Cerrado de Minas terá R$ 1,3 mi para a economia sustentável

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Quinhentas e quarenta famílias empreendedoras de três municípios de Minas Gerais e um Goiás serão beneficiadas com um programa desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Florestas (SBF), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o objetivo de fomentar negócios sustentáveis no cerrado. Em 24 meses, R$ 1,3 milhão será investido no projeto, que começa em 30 dias e será executado pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), vencedora de licitação realizada pelo governo federal.


O buriti e o pequi são vegetações características do Cerrado

“Estes 30 dias de prazo serão necessários para que a Funatura faça o detalhamento do cronograma e das ações a serem realizadas”, afirma o gerente-executivo de Capacitação e Fomento do SBF, João Paulo Sotero.

Esta é a primeira vez que o Serviço Brasileiro de Florestas atua no cerrado, que ocupa um quarto do planeta. Conforme afirma Sotero, a intenção é fazer com que a sociedade entenda a importância do bioma para o país.

“A partir do momento em que os empreendedores começarem a preservar o cerrado, a tendência é de recuperação do bioma”, diz.

E é justamente neste sentido que foi criado o programa. Uma equipe formada pela Funatura vai atuar junto a pequenos produtores de Arinos (MG), Chapada Gaúcha (MG), Januária (MG) e Mambaí (GO), cidades cercadas pelo cerrado. A maioria das famílias que receberão o atendimento têm como base econômica a extração e o beneficiamento de produtos típicos da região, como baru, pequi, buriti e mangaba.

“Com a nossa ajuda, estes produtores vão explorar o bioma sem prejudicá-lo”, afirma. A primeira medida será desenvolver um diagnóstico participativo para entender melhor o negócio das famílias. Em seguida, um plano de ação será elaborado, com o objetivo de orientar a capacitação para a gestão dos empreendimentos. Neste âmbito, os empreendedores receberão assessoria jurídica e contábil, além de apoio direto à elaboração de projetos para acesso a crédito ou a novos mercados, conforme for definido no plano de ação.

A produção sustentável é outro pilar a ser desenvolvido. “Os produtores serão orientados a não praticar superexploração do cerrado. O manejo correto, aliás, pode fazer toda a diferença para manter a perenidade da produção”, comenta.

Por fim, a comercialização do produto será abordada, com técnicas de negociação e ampliação de mercado.

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