Minas tem diferenciais para geração de energia fotovoltaica

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O Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), e o Sebrae MG realizaram, em Montes Claros, o Seminário “Tendências e Oportunidades do Segmento de Energia Solar Fotovoltaica”, como parte da Feira Nacional da Indústria, Comércio e Serviços (Fenics) 2019. Durante quatro dias, especialistas reafirmaram as condições favoráveis de Minas para geração de energia e atração de empreendimentos, considerando diferenciais estratégicos do estado, por exemplo, as políticas públicas e a incidência solar.

O diretor-geral do Idene, Nilson Borges, ressaltou a importância de se discutir projetos estruturantes e de relevância para a região em uma feira de produtos e negócios. “A energia solar fotovoltaica é uma realidade e tem crescido com novas expectativas de investimentos a cada dia. Isso se traduz em desenvolvimento, geração de emprego e renda nos municípios, além da sustentabilidade dos empreendimentos”, afirmou.

Também presente, o diretor técnico do Idene, Guilherme Duarte, falou aos participantes sobre inovação em energias, com destaque para energia solar fotovoltaica. Ele trouxe à tona a questão da inovação regulatória e também tecnológica. “Precisamos de legislação sempre atualizada para a permissão de novas tecnologias. Outro ponto é a inovação no modo como as empresas prestam serviços para atender a real necessidade do consumidor”, explicou.

Segundo o diretor, a geração de energia não é simplesmente para jogar na rede – como historicamente ocorreu. Hoje, é um segmento no qual as pessoas podem gerar sua própria energia, comprar a energia de uma usina no sistema de geração distribuída para reduzir a conta; ou ainda gerar energia no Norte de Minas e compensar a conta em Belo Horizonte, por exemplo. “Se quem trabalha nesse setor não olhar para essas possiblidades, de como a sociedade demanda esses produtos, acaba perdendo o bonde. A gente tem que inovar na maneira como presta esse serviço”, argumentou.

Linhas de crédito

O crédito sempre foi um desafio para o crescimento da energia solar fotovoltaica, mas especialistas e empresários disseram que essa realidade está mudando. Os bancos passaram a oferecer modalidades de financiamento, construindo linhas adequadas. Dois bancos públicos se apresentaram no evento: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com forte atuação na região Norte de Minas, onde possui diversas agências.

O banco mineiro mostrou que possui a linha de crédito BDMG Fotovoltaica para se adequar melhor às demandas. O crédito tradicional não previa as especificidades trazidas na nova modalidade, como amortização de capital e uma necessidade de volume de capital a ser implementado. Com o acesso ao crédito melhorado, Minas Gerais continua na liderança de geração distribuída (painéis em casas ou empresas) de energia solar fotovoltaica e, na área de geração centralizada (grandes parques), tem uma previsão de expansão para que, nos próximos anos, seja também o primeiro colocado.

Sol de Minas

Outro destaque do seminário foi a apresentação, feita pelo diretor de Energia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Marcelo Ladeira, sobre a iniciativa “Sol de Minas”. A proposta é apoiar os municípios para que eles tenham mais participação no mercado de energia solar. O “Sol de Minas” prevê, por exemplo, ações de simplificação de licenciamento ambiental para pequenas usinas fotovoltaicas.

A iniciativa faz parte do programa Vem pra Minas, que tem como objetivo atrair a geração de energia fotovoltaica. “Minas Gerais, hoje, desponta como o estado com maior geração fotovoltaica no país, em torno de 20% dessa modalidade. O Norte e Noroeste do estado são as regiões que têm os melhores índices solarimétricos”, afirma Ladeira.

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