Policial acusado de matar jornalista vai a júri na próxima quinta-feira em Ipatinga

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Crime aconteceu em março de 2013 quando radialista foi assassinado a tiros. Rodrigo Neto havia denunciado, na Comissão de Direitos Humanos o envolvimento de policiais em grupos de extermínio

O policial civil Lúcio Lírio Leal, acusado de matar o jornalista investigativo Rodrigo Neto, em oito de março de 2013, será julgado na próxima quinta-feira na cidade de Ipatinga, Zona da Mata Mineira, local onde o crime foi registrado. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas gerais (TJMG) o policial está preso desde maio do ano passado, assim como o outro suspeito, Alessandro Neves Augusto, o “Pitote”, que será julgado posteriormente.

Conforme o Tribunal de Justiça, a dupla é suspeita de integrar um grupo de extermínio, o que ainda está sendo apurado. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), Alessandro estava na garupa de uma moto pilotada por uma pessoa não identificada quando surpreendeu Rodrigo e disparou várias vezes, atingindo-o na cabeça, no tórax e nas costas.

Jornalista Rodrigo Neto (esq), assassinado em março, e o fotógrafo Walgney Carvalho, morto em maio

Os acusados também tentaram acertar outra pessoa que estava com o repórter quando ele foi alvejado, mas conseguiu escapar. O itinerário de fuga foi traçado pelo investigador, que passou pelo local, minutos antes, viu o jornalista e o companheiro e avisou o comparsa de sua presença e posição. A motivação do delito, ainda de acordo com o MP, foram denúncias feitas por Rodrigo em emissora de rádio, contra crimes que ficaram impunes no Vale do Aço.

Ainda conforme o Tribunal de Justiça, a razão para a tentativa de homicídio seria silenciar a pessoa que presenciou o assassinato.

Relembre o caso

O jornalista Rodrigo Neto foi executado a tiros em Ipatinga, na Região do Vale do Aço em março de 2013. O repórter mantinha um programa de plantão policial na Rádio Vanguarda e era também repórter do Jornal Vale do Aço. Ele já havia denunciado, na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o envolvimento de policiais nos crimes que ficaram conhecidos como Chacina de Belo Oriente e o grupo de extermínio “Moto Verde”. Rodrigo produziu várias matérias sobre os casos que incriminavam policiais militares da cidade.

Neto foi executado por dois homens em uma motocicleta. O deputado Durval Ângelo, então presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, enviou na época, comunicado à imprensa para informar que encaminhou um pedido de providências e apuração rigorosa sobre o caso, destinados ao secretário de defesa social do Estado, Rômulo Ferraz, ao governador, Antonio Anastasia, ao chefe da Policia Civil e a corregedoria da Polícia Militar.

(Estado de Minas)

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