{"id":104546,"date":"2016-12-19T11:36:54","date_gmt":"2016-12-19T13:36:54","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=104546"},"modified":"2016-12-19T11:36:54","modified_gmt":"2016-12-19T13:36:54","slug":"mineradora-vale-inaugura-o-maior-projeto-de-sua-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=104546","title":{"rendered":"Mineradora Vale inaugura o maior projeto de sua hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>A Vale inaugurou no fim de semana o maior projeto de minera\u00e7\u00e3o de sua hist\u00f3ria e da ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o. O Complexo S11D Eliezer Batista &#8211; uma obra de US$ 14,3 bilh\u00f5es &#8211; inclui mina, usina, log\u00edstica ferrovi\u00e1ria e portu\u00e1ria, e vai ajudar a empresa a se consolidar como a mineradora de menor custo de produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. Segundo a companhia, o empreendimento integra produtividade, inova\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0s pessoas e ao meio ambiente. Trata-se, ainda, do maior investimento privado realizado no Brasil nesta d\u00e9cada e que ir\u00e1 impactar positivamente as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, trazendo novo impulso ao desenvolvimento econ\u00f4mico e social do pa\u00eds, em especial aos estados do Par\u00e1 e Maranh\u00e3o. As opera\u00e7\u00f5es da Vale em Minas Gerais tamb\u00e9m ser\u00e3o beneficiadas, j\u00e1 que ter\u00e3o seu min\u00e9rio misturado (blending) com o do S11D em unidades operadas pela empresa no exterior.<\/p>\n<p>&#8220;Para mim, ver o Complexo S11D Eliezer Batista conclu\u00eddo \u00e9 muito mais do que estar diante de um novo marco na ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m de um empreendimento que agrega tecnologia de ponta, baixo custo e alta produtividade, o S11D expressa a capacidade de realizar da nossa empresa&#8221;, afirma o diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira. &#8220;Aceitamos o desafio de implantar uma das maiores opera\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro do mundo, mesmo diante de um cen\u00e1rio externo de incertezas. Com a confian\u00e7a em nossa gest\u00e3o estrat\u00e9gica e nosso capital humano, seguimos adiante na miss\u00e3o de tirar da planta um dos projetos mais ousados da nossa empresa e coloc\u00e1-lo em opera\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/novo_empreendimento_vale_1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><br \/>\nA inaugura\u00e7\u00e3o do empreendimento, que entra em opera\u00e7\u00e3o comercial em janeiro de 2017, marca uma hist\u00f3ria de 15 anos, iniciada em 2001, quando foram feitos os primeiros estudos de capacidade t\u00e9cnica e viabilidade econ\u00f4mica, que levaram \u00e0 atual configura\u00e7\u00e3o do Projeto S11D. A Licen\u00e7a Pr\u00e9via (LP) saiu em junho de 2012 e, um ano depois, foi emitida a Licen\u00e7a de Instala\u00e7\u00e3o (LI). No \u00faltimo dia 9, saiu a Licen\u00e7a de Opera\u00e7\u00e3o (LO). Hoje, a vida \u00fatil da mina do S11D est\u00e1 estimada em 30 anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/novo_empreendimento_vale_3.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><br \/>\nA mina e a usina do S11D est\u00e3o localizadas em Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s, no Sudeste do Par\u00e1, mas as obras v\u00eam sendo executadas simultaneamente tanto naquele estado como no Maranh\u00e3o. Dos US$ 14,3 bilh\u00f5es investidos no empreendimento, US$ 6,4 bilh\u00f5es foram aplicados na implanta\u00e7\u00e3o da mina e da usina e US$ 7,9 bilh\u00f5es referem-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um ramal ferrovi\u00e1rio de 101 quil\u00f4metros, \u00e0 expans\u00e3o da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s (EFC) e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do Terminal Mar\u00edtimo de Ponta da Madeira, em S\u00e3o Lu\u00eds (MA).