Angelândia, Setubinha e outras 18 cidades recebem R$ 1 milhão para combater a desnutrição infantil

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O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 1 milhão para combater a desnutrição infantil no Estado de Minas Gerais. Os beneficiados são 20 municípios de pequeno porte, onde ainda mais de 10% das crianças menores de cinco anos estão abaixo do peso ideal para a idade. Esta é a terceira parcela enviada às cidades mineiras que aderiram à Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil (ANDI), totalizando R$ 3 milhões em três anos. No Brasil, 216 cidades vão receber o montante de R$ 12 milhões neste ano.

A verba repassada aos municípios, que varia entre R$ 45 mil a R$ 100 mil, pode ser utilizada nas ações relacionadas à organização da atenção nutricional, na qualificação profissional, na realização de oficinas com a comunidade sobre alimentação e nutrição, aleitamento materno e outros cuidados e também na contratação de profissionais para apoiar o cuidado integral à saúde da criança.

Para receber os recursos, os gestores locais se comprometem a enfrentar os determinantes sociais que causam a desnutrição, ampliando o acompanhamento das condicionalidades de saúde das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família e a abrangência do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), e a melhorar a identificação e o acompanhamento de crianças com desnutrição ou atraso no desenvolvimento infantil, com busca ativa, visitas domiciliares e melhor acolhimento no Sistema Único de Saúde.

As cidades contempladas foram: Angelândia, Bertópolis, Bonfinópolis de Minas, Cachoeira da Prata, Carrancas, Cataguases, Crisólita, Divisópolis, Douradoquara, Goiabeira, Jacinto, Joaíma, Passos, Perdigão, Pratinha, Ressaquinha, Santa Fé de Minas, São Pedro dos Ferros, Setubinha e Três Marias.

Indicadores

Segundo o Ministério da Saúde, houve uma queda de quase três vezes no déficit de peso e de duas vezes no déficit de altura para idade em crianças menores de cinco anos, somente no período de 1996 a 2006. Dados da última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), realizada em 2006, indicam que apenas 1,8% das crianças ainda apresentavam déficit de peso, bem menor que o índice registrado em 1996, de 4,2%. No Sudeste, o número saiu de 3,6% para 1,4% em dez anos.

(Ministério da Saúde)

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