{"id":111914,"date":"2017-04-04T20:43:37","date_gmt":"2017-04-04T22:43:37","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=111914"},"modified":"2017-04-04T20:45:06","modified_gmt":"2017-04-04T22:45:06","slug":"estudo-encontra-mais-da-metade-dos-mamiferos-do-cerrado-em-dois-parques-de-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=111914","title":{"rendered":"Estudo encontra mais da metade dos mam\u00edferos do Cerrado em dois parques de Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<h4><em>Pesquisadores registraram mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte atrav\u00e9s de c\u00e2meras autom\u00e1ticas na Serra do Espinha\u00e7o<\/em><\/h4>\n<p>O estudo foi realizado no Parque Estadual do Rio Preto e no Parque Nacional das Sempre-Vivas, Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o inseridas na por\u00e7\u00e3o sul da Serra do Espinha\u00e7o, que \u00e9 uma Reserva da Biosfera da Unesco e considerada \u00e1rea priorit\u00e1ria para conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.  <\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Fernando Pinho, respons\u00e1vel pela pesquisa revela que o objetivo do projeto \u00e9 entender como os mam\u00edferos silvestres se relacionam com os fatores ambientais nos locais onde vivem: \u201ca partir disso, criamos subs\u00eddios para a tomada de decis\u00f5es mais efetivas em rela\u00e7\u00e3o ao manejo e conserva\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies em seus habitats naturais\u201d. <\/p>\n<p>No total, os pesquisadores registraram 23 esp\u00e9cies de mam\u00edferos silvestres, dentre elas, diversas esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o como a on\u00e7a-parda, tamandu\u00e1-bandeira, anta, lobo-guar\u00e1 e o tatu-canastra. O estudo sugere ainda que \u00e1reas menos elevadas da Serra do Espinha\u00e7o, s\u00e3o ambientes cruciais para os mam\u00edferos de maior porte, uma vez que foi constatada uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de esp\u00e9cies registradas em \u00e1reas acima de 1100m de altitude. Segundo Guilherme Ferreira, um dos autores do estudo, este resultado tem implica\u00e7\u00f5es interessantes para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade na regi\u00e3o: \u201c\u00c9 fato que os campos rupestres, ambiente das \u00e1reas mais elevadas da Serra do Espinha\u00e7o, possuem enorme diversidade, s\u00e3o inegavelmente importantes e devem ser priorizados em qualquer iniciativa de prote\u00e7\u00e3o. Entretanto, para os mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte, aparentemente s\u00e3o as \u00e1reas de cerrados e matas das regi\u00f5es mais baixas que sustentam maior n\u00famero esp\u00e9cies. Isto exemplifica claramente a complexidade que \u00e9 a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, e como diferentes ambientes s\u00e3o importantes para diferentes grupos de esp\u00e9cies.\u201d<\/p>\n<p>Os resultados do trabalho, que foram publicados na edi\u00e7\u00e3o atual da <a href=\"http:\/\/zoologia.pensoft.net\/articles.php?id=11921\" target=\"_blank\">revista cient\u00edfica Zoologia<\/a>, demostram ainda import\u00e2ncia das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral, como os Parque Nacionais e Estaduais, para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Quando comparada com a extens\u00e3o do bioma Cerrado, que ocupa cerca de 25% do territ\u00f3rio nacional, a \u00e1rea avaliada no estudo \u00e9 bastante reduzida. Mesmo assim quase 60% dos mam\u00edferos silvestres de m\u00e9dio e grande porte do Cerrado foram registradas nestes dois parques.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o atual, no entanto, est\u00e1 longe de ser favor\u00e1vel \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de mam\u00edferos silvestres. A Serra do Espinha\u00e7o, mesmo com sua reconhecida import\u00e2ncia para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, tem menos de 3% de sua extens\u00e3o protegida por Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. Segundo Fernando Pinho, para mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte a condi\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais desfavor\u00e1vel: \u201cestas esp\u00e9cies necessitam de grandes \u00e1reas conservadas para manuten\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es que possam se manter ao longo de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. No entanto, apenas uma por\u00e7\u00e3o \u00ednfima dessas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o da Serra do Espinha\u00e7o possuem extens\u00f5es suficientes para comportar essas popula\u00e7\u00f5es. A efetiva\u00e7\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o j\u00e1 existentes, a cria\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas protegidas em locais estrat\u00e9gicos e a garantia da conectividade entre estas \u00e1reas atrav\u00e9s de corredores ecol\u00f3gicos s\u00e3o estrat\u00e9gias essenciais para que a nossa biodiversidade seja preservada\u201d.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>O estudo foi realizado pelo Instituto Biotr\u00f3picos, n\u00facleo da rede de pesquisa ComCerrado, e contou com apoio do CNPq e FAPEMIG, al\u00e9m de ter sido tema de disserta\u00e7\u00e3o de mestrado do Programa de Ecologia de Biomas Tropicais da Universidade Federal de Ouro Preto. <\/p>\n<p>Uma compila\u00e7\u00e3o dos v\u00eddeos das esp\u00e9cies registradas pode ser encontrada no canal do Instituto Biotr\u00f3picos (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/biotropicos\" target=\"_blank\">youtube.com\/biotropicos<\/a>).<\/p>\n<p>O artigo cient\u00edfico da Revista Zoologia pode ser acessado em: <a href=\"http:\/\/zoologia.pensoft.net\/articles.php?id=11921\" target=\"_blank\">http:\/\/zoologia.pensoft.net\/articles.php?id=11921<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/animais_cerrado_mg_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Tamandu\u00e1-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) &#8211; Foto: Fernando Pinho\/Instituto Biotr\u00f3picos<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/animais_cerrado_mg_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>On\u00e7a-parda (Puma concolor) &#8211; Foto: Fernando Pinho\/Instituto Biotr\u00f3picos<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. 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