<\/p>\n<p>O ramal ferrovi\u00e1rio, que liga a mina do S11D \u00e0 EFC, teve seu start-up no in\u00edcio de outubro com a circula\u00e7\u00e3o do primeiro trem com 330 vag\u00f5es por toda a extens\u00e3o do trecho, incluindo a pera ferrovi\u00e1ria. O novo ber\u00e7o do P\u00eder IV, em Ponta da Madeira, j\u00e1 fez comissionamento com carga. At\u00e9 novembro, cinco embarca\u00e7\u00f5es com 1,3 milh\u00e3o de toneladas de min\u00e9rio de ferro j\u00e1 haviam sido carregadas. A usina e a mina do S11D iniciaram com sucesso o comissionamento com carga, acumulando aproximadamente 300 mil toneladas de min\u00e9rio de ferro processadas at\u00e9 novembro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/novo_empreendimento_vale_4.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><br \/>\nO ramp-up do empreendimento ser\u00e1 faseado em quatro anos, a fim de maximizar as margens e otimizar o mix de produtos. A produ\u00e7\u00e3o nominal de 90 milh\u00f5es de toneladas por ano (Mtpa) ser\u00e1 atingida em 2020, acrescentando uma capacidade l\u00edquida de 75 Mtpa ao Sistema Norte, que inclui ainda as minas do Complexo de Caraj\u00e1s e da Serra Leste. Apenas a regi\u00e3o Norte dever\u00e1 ofertar cerca de 155 Mtpa em 2016. Em 2020, a estimativa \u00e9 de 230 Mtpa. Com isso a produ\u00e7\u00e3o anual da Vale dever\u00e1 ficar entre 400 a 450 Mtpa em quatro anos contra 340 a 350 Mtpa estimada para 2016.<\/p>\n<p>Ao lado de novas minas em opera\u00e7\u00e3o, em Caraj\u00e1s, no Par\u00e1, e de projetos de expans\u00e3o j\u00e1 realizados em Minas Gerais, o S11D permitir\u00e1 \u00e0 Vale aumentar a sua competitividade no mercado internacional nos pr\u00f3ximos anos. A estimativa \u00e9 de que o custo do min\u00e9rio de S11D entregue no Terminal Mar\u00edtimo de Ponta da Madeira, em S\u00e3o Lu\u00eds (MA), o chamado custo-caixa C1, fique em US$ 7,7 por tonelada &#8211; 41% menor que o custo C1 m\u00e9dio da Vale atual. A alta qualidade do min\u00e9rio extra\u00eddo da nova mina dar\u00e1 flexibilidade \u00e0 empresa para mistur\u00e1-lo, em portos na China, Mal\u00e1sia e Om\u00e3, com os produzidos nos chamados sistemas Sul e Sudeste, em Minas Gerais, trazendo melhoria na precifica\u00e7\u00e3o do produto final.<\/p>\n<p>O empreendimento recebeu este nome a partir da sua localiza\u00e7\u00e3o: trata-se do bloco D do corpo S11, que fica na Serra Sul da grande regi\u00e3o de Caraj\u00e1s. Ao norte est\u00e1 a Mina de Caraj\u00e1s, em opera\u00e7\u00e3o desde 1985, situada em Parauapebas, munic\u00edpio vizinho a Cana\u00e3. Para fins geol\u00f3gicos, o S11D \u00e9 apenas um bloco do corpo que foi dividido em quatro partes: A, B, C e D. O potencial mineral do corpo S11 \u00e9 de 10 bilh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio de ferro, sendo que os blocos C e D possuem reservas de 4,24 bilh\u00f5es de toneladas. As primeiras sondagens na regi\u00e3o datam dos anos de 1970.<\/p>\n<p>O S11D prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de uma mina e de uma usina de beneficiamento de min\u00e9rio de ferro, com tr\u00eas linhas de produ\u00e7\u00e3o &#8211; cada uma com capacidade de processamento de 30 milh\u00f5es de toneladas\/ano. O min\u00e9rio ser\u00e1 lavrado a c\u00e9u aberto e levado da mina at\u00e9 a usina por meio de um Transportador de Correia de Longa Dist\u00e2ncia (TCLD). A usina, os p\u00e1tios de estocagem e regulariza\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio, as pilhas de est\u00e9ril e canga (min\u00e9rio de ferro com maior