Ministro da Saúde quer multa para quem mantiver foco do Aedes aegypti em casa

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O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou algumas propostas em sua primeira entrevista no cargo, nessa sexta-feira (13/5). Uma delas é a aplicação de multa para quem tiver focos do mosquito Aedes aegypti em casa.

“Eu quero fazer esse apelo aos prefeitos para que, se não tem uma lei [que preveja multa], que eles aprovem a lei e que façam a fiscalização com muita dedicação. Se o mosquito se comprometesse a picar só na casa onde ele é criado, era fácil, mas, infelizmente, ele não é disciplinado e a gente não pode deixar que a sociedade toda sofra porque alguém não quer colaborar com o combate ao mosquito”, disse o ministro.

Barros fez uma analogia ao uso de cinto de segurança, dizendo que a população só adotou o hábito de usar esta ferramenta depois que o governo impôs multa. “[O governo fazia] campanhas para o uso do cinto de segurança, campanhas expressivas, terminava a campanha, pesquisas mostravam que 90% não usavam o cinto. Depois que implementaram multa, as pesquisas mostravam que 90% usavam o cinto”, comparou.

Não haverá uma norma federal regulamentando a multa, segundo o ministro, pois não haveria como fiscalizar o cumprimento dela em todo o território nacional. Barros ressalta que a população precisa se mobilizar, pois os recursos estão escassos para o combate. No entanto, Barros disse que as verbas para a pesquisa de combate ao mosquito, já previstas, serão mantidas.

“Já temos bons resultados, um gráfico decrescente dessas endemias, mas precisamos da colaboração das pessoas para eliminar definitivamente esse transmissor universal, que pode transmitir outros tipos de doenças”, complementou.

Com relação aos Jogos Olímpicos, o novo ministro disse que a pasta irá cumprir com todos os compromissos assumidos. “O estrangeiro pode vir tranquilo, já que estaremos num período de redução do mosquito e também porque as medidas de combate estão em andamento”.

Mais Médicos

O Programa Mais Médicos vai permanecer com o estímulo de recrutar médicos brasileiros, de acordo com Barros, e não vai alterar a permanência dos estrangeiros, anunciada na semana passada pela presidente afastada Dilma Rousseff.

“Vamos privilegiar, incentivar que cresça na participação dos médicos brasileiros, como aconteceu nas duas últimas chamadas. Esse é o objetivo que o governo tem para manter o programa que foi muito bem aceito pela população”, disse Barros. Nas duas últimas chamadas, a pasta recrutou apenas médicos brasileiros. (Agência Brasil)

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