam outra fonte de \u00e1gua para a produ\u00e7\u00e3o e para beber.<\/p>\n<p>As \u00e1guas do Rio Doce foram contaminadas pelo rompimento da Barragem de Fund\u00e3o, pertencente \u00e0 mineradora Samarco, no munic\u00edpio mineiro de Mariana, em 5 de novembro de 2015. O incidente devastou a vegeta\u00e7\u00e3o nativa e poluiu toda a bacia do Rio Doce, atingindo outros munic\u00edpios de Minas Gerais e do Esp\u00edrito Santo. Dezenove pessoas morreram e diversas comunidades foram destru\u00eddas. O epis\u00f3dio \u00e9 considerado a maior trag\u00e9dia ambiental do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o desastre, agricultores familiares recorreram a po\u00e7os artesianos para irrigar suas planta\u00e7\u00f5es e ter \u00e1gua para beber. As amostras coletadas pela equipe da UFRJ apresentaram altos n\u00edveis de ferro e mangan\u00eas, que prejudicam o desenvolvimento das planta\u00e7\u00f5es e oferecem riscos \u00e0 sa\u00fade, no longo prazo, segundo os pesquisadores.<\/p>\n<p>Um dos objetivos do estudo do Instituto de Biof\u00edsica da UFRJ, em parceira com o Greenpeace, foi avaliar se os agricultores, impossibilitados de utilizar em suas planta\u00e7\u00f5es as \u00e1guas do Rio Doce contaminadas pelo desastre, poderiam empregar com seguran\u00e7a os po\u00e7os artesianos como fonte de irriga\u00e7\u00e3o e consumo.<\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisadores analisaram a presen\u00e7a de metais pesados na \u00e1gua em 48 amostras coletadas de tr\u00eas regi\u00f5es diferentes da bacia do Rio Doce: Belo Oriente (MG), Governador Valadares (MG), e Colatina (ES). As amostras foram coletadas em po\u00e7os, em pontos do rio e na \u00e1gua tratada fornecida pela prefeitura ou pela Samarco.<\/p>\n<p>A cidade de Belo Oriente apresentou cinco pontos de coleta com n\u00edveis de ferro e mangan\u00eas acima do estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Em Governador Valadares foram identificados 12 pontos e, em Colatina, dez pontos com os valores acima do permitido. Segundo o estudo, a \u00e1gua desses locais n\u00e3o \u00e9 adequada para consumo humano e, em alguns casos, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 recomendado o uso para irriga\u00e7\u00e3o de plantas \u2013 situa\u00e7\u00e3o de alguns pontos de Governador Valadares e Colatina.<\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o do Rio Doce se deu pelos rejeitos que vazaram com o rompimento da barragem. No entanto, os pesquisadores disseram n\u00e3o poder afirmar que os po\u00e7os sofreram a contamina\u00e7\u00e3o por conta da lama vinda da barragem, por falta de estudos pr\u00e9vios na regi\u00e3o. \u201cContudo, podemos afirmar que a escava\u00e7\u00e3o dos po\u00e7os e sua posterior utiliza\u00e7\u00e3o se deu por conta do derramamento da lama na \u00e1gua do rio, que porventura, a inutilizou\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>No longo prazo, para a sa\u00fade, a exposi\u00e7\u00e3o ao mangan\u00eas pode causar problemas neurol\u00f3gicos, semelhantes ao mal de Parkinson, enquanto o ferro, em quantidades acimas das permitidas, pode danificar rins, f\u00edgado e o sistema digestivo.<\/p>\n<p>\u201cA contamina\u00e7\u00e3o por metais pesados pode ter consequ\u00eancias futuras graves para as popula\u00e7\u00f5es do entorno, que necessitam de suporte e apoio p\u00f3s-desastre. Isso deve ser arcado pela Samarco e suas controladoras, Vale e BHP Billiton, e monitorado de perto pelo governo brasileiro\u201d, defendeu Fabiana Alves, da Campanha de \u00c1gua do Greenpeace.<\/p>\n<p><strong>Agricultura<\/strong><\/p>\n<p>No curto prazo, o grande impacto tem sido na agricultura, identificou a pesquisa. O estudo buscou pequenos produtores locais para analisar como seus modos de vida foram atingidos pela lama. Muitos dos que n\u00e3o abandonaram suas terras enfrentaram dificuldades financeiras por n\u00e3o conseguir mais produzir com o solo e a \u00e1gua que t\u00eam.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, 88% dos entrevistados afirmaram ter alterado o tipo de cultivo e\/ou cria\u00e7\u00e3o realizada pela fam\u00edlia ap\u00f3s o incidente. A produ\u00e7\u00e3o de cabras foi bastante afetada pelo desastre e as atividades de pesca e cria\u00e7\u00e3o de peixes praticamente desapareceram na bacia.<\/p>\n<p>Dados apresentados pelos pesquisadores ap\u00f3s entrevistas com os agricultores demonstraram tamb\u00e9m que, antes do desastre, 98% dos entrevistados utilizavam \u00e1gua do Rio Doce para atividade econ\u00f4mica do dia a dia. Ap\u00f3s a trag\u00e9dia, somente 36% continuaram usando a mesma \u00e1gua. Destes, 87% utilizam a \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o. Cerca de 60% dos entrevistados considera a \u00e1gua impr\u00f3pria para uso, o que demonstra a inseguran\u00e7a no uso desse recurso fundamental para as popula\u00e7\u00f5es que vivem \u00e0 beira do rio.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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