teor de contaminantes) e a \u00e1rea de manobra e carregamento de trens est\u00e1 localizada em um terreno de pastagem, fora da Floresta Nacional de Caraj\u00e1s (Flonaca). Com a solu\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel reduzir em mais de 40% a supress\u00e3o vegetal na Flonaca quando comparado com o plano diretor original, de 2,6 mil hectares. A Floresta Nacional de Caraj\u00e1s tem 412 mil hectares e, mesmo depois da implanta\u00e7\u00e3o do S11D, apenas cerca de 4% ter\u00e3o sofrido interfer\u00eancia pelas atividades de minera\u00e7\u00e3o desde que a Vale se instalou na regi\u00e3o, h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/novo_empreendimento_vale_5.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><br \/>\nAl\u00e9m de diminuir o impacto na floresta, a empresa tamb\u00e9m adquiriu diversas propriedades no entorno da usina e das futuras pilhas de est\u00e9ril e canga, no total de 10,3 mil hectares. Parte da \u00e1rea vem sendo reabilitada para compor a Reserva Legal do projeto, que integra um programa de conectividade de fragmentos florestais. S\u00e3o terrenos degradados, ocupados por pastos, que est\u00e3o sendo reabilitados com floresta nativa. At\u00e9 o momento, um total de 2,2 mil hectares de \u00e1reas degradadas encontra-se em recupera\u00e7\u00e3o. A \u00e1rea equivale a 2 mil campos de futebol. O trabalho vem sendo realizado em parceria com o Instituto Tecnol\u00f3gico Vale (ITV), com acompanhamento do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e do Ibama.<\/p>\n<p><strong>Empregos<\/strong><\/p>\n<p>No pico das obras, atingido em outubro de 2015, o projeto chegou a absorver uma m\u00e3o de obra de pouco mais 40 mil trabalhadores, a grande maioria residente no Par\u00e1 e no Maranh\u00e3o, em todas as frentes de obras (mina, usina, ramal, ferrovia e porto). Atualmente, cerca de 15 mil pessoas continuam trabalhando na mina e na usina e nas obras de duplica\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s, que atingiu quase 60% do seu avan\u00e7o f\u00edsico no fim de novembro. Na fase de opera\u00e7\u00e3o da mina e da usina do S11D, quando o ramp-up estiver conclu\u00eddo, a previs\u00e3o \u00e9 que sejam gerados 2,7 mil empregos diretos e, pelo menos, outros 10 mil indiretos.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia adquirida em diversos projetos recentemente implantados pela Vale possibilitou o desenvolvimento de equipes capacitadas a gerenciar os impactos gerados por um empreendimento do porte do S11D. Inicialmente, ainda na fase de contrata\u00e7\u00e3o, foram realizadas diversas a\u00e7\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o e apoio social ao migrante, em parceria com a prefeitura de Cana\u00e3, como a reforma do posto do Sine (Servi\u00e7o Nacional de Emprego) e apoio \u00e0 rede municipal de assist\u00eancia ao trabalhador. Nesta fase de desmobiliza\u00e7\u00e3o, foi criado um grupo de trabalho multissetorial, com participa\u00e7\u00e3o da Vale, da prefeitura e de outras institui\u00e7\u00f5es, com o objetivo de planejar e elaborar um plano de desmobiliza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de monitorar as a\u00e7\u00f5es propostas.