Políticos podem estar envolvidos na morte do jornalista Rodrigo Neto

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Promotor que acompanha o caso admite que assassinato não está esclarecido

Políticos de Ipatinga também podem estar envolvidos na morte do jornalista Rodrigo Neto, assassinado em março de 2013. A informação foi confirmada nesta sexta, pelo promotor Francisco Ângelo Silva Assis, que explicou que, apesar de as evidências estarem presentes nas investigações da Polícia Civil na cidade desde o ano passado, a linha de apuração acabou não se desenvolvendo.

No entanto, agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ainda trabalham em um inquérito complementar sobre a existência de um grupo de extermínio no Vale do Aço.

Rodrigo Neto era considerado o mais combativo jornalista do Vale do Aço – Foto: JVA/Reprodução

O envolvimento de políticos no crime sinaliza a existência de um mandante para o homicídio. Na noite dessa quinta, o primeiro acusado de participação na morte, o ex-policial civil Lúcio Lírio Leal, de 23 anos, foi condenado a 12 anos de prisão sem que a real motivação ou a ligação dele com o jornalista fosse revelada.

O promotor Assis também confirmou os indícios da atuação de um grupo de extermínio formado principalmente por policiais. Segundo ele, para esconder a motivação dos assassinatos e não permitir que os atiradores fossem ligados às vítimas, os integrantes costumavam praticar execuções uns para os outros. “São conclusões de investigações anteriores, e a visão que vem se consolidando é a de que essas pessoas se trocavam em execuções”, disse.

Apesar dos muitos pontos que ainda precisam ser esclarecidos, jornalistas da região estão aliviados com a condenação. “Representou muito. Se ele tivesse sido absolvido, era como se dissesse: ‘Viu, podemos fazer o que quiser, limpeza social, matar jornalista, que nada irá nos acontecer’”, disse uma profissional.

Recurso

O advogado Fábio Silveira, que defende o ex-policial, prometeu ingressar com recurso até terça-feira. Ele quer anular a decisão dos jurados por entender que ela é contrária ao que as provas apontavam. “O tribunal pode entender que a decisão do júri é contrária às provas dos autos, anular o julgamento e solicitar outro júri”. (O Tempo)

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