Cruzeiro perde para o Flamengo e volta para a zona de rebaixamento

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O Cruzeiro esteve perto de tirar os 100% de aproveitamento do Flamengo em Cariacica, na tarde deste domingo (25/09/2016). Um golaço em jogada individual de Rafinha, que driblou dois adversários antes de acertar o ângulo de Muralha, garantia os três pontos ao time celeste no Estádio Kleber Andrade e, consequentemente, um respiro na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. No entanto, num lance de sorte de Paolo Guerrero, o Fla igualou aos 38min etapa final. E virou para 2 a 1 cinco minutos depois, com o argentino Mancuello.

Até aí, um resultado normal de um postulante ao troféu da Série A contra um time que briga para não ser rebaixado. Contudo, um personagem em especial, que em outras oportunidades decidiu positivamente para o Cruzeiro, terminou a tarde deste domingo como vilão. O argentino Ramón Ábila perdeu dois gols que não estava acostumado nem nos tempos de Instituto, quando ainda estava longe de ser a sensação do Huracán-ARG nas competições sul-americanas.

Entre os gols de empate e virada do Flamengo, Ábila desperdiçou oportunidades claríssimas. Na primeira, aos 39min, chutou rasteiro e viu Muralha defender. Na segunda, aos 41min, estava completamente livre de marcação. Não tinha Réver, nem Rafael Vaz e nem tampouco Jorge. Apenas Muralha, praticamente batido. O tiro, porém, foi para fora. E justamente no lance seguinte que o Flamengo virou.

O placar no Espírito colocou o Cruzeiro na zona de rebaixamento do Brasileiro. Com 30 pontos, o time caiu do 15º para o 17º lugar na 27ª rodada. O Flamengo, por sua vez, continua à caça do líder Palmeiras: segue em segundo lugar, agora com 53 pontos.

Na próxima quarta-feira, às 21h45, a Raposa enfrentará o Corinthians no Pacaembu pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Somente no sábado, às 18h30, é que as atenções voltarão à 28ª rodada da Série A: duelo contra o Grêmio, no Mineirão. No mesmo dia, às 16h, o Flamengo visitará o São Paulo no Morumbi.

Argentino Mancuello chorou de emoção ao marcar o gol da virada (Foto: Divulgação/Flamengo)

O jogo

Empurrado pelo bom público no Kleber Andrade, onde registrava 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro, o Flamengo deteve a posse de bola durante a primeira meia hora de jogo. Algumas boas oportunidades foram criadas, como o chute de Paolo Guerrero, aos 19min. Bem posicionado, o goleiro Rafael caiu no canto direito e defendeu. Com participações constantes do lateral-esquerdo Jorge e do armador Diego, o rubro-negro continuou em cima do Cruzeiro, que encontrou dificuldades no desarme devido à distância entre os volantes Lucas Romero e Henrique e os meias Robinho e Arrascaeta. A cada tentativa de cruzamento ou enfiada de bola, os defensores celestes se viravam como podiam para afastar o perigo.

Somente aos 28min é que o Cruzeiro conseguiu assustar o Fla. Edimar recebeu de Lucas Romero, passou pela marcação de Pará e cruzou. Na meia-lua, Arrascaeta chutou no canto esquerdo e obrigou Muralha a espalmar. A partir desse lance, a Raposa equilibrou as ações. Aos 32min, Robinho fez jogada individual e deixou a bola escapar para Rafael Sobis. Na batida, o camisa 7 pegou fraco na bola e errou a meta. Quatro minutos depois, Ezequiel tabelou com Henrique e Robinho e cruzou rasteiro em direção a Ábila. Contudo, o camisa 50 estava em posição de impedimento quando acertou as redes de Muralha.

Passada a pressão cruzeirense, o Flamengo voltou a assustar aos 38min: Everton levantou a bola, Ezequiel afastou mal e Diego dominou em boas condições para chutar a gol. Por sorte, Manoel colocou o corpo à frente da redonda e evitou o pior para o Cruzeiro. Na sequência, a equipe mineira perdeu por lesão o volante argentino Lucas Romero, que deu lugar ao compatriota Ariel Cabral. Já nos acréscimos, Henrique apareceu em frente à primeira trave e só não concluiu em gol a cobrança de escanteio de Rafael Sobis porque Márcio Araújo salvou de dentro da pequena área.

Cruzeiro perdeu para o Flamengo em Cariacica (Foto: Gabriel Lordello/Light Press/Cruzeiro)

A etapa inicial movimentada deu lugar a um começo de segundo tempo com muitos erros na definição de jogadas e no “último passe”. Sempre que chegava ao ataque, o Cruzeiro pecava em cruzamentos e toques malsucedidos. O mesmo ocorria com o Flamengo. Diante disso, tanto o flamenguista Zé Ricardo quanto o cruzeirense Sidnei Lobo (substituto do suspenso Mano Menezes) recorreram ao banco de reservas. Pelo lado rubro-negro, o argentino Mancuello substituiu Márcio Araújo. No time celeste, Rafinha entrou no lugar de Arrascaeta.

O rendimento de Rafinha nos jogos anteriores não foi satisfatório. Entretanto, o “12º titular” do time de Mano Menezes enfim conseguiu corresponder à confiança do comandante. Aos 29min, o camisa 70 pegou a bola da intermediária e resolveu ir sozinho. Ele se livrou das marcações de Pará e Rever e bateu forte no ângulo direito de Muralha, marcando um golaço em Cariacica: 1 a 0.

Mas a alegria do Cruzeiro, que desperdiçou alguns contra-ataques, durou nove minutos. Aos 38min, Guerrero recebeu de Alan Patrick e bateu forte. A bola desviou em Bruno Rodrigo e encobriu Rafael: 1 a 1.

A partir do empate do Fla, o jogo ficou muito aberto. O Cruzeiro teve duas chances claras, ambas com Ramón Ábila. Aos 39min, ele chutou em cima de Muralha quando estava livre de marcação. Dois minutos depois, num lance ainda mais incrível, Wanchope perdeu oportunidade de dentro da pequena área após receber passe de Rafinha. Não havia nenhum flamenguista para atrapalhar a conclusão, mas mesmo assim o centroavante finalizou para a linha de fundo, assim como havia acontecido no clássico de semana passada contra o Atlético, no Mineirão, que terminou empatado por 1 a 1.

O castigo para os gols perdidos por Ábila veio na sequência. Aos 43min, o Flamengo se lançou ao ataque. Mancuello recebeu de Allan Patrick e bateu firme na saída do goleiro Rafael: 2 a 1. Os cariocas comemoraram muito a sofrida vitória de virada. Já os jogadores celestes foram cabisbaixos para o vesitário e não conseguiram dar explicações sobre os três pontos que escaparam pelos dedos. Ou melhor, pela ponta da chuteira de Wanchope.

Guerrero fez o gol de empate do Flamengo (Foto: Divulgação/Flamengo)

(Fonte: Super Esportes / Reportagem: Rafael Arruda)

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