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>Uma das principais solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que transformam a mina de S11D em refer\u00eancia em termos ambientais \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o do sistema truckless, um conjunto de estruturas composto por escavadeiras e britadores m\u00f3veis interligados por correias transportadoras. Ao todo, as correias chegam a 68 quil\u00f4metros de extens\u00e3o operando dentro da mina e da usina. O novo sistema substitui os tradicionais caminh\u00f5es fora de estrada, comuns na minera\u00e7\u00e3o. Se fosse uma minera\u00e7\u00e3o convencional, seriam necess\u00e1rios 100 caminh\u00f5es fora de estrada de 240 toneladas de capacidade. Sem os caminh\u00f5es, a Vale reduzir\u00e1 em cerca de 70% o consumo de diesel. A menor utiliza\u00e7\u00e3o de equipamento de minera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m representa uma redu\u00e7\u00e3o significativa na produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, tais como pneus, filtros de \u00f3leo e lubrificantes.<\/p>\n<p>O truckless \u00e9 muito utilizado na lavra de carv\u00e3o, onde as camadas de min\u00e9rio s\u00e3o cont\u00ednuas e homog\u00eaneas. As caracter\u00edsticas do corpo mineral do S11D permitiram aplicar essa configura\u00e7\u00e3o de lavra, pois se trata de um corpo mineral longil\u00edneo, de 9,5 quil\u00f4metros de extens\u00e3o por 1,5 quil\u00f4metros de largura e uma profundidade de 300 metros, com relativa homogeneidade.<\/p>\n<p>Localizada no alto da serra, a 400 metros acima do local onde est\u00e1 sendo instalada a usina, a mina do S11D contar\u00e1 com quatro sistemas de escavadeiras e britadores m\u00f3veis operando simultaneamente. Depois de britado, o material recolhido na frente de lavra ser\u00e1 transportado por correias at\u00e9 uma casa de transfer\u00eancia, onde o min\u00e9rio de ferro, a canga e o est\u00e9ril ser\u00e3o separados e direcionados para a usina de processamento ou para o empilhamento. O min\u00e9rio ser\u00e1 enviado \u00e0 usina por meio do Transportador de Correia e Longa Dist\u00e2ncia, que tem mais de nove quil\u00f4metros de comprimento. Outras duas linhas, de aproximadamente cinco quil\u00f4metros cada, levar\u00e3o o est\u00e9ril e a canga para a \u00e1rea das pilhas, tamb\u00e9m localizada fora da Floresta Nacional de Caraj\u00e1s. Apesar da elevada presen\u00e7a de f\u00f3sforo, considerado um contaminante no processo sider\u00fargico, a canga tem alto teor de ferro e, por isso, ser\u00e1 depositada em uma pilha \u00e0 parte e poder\u00e1, no futuro, ser utilizada comercialmente.<\/p>\n<p>A usina do S11D usar\u00e1 tamb\u00e9m uma rota de processamento desenvolvida pela Vale: o beneficiamento \u00e0 umidade natural &#8211; ou a seco, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecido -, j\u00e1 utilizado em algumas plantas de Caraj\u00e1s e que permitir\u00e1 reduzir em 93% o consumo de \u00e1gua, o equivalente ao abastecimento de uma cidade de 400 mil habitantes. Outra vantagem \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o de barragens de rejeitos por conta da alta qualidade do produto a ser lavrado e do processamento a seco. O ultrafino de min\u00e9rio com alto teor de ferro, que iria para a barragem, n\u00e3o ser\u00e1 descartado, permitindo que seja incorporado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra inova\u00e7\u00e3o do S11D ocorreu na fase de montagem dos m\u00f3dulos da usina. Na ocasi\u00e3o, foi utilizado o conceito de modulariza\u00e7\u00e3o, similar ao usado na ind\u00fastria de petr\u00f3leo na constru\u00e7\u00e3o de plataformas mar\u00edtimas. As estruturas, incluindo outros equipamentos da planta, foram encaixadas, soldadas e aparafusadas, como se fossem grandes pe\u00e7as de Lego. A tecnologia permitiu que os m\u00f3dulos &#8211; 109 no total, com peso entre 80 e 1,3 mil toneladas &#8211; fossem montados em uma \u00e1rea da Vale distante a pouco mais de 40 quil\u00f4metros do local da usina. Uma estrada foi especialmente preparada e asfaltada para suportar o peso e as dimens\u00f5es dos m\u00f3dulos, beneficiando a comunidade local. A movimenta\u00e7\u00e3o dos 109 m\u00f3dulos se encerrou em agosto de 2015 e a sua montagem, na usina, em outubro do mesmo ano.