{"id":103592,"date":"2016-12-06T23:22:28","date_gmt":"2016-12-07T01:22:28","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=103592"},"modified":"2016-12-06T23:22:28","modified_gmt":"2016-12-07T01:22:28","slug":"mogno-e-aposta-de-produtores-no-norte-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=103592","title":{"rendered":"Mogno \u00e9 aposta de produtores no Norte de Minas"},"content":{"rendered":"<p>A crescente demanda por madeira de qualidade no mercado nacional e internacional e a perspectiva de triplicar os investimentos motivaram produtores do Norte de Minas a apostarem numa cultura irrigada bem diferente das conhecidas na regi\u00e3o: o mogno. Nos projetos p\u00fablicos de irriga\u00e7\u00e3o Gorutuba, Ja\u00edba e Pirapora, todos geridos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do S\u00e3o Francisco e do Parna\u00edba (Codevasf), o cultivo das esp\u00e9cies de mogno brasileiro e mogno africano ocupa 55 lotes, atingindo uma \u00e1rea de aproximadamente 800 hectares.<\/p>\n<p>\u201cA silvicultura (cultivo de \u00e1rvores florestais) tem um potencial muito grande na regi\u00e3o. Aqui a gente tem topografia excelente, solo profundo, luminosidade e \u00e1gua do rio S\u00e3o Francisco, que \u00e9 de excelente qualidade para a irriga\u00e7\u00e3o. S\u00e3o todas as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis\u201d, destaca Jayme Caetano de Mattos, t\u00e9cnico agr\u00edcola e produtor no projeto Gorutuba, localizado em Nova Porteirinha, no semi\u00e1rido mineiro. Ele iniciou a planta\u00e7\u00e3o de mogno brasileiro (Swietenia macrophylla) em um lote de 5 hectares, e hoje administra uma \u00e1rea de 200 hectares.<\/p>\n<p>No projeto de irriga\u00e7\u00e3o Gorutuba, somando-se as \u00e1reas empresariais e familiares, o mogno j\u00e1 \u00e9 o segundo maior cultivo, com 8% da \u00e1rea plantada \u2013 a banana \u00e9 o principal cultivo (80%). No Ja\u00edba, nos munic\u00edpios de Ja\u00edba e Matias Cardoso (MG), na \u00e1rea empresarial, o mogno ocupa cerca de 4% da \u00e1rea plantada; na \u00e1rea familiar, representa 2%. J\u00e1 no projeto Pirapora, em Pirapora (MG), com produ\u00e7\u00e3o exclusivamente empresarial, o mogno ocupa 5% da \u00e1rea cultivada.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"CENTER\"><b>Projeto de irriga\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\"><b>\u00c1rea de mogno plantada (hectares)<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\"><b>N\u00famero de lotes<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">Gorutuba \u2013 empresarial<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">374<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">5<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">Gorutuba \u2013 familiar<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">66,6<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">7<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">Ja\u00edba \u2013 empresarial<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">194<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">11<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">Ja\u00edba \u2013 familiar<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">111<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">30<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">Pirapora<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">40<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\">2<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"CENTER\"><b>TOTAL<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\"><b>785,6<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"CENTER\"><b>55<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u201cNo per\u00edmetro Pirapora, foram plantadas as primeiras mudas de mogno africano, fora da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, em 2005, sendo o per\u00edmetro pioneiro no plantio de mogno irrigado\u201d, afirma Paulo Carvalho, gerente regional de Irriga\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Superintend\u00eancia Regional Codevasf, sediada em Montes Claros (MG).<\/p>\n<p>O produtor e t\u00e9cnico agr\u00edcola Ant\u00f4nio Serrati foi um dos pioneiros no plantio de mogno no Norte de Minas Gerais, em uma \u00e1rea de 10 hectares no projeto Pirapora. Ele resolveu investir no cultivo de mogno irrigado depois que soube do grande potencial da cultura. \u201cPor ser uma madeira de lei quase em extin\u00e7\u00e3o, encontrei uma pesquisa de mercado que dizia que o mogno teria no futuro um valor bem acima de outras madeiras de lei\u201d, conta.<\/p>\n<p>Atualmente com uma \u00e1rea de 22 hectares, entre mogno brasileiro e mogno africano, Serrati j\u00e1 prepara a colheita de parte da planta\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s j\u00e1 fizemos e vamos continuar no pr\u00f3ximo ano o desbaste (corte de metade mognoda planta\u00e7\u00e3o), para aumentar o espa\u00e7amento e deixar as plantas crescerem mais. O desbaste pode ser feito entre oito e dez anos depois do plantio\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo dados da Ger\u00eancia Regional de Empreendimentos de Irriga\u00e7\u00e3o da Codevasf em Montes Claros, na atual situa\u00e7\u00e3o das florestas de mogno nos per\u00edmetros da Companhia, o custo m\u00e9dio de manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 de aproximadamente R$ 4.200 por hectare\/ano. Al\u00e9m desse, existem outros custos, como os de implanta\u00e7\u00e3o, de cortes, de p\u00f3s colheita, entre outros. Apesar de ser um investimento a longo prazo, com retorno financeiro estimado entre 10 e 15 anos, os produtores t\u00eam a expectativa de triplicar o investimento.<\/p>\n<p>\u201cO retorno do mogno \u00e9 fant\u00e1stico\u201d, comemora o produtor Jayme Caetano de Mattos. Ele conta que a primeira colheita pode ser iniciada quando a \u00e1rvore atinge 30 cent\u00edmetros de di\u00e2metro, a 130 cent\u00edmetros do ch\u00e3o, o que \u00e9 chamado de \u201cdi\u00e2metro altura do peito\u201d. Para conseguir uma rentabilidade imediata e manter a cultura de mogno at\u00e9 a colheita, muitos produtores optam em ter uma cultura consorciada, por exemplo, com caf\u00e9, manga, uva ou pimenta do reino.<\/p>\n<p>\u201cComo o cultivo do mogno \u00e9 recente no pa\u00eds, o material t\u00e9cnico no in\u00edcio era escasso. Mas hoje temos uma bagagem boa sobre a cultura e temos acertado bem na condi\u00e7\u00e3o do desenvolvimento da lavoura, no controle de pragas, no controle de doen\u00e7as. Hoje j\u00e1 temos tecnologia para isso\u201d, relata Mattos.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Embrapa, o mogno \u00e9 uma esp\u00e9cie de grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica devido \u00e0 qualidade da madeira, que \u00e9 dur\u00e1vel e muito apreciada para a fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis de luxo e artigos de decora\u00e7\u00e3o. A valoriza\u00e7\u00e3o do material deve-se a cor atrativa da madeira, durabilidade, estabilidade dimensional, f\u00e1cil manuseio e diversos usos pela ind\u00fastria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/mogno.jpg\" alt=\"\" \/><em>Mogno \u00e9 aposta de produtores no Norte de Minas (Foto: Ronaldo Rosa\/Embrapa)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><em>(Ascom Codevasf)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crescente demanda por madeira de qualidade no mercado nacional e internacional e a perspectiva de triplicar os investimentos motivaram produtores do Norte de Minas a apostarem numa cultura irrigada bem diferente das conhecidas na regi\u00e3o: o mogno. 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