Polícia Civil de Minas Gerais prende suspeitos de furto e receptação de cálculo biliar bovino

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, prendeu em flagrante R.A.F., 35 anos, pelo crime de furto qualificado (cometido mediante abuso de confiança). Ele é funcionário de um frigorífico da cidade e estaria subtraindo cálculo biliar do fígado de bovinos durante o processo de abate. Em continuidade aos trabalhos, a equipe autuou em flagrante C.P.G., 46, por tentativa de receptação, quando ia adquirir o produto furtado. A ação policial começou na noite dessa quinta-feira (10) e finalizou hoje pela manhã.

Conforme apurado, R.A.F. retirava o cálculo biliar antes que as vísceras chegassem no setor responsável por sua retirada e escondia o material em suas vestes. Posteriormente, o armazenava em recipientes plásticos e, ao final do turno de trabalho, levava o produto para sua residência. “No momento da abordagem policial, o investigado acabou por confessar que há tempos estava subtraindo o produto da empresa, e tirou 14 porções de cálculo biliar que estavam escondidas dentro de sua veste íntima”, detalha o Delegado Regional de Ituiutaba, Carlos Antônio Fernandes.

Na residência do suspeito havia mais porções, totalizando 252 gramas do produto, de alto valor de mercado. “Vale esclarecer que o grama do cálculo biliar é mais valorizado que o ouro, sendo que o grama do produto vale R$ 250, totalizando a quantia em R$ 63 mil”, observa ao explicar que o material é exportado, normalmente para países asiáticos, para ser utilizado na indústria farmacêutica.

Receptação

Já na manhã desta sexta-feira (11), a PCMG identificou o suspeito de adquirir os produtos. Ele teria se deslocado da cidade de Anápolis (GO) até Ituiutaba para finalizar a negociação, e foi preso em flagrante por tentativa de receptação. C.P.G. relatou que foi procurado por R.A.F. por meio de aplicativo de mensagens, sendo-lhe oferecida grande quantidade de cálculo biliar. “Ele alega não ter conhecimento de que se tratava de produto de furto”, conta Fernandes.

R.A.F. foi encaminhado ao Sistema Prisional e se encontra à disposição da Justiça. Já C.P.G. pagou fiança, conforme previsão legal, e foi colocado em liberdade. O material já foi restituído à empresa. Os inquéritos policiais serão remetidos ao Poder Judiciário no prazo de dez dias, com o resultado de toda a investigação.

Foto: Divulgação / PCMG

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