<\/p>\n<p>Com o truckless, somado ao beneficiamento \u00e0 umidade natural, a Vale ter\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o anual de, no m\u00ednimo, 50% das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa, o que significa cerca de 130 mil toneladas de CO2 equivalente que deixar\u00e3o de ser emitidas. Haver\u00e1 ainda uma economia de 18 mil MWh\/ano de eletricidade, o equivalente ao consumo de 10 mil resid\u00eancias. Trata-se de um projeto que refor\u00e7a o compromisso da empresa de reduzir suas emiss\u00f5es e o uso de recursos naturais em seus processos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/novo_empreendimento_vale_6.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Log\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o beneficiamento, o min\u00e9rio de ferro de S11D ser\u00e1 transportado por ferrovia at\u00e9 o Terminal Mar\u00edtimo de Ponta da Madeira (TMPM), em S\u00e3o Lu\u00eds. Para viabilizar o transporte, foi preciso construir toda uma log\u00edstica, que ir\u00e1 consumir quase 55% do investimento de US$ 14,3 bilh\u00f5es, or\u00e7ados para o empreendimento. O chamado S11D Log\u00edstica consiste na constru\u00e7\u00e3o de um ramal ferrovi\u00e1rio, com 101 quil\u00f4metros de extens\u00e3o; na expans\u00e3o da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s (EFC); e na amplia\u00e7\u00e3o do TMPM.<\/p>\n<p>Iniciadas em fevereiro de 2014, as obras do Ramal Ferrovi\u00e1rio do Projeto S11D j\u00e1 foram conclu\u00eddas e a Licen\u00e7a de Opera\u00e7\u00e3o foi emitida no dia 14 de setembro. Foram constru\u00eddos t\u00faneis, pontes e viadutos, que tinham como objetivo garantir a menor interfer\u00eancia poss\u00edvel na Floresta Nacional de Caraj\u00e1s. A maior parte do tra\u00e7ado do ramal passa em \u00e1reas de pastagem. Do total dos 101 quil\u00f4metros, apenas tr\u00eas quil\u00f4metros est\u00e3o dentro da Flonaca. Neste trecho, foram adotadas solu\u00e7\u00f5es de engenharia que tornar\u00e3o poss\u00edvel a circula\u00e7\u00e3o da fauna durante per\u00edodos de cheia. Al\u00e9m disso, por toda a extens\u00e3o, foram instaladas 32 passagens para permitir a circula\u00e7\u00e3o de animais silvestres em \u00e1rea de floresta. As travessias incluem at\u00e9 passagens para primatas.<\/p>\n<p>O ramal do S11D se conecta \u00e0 Estrada de Ferro Caraj\u00e1s, em Parauapebas, no Sudeste do Par\u00e1. Considerada uma das ferrovias mais eficientes do mundo, a EFC tem 892 quil\u00f4metros de extens\u00e3o. A partir do entroncamento do novo ramal ferrovi\u00e1rio do projeto S11D com a EFC, 570 quil\u00f4metros de novas linhas f\u00e9rreas est\u00e3o sendo implantadas ao lado das existentes, interligando 48 p\u00e1tios de cruzamento. Al\u00e9m disso, 220 quil\u00f4metros de linhas f\u00e9rreas em 55 p\u00e1tios de cruzamento est\u00e3o sendo remodeladas para permitir o tr\u00e2nsito de trens na velocidade de projeto. Cerca de 60% das obras de duplica\u00e7\u00e3o da EFC est\u00e3o conclu\u00eddas.<\/p>\n<p>Atualmente, circulam na Estrada de Ferro Caraj\u00e1s 56 composi\u00e7\u00f5es simultaneamente, somando trens de min\u00e9rio, de carga geral e passageiro. Entre as composi\u00e7\u00f5es, est\u00e1 um dos maiores trens de carga do mundo em opera\u00e7\u00e3o regular, com 330 vag\u00f5es e 3,3 quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Nele, \u00e9 poss\u00edvel transportar 33 mil toneladas de min\u00e9rio de ferro de uma s\u00f3 vez, o equivalente a mil carretas. Com a duplica\u00e7\u00e3o da ferrovia, ser\u00e1 poss\u00edvel aumentar a circula\u00e7\u00e3o para 69 composi\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas, o que permitir\u00e1 atender ao aumento de produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro que vir\u00e1 com o S11D e com os projetos de expans\u00e3o do Complexo Minerador de Caraj\u00e1s.