{"id":111235,"date":"2017-03-26T01:10:20","date_gmt":"2017-03-26T03:10:20","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=111235"},"modified":"2017-03-26T01:10:20","modified_gmt":"2017-03-26T03:10:20","slug":"mostra-apresenta-bordados-de-artesas-de-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=111235","title":{"rendered":"Mostra apresenta bordados de artes\u00e3s de Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>Os primeiros bordados de Marilene Alair da Silva sugiram ainda na inf\u00e2ncia. A habilidade com as m\u00e3os come\u00e7ou a se desenvolver em uma brincadeira. Vendo sua m\u00e3e trabalhar na m\u00e1quina de costura, ela tentava imitar usando agulha e linhas. Hoje, aos 49 anos, seu prazer \u00e9 sua fonte de renda.<\/p>\n<p>Nascida em Sabar\u00e1 (MG) e residindo em Lagoa Dourada (MG) h\u00e1 seis anos, a bordadeira lembra que as encomendas come\u00e7aram a surgir com frequ\u00eancia ainda na cidade natal ap\u00f3s ter feito o enxoval de seu pr\u00f3prio casamento. &#8220;Muitas pessoas acharam bonito e vieram me procurar para saber se poderia fazer para elas. Aos poucos, eu fui diversificando minha produ\u00e7\u00e3o&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Constantemente se renovando, Marilene fez cursos de cer\u00e2mica e outras t\u00e9cnicas e atualmente trabalha tamb\u00e9m com esculturas. Em uma delas, retrata tr\u00eas beija-flores cujos corpos de argila sustentam asas bordadas. Ao centro da obra, h\u00e1 um pequeno tronco de madeira.<\/p>\n<p>Este trabalho \u00e9 um dos 100 que est\u00e3o expostos no Centro de Arte Popular da Cemig, em Belo Horizonte, at\u00e9 o dia 28 de abril. S\u00e3o pe\u00e7as produzidas por profissionais de diferentes gera\u00e7\u00f5es e de diversos munic\u00edpios mineiros. A exposi\u00e7\u00e3o Bordado Reinventado foi motivada pelo Dia do Artes\u00e3o, celebrado no \u00faltimo domingo (19).<\/p>\n<p>A mostra \u00e9 organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Integrado e F\u00f3runs Regionais (Seedif) de Minas Gerais e a entrada \u00e9 franca. &#8220;\u00c9 uma forma de aproximar a popula\u00e7\u00e3o da atividade e ampliar o acesso a uma arte e uma tradi\u00e7\u00e3o. O bordado \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o que corre riscos em fun\u00e7\u00e3o da moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, da expans\u00e3o da ind\u00fastria t\u00eaxtil e dessa globaliza\u00e7\u00e3o que traz produtos similares de outros pa\u00edses como a China&#8221;, diz o titular da pasta, Wadson Ribeiro.<\/p>\n<p>As palavras do secret\u00e1rio encontram eco na experi\u00eancia de Marilene. A ideia de inovar e passar a utilizar bordados em esculturas junto com outras t\u00e9cnicas foi tamb\u00e9m uma resposta aos desafios que o mercado apresentou. &#8220;Algumas pe\u00e7as tiveram redu\u00e7\u00e3o nas vendas. Cada vez menos noivos buscam essa confec\u00e7\u00e3o manual de enxoval, por exemplo. Ent\u00e3o eu procurei me renovar para atingir novos p\u00fablicos&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Por outro lado, a bordadeira garante que a atividade est\u00e1 bem viva e atraindo novas gera\u00e7\u00f5es. Sua filha de 26 anos, que tamb\u00e9m participa da produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 um exemplo. Mas n\u00e3o s\u00f3 ela. Marilene conta que tamb\u00e9m ministrou cursos e oficinas nestas duas cidades e em outras tamb\u00e9m. &#8220;J\u00e1 ensinei grupos nos quais 80% dos participantes eram jovens&#8221;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/borados_mg.jpg\" alt=\"\" \/><em>Trabalho apresentado na exposi\u00e7\u00e3o Bordado Reinventado (L\u00e9o Rodrigues\/Ag\u00eancia Brasil)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Mutir\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O artesanato mineiro dominou, no ano passado, o 4\u00ba Pr\u00eamio Sebrae Top 100, um dos mais cobi\u00e7ados do setor. Foram 13 premiados, superando Pernambuco, com dez agraciados, e Par\u00e1 e Santa Catarina, com sete cada um. Segundo estimativas da Seedif, o estado de Minas Gerais re\u00fane ao todo 300 mil artes\u00f5es fomenta uma cadeia produtiva respons\u00e1vel por movimentar cerca de R$ 2,2 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos falando de uma profiss\u00e3o ainda n\u00e3o regulamentada em lei, mas que desenvolve uma atividade cultural de grande impacto econ\u00f4mico. E quando falamos de Minas Gerais, estamos falando de algo em torno de 10% do artesanato brasileiro&#8221;, afirma o secret\u00e1rio Wadson Ribeiro.<\/p>\n<p>A Seedif, por\u00e9m, busca estrat\u00e9gias para mapear com mais precis\u00e3o o setor. Criada em 2012 como desdobramento do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), a Carteira Nacional do Artes\u00e3o \u00e9 o principal mecanismo para este mapeamento. Ela \u00e9 fornecida gratuitamente e funciona como uma identifica\u00e7\u00e3o nacional do trabalhador. Entre os benef\u00edcios de possu\u00ed-la est\u00e3o facilidades para participar em feiras de artesanato no pa\u00eds e no exterior e para realizar oficinas e cursos na \u00e1rea.<\/p>\n<p>No \u00faltimo domingo (19), houve um mutir\u00e3o para cadastro em Belo Horizonte. O desafio ainda \u00e9 grande. At\u00e9 o momento, apenas 2,9 mil carteiras foram entregues em Minas Gerais, o que significa que menos de 1% dos artes\u00e3os do estado foram alcan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, a Seedif dar\u00e1 in\u00edcio a uma caravana para atender artes\u00e3os de regi\u00f5es mineiras onde a atividade tem mais for\u00e7a. &#8220;Quanto maior o alcance do cadastramento, maior ser\u00e1 o poder de press\u00e3o deste segmento. Da\u00ed os artes\u00e3os poder\u00e3o reivindicar pol\u00edticas p\u00fablicas que criem novas oportunidades de neg\u00f3cio, potencializem as atividades e organizem melhor a cadeia produtiva. Eles podem, por exemplo, obter cr\u00e9dito para aquisi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima, mais reconhecimento, participa\u00e7\u00e3o em feiras internacional&#8221;, diz o secret\u00e1rio Wadson Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>VER PRIMEIRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Receba as not\u00edcias do Aconteceu no Vale em primeira m\u00e3o. Clique em curtir no endere\u00e7o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\"><font color=\"red\">www.facebook.com\/aconteceunovale<\/font><\/a> ou no box abaixo:<\/strong><\/p>\n<div class=\"fb-like\" data-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" data-width=\"120\" data-layout=\"standard\" data-action=\"like\" data-size=\"small\" data-show-faces=\"true\" data-share=\"true\"><\/div>\n<p><\/br><\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os primeiros bordados de Marilene Alair da Silva sugiram ainda na inf\u00e2ncia. 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