Cruzeiro elimina o Corinthians e está na semifinal da Copa do Brasil

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Semana do Empreendedorismo Sebrae Nanuque

O Cruzeiro jogava por uma bola para eliminar o Corinthians da Copa do Brasil. Mas fez muito mais que isso. Foi às redes quatro vezes! No entanto, competição de mata-mata sempre reserva fortes emoções. E o jogo desta quarta-feira, no Mineirão, não poderia ser diferente. Até o começo do segundo tempo, os paulistas seguravam a classificação graças ao 1 a 1 parcial. A Raposa, porém, teve paciência, tranquilidade e, sobretudo, determinação. Os três gols anotados na etapa complementar garantiram uma vitória muito expressiva que mantiveram a Raposa viva na briga pelo pentacampeonato do torneio. O Timão chegou a diminuir e a assustar os mais de 30 mil cruzeirenses no Gigante da Pampulha, porém o placar de 4 a 2 a favor dos mineiros superou o 2 a 1 do adversário no duelo de ida, em São Paulo.

Ramón Ábila, com dois gols, Bruno Rodrigo, que marcou de cabeça, Robinho, autor de duas assistências: todos esses personagens tiveram destaque na partida. Mas nenhum deles superou o uruguaio Arrascaeta, deixado recentemente no banco de reservas por Mano Menezes. Nesta quarta, o uruguaio entrou no time em função da lesão na parte posterior da coxa direita sofrida por Rafinha. E deu um verdadeiro show! No primeiro tempo, foi dele o passe para a finalização de Ábila que ganhou as redes. Na etapa final, o camisa 10 sofreu uma penalidade máxima, convertida por Wanchope, e ainda marcou o quarto gol da equipe.

Garantido nas semifinais da Copa do Brasil, o Cruzeiro terá o Grêmio como adversário. O primeiro confronto será na próxima quarta-feira, em local a ser definido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O sorteio ocorrerá na manhã desta quinta-feira, às 11h, na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

Cruzeiro e Grêmio protagonizaram a decisão da Copa do Brasil de 1993. Melhor para a Raposa, que se sagrou campeã pela primeira vez ao empatar na ida sem gols, no Olímpico, e vencer na volta por 2 a 1, no Mineirão. Posteriormente, o time celeste viria a levantar a taça nas edições de 1996, 2000 e 2003, além de ficar em segundo nos anos de 1998 e 2014.

No próximo domingo, às 17h, o Cruzeiro volta as atenções para o Campeonato Brasileiro, competição em que ocupa o 13º lugar, com 38 pontos. O adversário será o 17º colocado Vitória, que soma 35 pontos. A partida válida pela 32ª rodada acontecerá no Barradão, em Salvador.

Cruzeiro venceu o Corinthians no Mineirão (Foto: Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro)

O jogo

Um golzinho. Era disso que o Cruzeiro precisava para se classificar, desde que não fosse vazado pelo ataque corintiano. Embalado pela boa presença da torcida no Mineirão, o time se lançou ao ataque em busca da vantagem. Por ironia, a contusão sofrida pelo meia Rafinha, aos 4min de jogo, permitiu o êxito ao clube celeste. Acionado no lugar do camisa 70, Arrascaeta recebeu passe de Robinho, aos 13min, foi à linha de fundo e cruzou em direção a Ramón Ábila. Bem posicionado, Wanchope bateu de primeira. Walter nada pôde fazer. Ali, a missão de correr “por uma bola” acabava de ser concretizada: 1 a 0.

Mas havia muita água para correr. Com mais de 70 minutos pela frente, o Corinthians se acalmou. E a partir dos 20min passou a rodar a bola. A troca de passes alvinegra tinha um objetivo: encontrar espaço na área do Cruzeiro e se aproveitar de possível erro do adversário. Aos 34min, o lateral-esquerdo Uendel foi acionado por Guilherme e mandou o chuveirinho na área. Edimar, de 1,80m, não alcançou a bola. Rodriguinho, de 1,77m, testou firme no ângulo de Rafael e empatou no Gigante da Pampulha: 1 a 1.

A partir daquele momento, o Cruzeiro passou a viver um dilema: pressionar o adversário em busca do segundo gol – correndo o risco de levar contra-ataque – ou continuar com a cautela recomendada por Mano Menezes? O time escolheu a segunda opção e só conseguiu assustar aos 43min, quando Arrascaeta roubou a bola de Camacho, porém demorou a passar para Ábila e acabou travado pelo lateral-direito Fagner.

Com mais 45 minutos para tentar o 2 a 1 que levaria o duelo às penalidades máximas, a Raposa começou o segundo tempo demonstrando nervosismo. Fechado, o Corinthians conseguia anular de maneira eficaz e parecia conduzir a igualdade com tranquilidade. Até que, aos 11min, Arrascaeta arrancou em direção à grande área e foi derrubado por Pedro Henrique. Pênalti. Ábila, que havia desperdiçado cobrança no empate sem gols com a Chapecoense, domingo, pelo Brasileiro, pegou para si a bola. Desta vez, o argentino não decepcionou e acertou o canto direito de Walter: 2 a 1.

Quando a torcida celeste ainda celebrava o segundo tento, o Cruzeiro conseguiu um escanteio aos 16min. A ótima cobrança de Robinho achou Bruno Rodrigo no segundo poste, e o defensor cabeceou firme para fazer 3 a 1. Foi o 17º gol do camisa 4 pelo time azul. Com essa marca, ele alcançou o ex-jogador Darci Menezes (décadas de 1960 e 1970) na terceira colocação entre os zagueiros que mais balançaram a rede na história estrelada.

A vantagem parcial de dois gols não garantia a tranquilidade necessária aos comandados de Mano Menezes porque o Corinthians continuava à procura de só mais um gol. Aos 25min, Giovanni Augusto driblou Edimar e tocou para Ángel Romero, que passou por Rafael, mas foi travado pelo zagueiro Leo.

Passado o sufoco, Mano Menezes reforçou o setor de marcação com o volante Ariel Cabral no lugar de Ramón Ábila. Isso, porém, não impediu o Cruzeiro de ir ao ataque. Em jogada ensaiada de cobrança de falta, Robinho ameaçou chutar a gol, porém tocou por cima da barreira para Arrascaeta, que chutou forte e marcou o quarto, aos 37min: 4 a 1. Classificação consolidada? Que nada! As emoções tiveram sequência. Rildo, aos 41min, fez o segundo gol corintiano e colocou fogo no jogo: 4 a 2. Com muito sufoco, a Raposa se segurou como pôde. Valeu tudo pela classificação: prender a bola na linha de fundo, cometer faltas na intermediária do campo de ataque e chutar a redonda para o colo da torcida!

(Fonte: Super Esportes/Rafael Arruda)

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