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/novo_empreendimento_vale_7.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Porto<\/strong><\/p>\n<p>Dentro do S11D Log\u00edstica, est\u00e3o inclu\u00eddas ainda as obras de expans\u00e3o do Terminal Mar\u00edtimo de Ponta da Madeira. No fim do primeiro semestre de 2016, a Vale concluiu as etapas de expans\u00e3o do terminal ferrovi\u00e1rio, dentro do porto. Com a conclus\u00e3o, o TMPM ter\u00e1 sua capacidade nominal aumentada para 230 milh\u00f5es de toneladas por ano. Este patamar de produ\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ado de imediato. Isto porque as obras do porto dependem das demais etapas do Projeto S11D, como a duplica\u00e7\u00e3o da EFC e o fim do ramp-up da mina e usina.<\/p>\n<p>As obras do TMPM inclu\u00edram amplia\u00e7\u00f5es onshore e offshore, al\u00e9m da expans\u00e3o do terminal ferrovi\u00e1rio, localizado dentro do porto. No offshore, fez parte do projeto a constru\u00e7\u00e3o de um novo ber\u00e7o no P\u00eder IV, o ber\u00e7o norte, acrescido de um carregador de navios, replicando o mesmo desenho do j\u00e1 existente no ber\u00e7o sul. Em outubro, o ber\u00e7o Norte do P\u00eder IV iniciou os testes de comissionamento com carga.<\/p>\n<p>A vantagem do P\u00eder IV em rela\u00e7\u00e3o a outros portos brasileiros \u00e9 a capacidade de receber navios de grande porte como o Valemax, maior mineraleiro do mundo, com capacidade de 400 mil toneladas. Por ser desabrigado &#8211; ou seja, sem molhes ou quebra-mar -, o p\u00eder exigiu um cuidado com seguran\u00e7a redobrado da Vale, j\u00e1 que a constru\u00e7\u00e3o foi executada avan\u00e7ando sobre o mar. O sistema de amarra\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fanico no mundo para navios com capacidade de 400 mil toneladas. \u00c9 composto por cabos de terra que auxiliam na amarra\u00e7\u00e3o dos navios nos ber\u00e7os. No Valemax, s\u00e3o utilizados 16 cabos de terra e 20 de navio, totalizando 36 cabos. O sistema permite \u00e0s gigantescas embarca\u00e7\u00f5es operarem sem restri\u00e7\u00e3o no p\u00eder.<\/p>\n<p>As obras onshore se constitu\u00edram na amplia\u00e7\u00e3o da retro\u00e1rea do porto, onde foram constru\u00eddos quatro novos p\u00e1tios de estocagem de min\u00e9rio, com capacidade para 600 mil toneladas cada. Eles se somam a outros nove j\u00e1 existentes. Os novos p\u00e1tios contam com dois viradores de vag\u00f5es, uma empilhadeira, duas recuperadoras e duas empilhadeiras-recuperadoras. Por fim, as obras em Ponta da Madeira inclu\u00edram ainda a expans\u00e3o do terminal ferrovi\u00e1rio, entregue no final de julho. O Terminal Ferrovi\u00e1rio de Ponta da Madeira \u00e9 composto pelo Posto de Inspe\u00e7\u00e3o e Abastecimento de Locomotivas (Pial) e uma oficina de vag\u00f5es, que inclui um Centro de Troca de Rodeiros (CTR) e um Centro de Manuten\u00e7\u00e3o de Rodeiros (CMR). Ambos adotam tecnologias in\u00e9ditas, capazes de aumentar exponencialmente o ciclo de produtividade nessas opera\u00e7\u00f5es de rotina. Hoje, s\u00e3o quase 15 mil vag\u00f5es usados para o transporte de min\u00e9rio de ferro na EFC e, em 2020, quando o S11D estiver em plena produ\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o cerca de 19 mil. O aumento do n\u00famero de vag\u00f5es em circula\u00e7\u00e3o na ferrovia, tornar\u00e1 o processo de troca de pe\u00e7as uma tarefa ainda mais complexa. E \u00e9 a\u00ed que o papel da nova oficina de vag\u00f5es e do novo posto de abastecimento de locomotivas ser\u00e1 importante para garantir o crescimento da capacidade da EFC.