Morador de Capelinha é a 19ª vítima de intoxicação por dietilenoglicol

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou, nesta sexta-feira (17/01/2020), que a 19ª vítima de intoxicação por dietilenoglicol após ingerir a cerveja Belorizontina, da Cervejaria Backer, é um morador de Capelinha (Vale do Jequitinhonha). O homem é marido de uma médica e está internado no Hospital João XXII, em Belo Horizonte

ENTENDA O CASO

A médica, o marido e um amigo passaram o Réveillon em um sítio na Serra do Cipó (Lapinha, em Lagoa Santa). Eles compraram 15 garrafas da cerveja Belorizontina Lote L2 1354 em um supermercado e, segundo relato da esposa, o marido consumiu a maior quantidade da bebida. Os três apresentaram, no dia e na semana seguinte, sintomas gastrointestinais: vômitos e diarreia.

Segundo informações de técnicos da Vigilância em Saúde da Regional de Saúde de Diamantina, “não foi possível realizar visita domiciliar, apenas contato telefônico, pois o casal não está em Capelinha, e não há outros familiares que possam responder pelo ocorrido”.

O marido da médica foi atendido no hospital de Capelinha, onde realizou exames laboratoriais básicos disponíveis. Devido a sintomas neurológicos (dificuldades de enxergar), deslocou-se em carro próprio para o Hospital João XXIII e está internado no Setor de Toxicologia. Foi realizada coleta para exames na FUNED (Fundação Nacional Ezequiel Dias).

O amigo do casal, que também consumiu a cerveja, mora em Montes Claros e, segundo informações, apresentou vômitos e diarreia, sem outros sinais.

NÃO HÁ MOTIVO PARA PÂNICO – A Secretaria de Saúde de Capelinha informa que não há motivo para pânico, uma vez que apenas as pessoas que consumiram a cerveja Belorizontina estão propícias a apresentar os sintomas de intoxicação.

A Equipe de Vigilância em Saúde de Capelinha participou ativamente das atividades investigatórias no município. A Vigilância Sanitária da cidade realizou, dias atrás, ação preventiva nos estabelecimentos que comercializam cerveja, porém não foi encontrada nenhuma unidade da cerveja Belorizontina nas prateleiras nem nos estoques. Foram tomadas então medidas educativas e de orientação.

Intoxicação por dietilenoglicol

Até a data de 17/01/2020, foram notificados 19 casos suspeitos de intoxicação exógena por dietilenoglicol. Até o momento, são 17 homens e duas mulheres. Quatro pacientes tiveram a presença da substância tóxica confirmada por exames – um deles morreu. Outros três óbitos seguem sob suspeita.

A morte confirmada ocorreu em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, morava em Ubá, na mesma região, e faleceu em 7 de janeiro. Sobre os demais óbitos, dois ocorreram em Belo Horizonte – na quarta (16) e na quinta-feira (17) – e um em 28 de dezembro, em Pompéu, na região Central.

Dos 19 registros que estão sendo acompanhados pela SES, 12 são de moradores da capital. Os restantes são de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, Nova Lima, na Grande BH, Pompéu e São João Del Rei, na região Central, São Lourenço, no Sul de Minas, e Ubá e Viçosa, na Zona da Mata.

Orientações

A SES orienta à população de Minas Gerais que caso tenha em sua residência cervejas de qualquer marca ou lote produzida pela Cervejaria Backer não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. Estas cervejas devem ser identificadas com alguma inscrição do tipo: “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que você possa entregá-los nos pontos de recepção (Vigilância Sanitária de sua cidade, Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias ou PROCONs).

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