{"id":110691,"date":"2017-03-17T18:16:10","date_gmt":"2017-03-17T20:16:10","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=110691"},"modified":"2019-08-29T00:37:40","modified_gmt":"2019-08-29T02:37:40","slug":"a-morte-das-nossas-criancas-alexandre-sylvio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=110691","title":{"rendered":"A morte das nossas crian\u00e7as &#8211; Alexandre Sylvio"},"content":{"rendered":"<p>Segundo o \u00faltimo documento da UNICEF sobre mortalidade infantil no mundo, entre os anos de 1990 e 2015, houve uma redu\u00e7\u00e3o nestes \u00edndices quando se avalia crian\u00e7as abaixo de cinco anos de idade. Nas regi\u00f5es desenvolvidas do planeta este \u00edndice caiu em 60% neste intervalo de 25 anos enquanto que nos pa\u00edses em desenvolvimento a queda foi de 53%. Mas, apesar desta queda na porcentagem, os valores de mortalidade nos pa\u00edses desenvolvidos s\u00e3o muito discrepantes em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses em desenvolvimento, onde inclu\u00edmos o Brasil. Nos pa\u00edses desenvolvidos os valores de 2015 s\u00e3o de cinco mortes para cada 1000 crian\u00e7as nascidas vivas enquanto nos pa\u00edses em desenvolvimento, estes valores s\u00e3o de 33 mortes para cada 100 crian\u00e7as nascidas vivas. Mas, quando verificamos os resultados do Brasil neste per\u00edodo, realmente temos que nos orgulhar, em parte. O lado positivo \u00e9 que conseguimos reduzir a mortalidade infantil no pa\u00eds em taxas muito maiores que o do grupo dos pa\u00edses em desenvolvimento, onde estamos inclu\u00eddos. Entre 1990 e 2015 a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil caiu em 74%. Em 1990 eram 61 crian\u00e7as mortas at\u00e9 cinco anos de idade para cada grupo de nascidas vivas e em 2015 esta taxa caiu para 16. Apesar desta nossa grande evolu\u00e7\u00e3o ficamos atr\u00e1s de alguns pa\u00edses vizinhos como o Uruguai, a Argentina e o Chile. <\/p>\n<p>Devemos avaliar v\u00e1rios aspectos destes n\u00fameros considerando que temos um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais, muito maior que os demais vizinhos latinos e com uma popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m muito maior com mais de 200 milh\u00f5es de habitantes. Mas, uma grande parte destas mortes de crian\u00e7as ocorre devido \u00e0s quest\u00f5es b\u00e1sicas como falta de saneamento b\u00e1sico e subnutri\u00e7\u00e3o.  Ainda temos esgotos a c\u00e9u aberto em v\u00e1rias cidades do Brasil, fam\u00edlias inteiras vivendo em lix\u00f5es, que ainda persistem em v\u00e1rias cidades, sobrevivendo da coleta de materiais recicl\u00e1veis em meio a todo tipo de sujeira e contamina\u00e7\u00e3o, isto quando n\u00e3o est\u00e3o a procura de alimentos. Os nossos rios continuam como dep\u00f3sito de esgoto, pois a maioria das cidades n\u00e3o possui esta\u00e7\u00e3o de tratamento de esgoto. Fam\u00edlias inteiras desempregadas e sem qualquer fonte de renda, esquecidas por este pa\u00eds e que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de suprir o m\u00ednimo necess\u00e1rio para alimentar seus filhos, principalmente os menores e mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>O pa\u00eds evoluiu nestas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas se n\u00e3o fosse \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o pol\u00edtica dos recursos financeiros e o c\u00e2ncer da corrup\u00e7\u00e3o muitos milh\u00f5es de vidas de crian\u00e7as poderiam ter sido salvas e muitas outras que ir\u00e3o morrer por car\u00eancia de infraestrutura e condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade por falta de recursos p\u00fablicos desviados pelos ladr\u00f5es de colarinho branco.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/alexandre_silvio.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o \u00faltimo documento da UNICEF sobre mortalidade infantil no mundo, entre os anos de 1990 e 2015, houve uma redu\u00e7\u00e3o nestes \u00edndices quando se avalia crian\u00e7as abaixo de cinco anos de idade. 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