Ex-diretor da Petrobras e mais 17 pessoas são presas em sétima etapa da Operação Lava Jato

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A Polícia Federal em Curitiba confirmou nesta sexta-feira a prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e de mais 17 pessoas, de forma temporária e preventiva. Todas fazem parte da sétima fase da Operação Lava Jato. Também foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva. Os investigados que não foram localizados até o momento tiveram os nomes inscritos no sistema de procurados e impedidos da PF e estão proibidos de deixar o país, entre eles, o lobista Fernando Baiano, citado nas investigações como agente do PMDB no esquema criminoso.

De acordo com a PF, alguns executivos das sete maiores empreiteiras do país, mantinham, nas últimas semanas, atitudes suspeitas, prevendo que poderiam ser alvo de uma operação policial. Segundo o delegado da PF, Igor Romário de Paula, responsável pela operação, essa pessoas pernoitavam fora de casa e viajam com frequência. Ele negou que tenha havido vazamento de informações. “Alguns vinham saindo do país com frequência ou dormiam em hotéis, apartamentos nitidamente com caráter de não permanecer [nas residências fixas]. Isso se comprovou hoje com alguns sendo encontrados em outras cidades.”

Ao todo, sete empreiteiras, com contrato de mais de R$ 59 bilhões com a Petrobras, foram alvo da operação deflagrada nesta sexta-feira. “São aquelas em que o material apreendido e as quebras de sigilo dão material robusto para mostrar o envolvimento delas na formação de cartel, desvio de recursos para corrupção de agentes públicos”, afirmou o delegado.

Ainda de acordo com a PF, os executivos das empreiteiras presos nesta sexta participaram diretamente da celebração de contratos com a Petrobras. Outros alvos da operação tiveram participação secundária ou atuaram no transporte de recursos obtidos de forma ilícita para doleiros, que posteriormente faziam a lavagem.

Na sétima fase da Operação Lava Jato foram expedidos 85 mandados judiciais e decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. Foi autorizado também o bloqueio integral de valores pertencentes a três empresas referentes a um dos operadores do esquema.

Os grupos investigados registraram, segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações financeiras atípicas no montante que supera os R$ 10 bilhões. Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.

Os mandatos foram cumpridos nos estados do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 300 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal participaram da operação.

Veja os mandados decretados pela Justiça Federal

Prisão preventiva:
1. Eduardo Hermelino Leite, da Construtora Camargo Correa
2. José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS
3. Agenor Franklin Magalhães Medeiros, da OAS
4. Sergio Cunha Mendes, da Mendes Júnior
5. Gerson de Mello Almada, da Engevix
6. Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia

Prisão temporária:
1) Dalton dos Santos Avancini, presidente da Construtora Camargo Correa
2) João Ricardo Auler, da Construtora Camargo Correa
3) Mateus Coutinho de Sá Oliveira, da OAS
4) Alexandre Portela Barbosa, da OAS
5) José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS
6) Ednaldo Alves da Silva, da UTC
7) Carlos Eduardo Strauch Albero, da Engevix
8) Newton Prado Júnior, da Engevix
9) Otto Garrido Sparenberg, da IESA
10)Valdir Lima Carreiro, da IESA
11) Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC
12) Walmir Pinheiro Santana, da UTC
13) Othon Zanoide de Moraes Filho, da Queiroz Galvão
14) Ildefonso Colares Filho, da Queiroz Galvão
15) Jayme Alves de Oliveira Filho, subordinado de Alberto Youssef
16) Adarico Negromonte Filho, subordinado de Alberto Youssef
17) Carlos Alberto da Costa Siva, emissário das empreiteiras
18) Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobrás
19) Fernando Antonio Falcão Soares, lobista

16 investigados que sofreram bloqueios bancários:
1) Eduardo Hermelino Leite
2) Dalton dos Santos Avancini
3) João Ricardo Auler
4) José Ricardo Nogueira Breghirolli
5) José Aldemário Pinheiro Filho
6) Agenor Franklin Magalhaes Medeiros
7) Ricardo Ribeiro Pessoa
8) Walmir Pinheiro Santana
9) Sérgio Cunha Mendes
10) Gerson de Mello Almada
11) Othon Zanoide de Moraes Filho
12) Ildefonso Colares Filho
13) Valdir Lima Carreiro
14) Erton Medeiros Fonseca
15) Fernando Antonio Falcão Soares
16) Renato de Souza Duque

Condução coercitiva:
1) Edmundo Trujillo, engenheiro, diretor do Consórcio Nacional Camargo Correa
2) Pedro Morollo Junior, engenheiro civil, OAS
3) Fernando Augusto Stremel Andrade, engenheiro civil, OAS
4) Angelo Alves Mendes, engenheiro civil, diretor vice-presidente da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A
5) Rogério Cunha de Olliveira, engenheiro eletricista, diretor da Área de Óleo e Gás -(ANOG) da Mendes Júnior Trading e Engenharia
6) Flávio Motta Pinheiro, economista, diretor Administrativo e Financeiro da MENDESPREV – Sociedade Previdenciária
7) Cristiano Kok, presidente da Engevix Engenharia S/A.
8) Marice Correa de Lima, cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto
9) Luiz Roberto Pereira

As informações são da Agência Estado.

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