O deputado estadual Dr. Jean Mark Freire Silva (PT) foi hostilizado ao participar de uma consulta pública sobre a criação do Parque Estadual da Pedra Misteriosa, nos municípios de Jacinto e Rubim, no Vale do Jequitinhonha. Mensagens de texto e áudios publicados nas redes sociais, por proprietários de terras localizadas na área onde é proposta a criação da unidade de conservação, afirmam que o parlamentar só não levou uma “pisa” porque ficou calmo.
“O nobre parlamentar Dr. Jean Freire só não levou uma pisa agora a pouco em Jacinto porque tem o sangue frio. Se tivesse alterado um pouquinho a voz, teria saído escorraçado. O competente parlamentar montou um projeto para desapropriar 18 mil hectares de terras nos municípios de Jacinto e Rubim, para criação de um parque, sem nunca ter pisado os pés no lugar. Sem falar que o projeto apresentado foi fundamentado em várias mentiras desmascaradas pelos proprietários. Depois de muitas vaias e desconfianças, o deputado mentiroso aceitou retirar o projeto de votação. Amanhã a audiência será em Rubim (…)”, diz uma mensagem de texto enviada para o WhatsApp do Aconteceu no Vale.
Vídeo registrado por participante da reunião
Nota oficial do Deputado Dr. Jean Freire
Em nota enviada ao Aconteceu no Vale, na tarde desta segunda-feira (12/06), o Deputado Estadual Dr. Jean Freire esclareceu sobre as consultas públicas realizadas com o intuito de debater a criação do Parque da Pedra Misteriosa. Confira a integra do documento:
Na última sexta-feira (09/06/2017), em Jacinto, foi realizada a Consulta Pública por mim proposta para ouvir o povo e, juntos, debatermos sobre o projeto de lei do Parque Estadual da Pedra Misteriosa, nos municípios de Jacinto e Rubim, Baixo Jequitinhonha, Nordeste de Minas. Gostaria de dizer que não houve por parte de ninguém ameaça, violência ou agressividade. O que presenciei foi a manifestação democrática do povo dessas duas cidades, exercendo seu papel legítimo.
Fui recebido para uma conversa esclarecedora e que levou ao melhor desfecho que poderia ter: o pleno estabelecimento da democracia, com a população dos dois municípios exercendo o seu papel legítimo. E assim foi no sábado (10), dia seguinte, em Rubim, onde estive pelo mesmo motivo.
A consulta pública que naquele momento estava sendo realizada a meu pedido tinha por tão somente a rigidez ao seu significado: pedir a opinião do povo, consultá-lo. É assim que sei trabalhar: saindo do meu gabinete e indo até o povo ouvir seus anseios e esperanças, pisando no mesmo chão, como faço toda semana, andando por todo nosso Estado.
Ouvindo a todos, decidi retirar o projeto, mas com uma contrapartida: que aprovássemos ali a criação de uma comissão composta por representantes diretamente envolvidos na causa para elaborar uma proposta para região que atenda a todos, valorize homens e mulheres, valorize a agricultura familiar e o tão rico meio ambiente. E assim decidimos, após votação democrática.
Talvez uns ou outros queiram difundir que houve intuitos obscuros ou diversos do objetivo real, levados pelo ódio dos que, pelos mais variados motivos, quiseram transformar um trabalho conjunto em uma imposição verticalista típica de outras tão mais obscuras épocas vividas. O momento de nosso país não é fácil e a dor e raiva andam querendo contaminar um ou outro. Mas não será em nós que tomarão pouso.
Fui eleito com a confiança popular e é por ela que seguirei. Será nos trilhos do amor ao próximo que nosso trem continuará na luta pela justiça social, pela preservação do meio ambiente, pela lisura nas ações. Nosso encontro iniciou-se em praça pública, pois é justamente neste tipo de ambiente, próximo a todos, que aprendi a viver e a trabalhar. Repito: no mais, o que pude presenciar foi a mais típica expressão do que acredito, do que tenho como fio condutor do nosso mandato: a democracia sobremaneira.
Este é nosso único interesse, esse é nosso único objetivo e o qual será levado adiante rigorosamente, no que depender de nosso mandato. O respeito àqueles que em mim confiaram é a força motriz de minha atuação.
Caminhando juntos, como foi proposto desde a ideia da consulta pública, tenho certeza de que seremos mais felizes e nossos Vales e nossa Minas Gerais darão ainda mais belos frutos.
Deputado Estadual Dr. Jean Freire, irmão de lutas de todos e de todas.
Audiências
Ficou sem o iPhone
De acordo com a Polícia Militar (PM), o deputado Dr. Jean Freire, compareceu ao quartel local, por volta das 17h30 de sexta-feira (09/06), para registrar ocorrência sobre o extravio de um iPhone. De acordo com o registro policial, o político afirmou que ao deixar a Câmara Municipal de Jacinto constatou que seu smartphone não estava no seu bolso e nem no veículo.
A PM também registrou que o deputado não soube dizer precisamente o que teria ocorrido. Um Registro de Eventos de Defesa Social (REDS), de extravio de objetos pessoais, foi confeccionado pelos militares.
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