<\/p>\n<p>O processo funciona da seguinte forma: os trens com 330 vag\u00f5es vindos de Caraj\u00e1s, no sudeste do Par\u00e1, s\u00e3o separados em blocos de 110 vag\u00f5es para facilitar a descarga. Enquanto o min\u00e9rio \u00e9 retirado, as locomotivas seguem para revis\u00e3o no Pial, que tem capacidade para atender at\u00e9 12 locomotivas simultaneamente. O Pial lembra um pitstop de F\u00f3rmula 1, pois est\u00e1 totalmente integrado ao circuito ferrovi\u00e1rio. Antes, a locomotiva tinha que sair do circuito e ser levada at\u00e9 uma oficina, onde era abastecida e submetida a manuten\u00e7\u00f5es corretiva e preventiva. Agora, al\u00e9m de uma maior integra\u00e7\u00e3o dos processos, o principal benef\u00edcio foi a redu\u00e7\u00e3o do tempo de prepara\u00e7\u00e3o das locomotivas para uma nova viagem, que pode durar at\u00e9 90 minutos.<\/p>\n<p>Depois de descarregados, os vag\u00f5es s\u00e3o conduzidos pelas locomotivas j\u00e1 revisadas e abastecidas at\u00e9 o Centro de Troca de Rodeiros. O rodeiro integra rodas, rolamentos e eixo, que permitem a movimenta\u00e7\u00e3o do vag\u00e3o sobre os trilhos. No CTR, os rodeiros que precisam de manuten\u00e7\u00e3o s\u00e3o retirados e trocados por outros em perfeitas condi\u00e7\u00f5es de uso. O centro tem capacidade de atender at\u00e9 2 mil vag\u00f5es por dia. Neste novo m\u00e9todo, que dura apenas 15 minutos, n\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de separar o vag\u00e3o com o rodeiro danificado do bloco, como era feito antes. J\u00e1 os rodeiros que precisam de manuten\u00e7\u00e3o s\u00e3o enviados ao Centro de Manuten\u00e7\u00e3o de Rodeiros. Nesta outra grande oficina do complexo, equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o realizam o reparo necess\u00e1rio, deixando o rodeiro apto a ser utilizado em novas viagens. Locomotiva abastecida e revisada, rodeiros trocados, chega a hora de montar o trem que seguir\u00e1 viagem, de novo, a Caraj\u00e1s.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/novo_empreendimento_vale_8.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>(Ascom Vale)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vale inaugurou no fim de semana o maior projeto de minera\u00e7\u00e3o de sua hist\u00f3ria e da ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o. O Complexo S11D Eliezer Batista &#8211; uma obra de US$ 14,3 bilh\u00f5es &#8211; inclui mina, usina, log\u00edstica ferrovi\u00e1ria e portu\u00e1ria, e vai ajudar a empresa a se consolidar como a mineradora de menor custo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":104552,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"amp_status":"","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[131098,131099,1018,131101,131103,131100,131104,131105,131097,131102],"class_list":["post-104546","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-br","tag-complexo-s11d-eliezer-batista","tag-complexo-s11d-eliezer-batista-da-vale","tag-destaque","tag-diretor-presidente-da-vale","tag-inauguracao-de-maior-projeto-da-vale","tag-inauguracao-do-complexo-s11d-eliezer-batista-da-vale","tag-maior-projeto-da-historia-da-vale","tag-maior-projeto-da-industria-da-mineracao","tag-mineradora-vale-inaugura-o-maior-projeto-de-sua-historia","tag-murilo-ferreira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=104546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104546\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/104552"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=104546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=104546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=104546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}