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Primeiro bimestre tem aumento de quase 90% em novas vagas de emprego formal na construção civil mineira

A melhora nos índices da construção civil é um sinalizador robusto de que a economia mineira está em ritmo de retomada. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia/Secretaria do Trabalho, em todo o ano de 2018, foram geradas 16.310 novas vagas de trabalho na construção civil com carteira assinada em Minas Gerais. Agora, somente no primeiro bimestre de 2019, já foram criadas 7.800 novas vagas. Ou seja, em apenas dois meses deste ano já foram criados praticamente metade dos postos de trabalho gerados em todo o ano de 2018.





Na comparação entre o primeiro bimestre de 2018 com o de 2019, o incremento no número de vagas de empregos formais na construção civil mineira foi superior a 87,7%. No ano passado, nos dois primeiros meses do ano, o saldo entre admissões versus demissões no setor foi de 4.154 novas vagas. Agora em janeiro e fevereiro deste ano, o resultado foi quase o dobro, com os 7,8 mil novos postos de trabalho gerados.

Depois de quatro anos de estagnação, o setor começa a dar sinais de retomada da atividade econômica no estado. “Ainda não podemos soltar foguetes, mas o saldo é positivo”, diz o economista e coordenador do Sindicato das Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti. Neste segmento, em nível estadual, somente São Paulo apresentou dados melhores do que os de Minas Gerais, com 83 vagas a mais. O Rio de Janeiro aparece na terceira posição, com 4.720 menos vagas formais criadas.

Enquanto em dezembro de 2018 o número de trabalhadores com carteira assinada na construção civil mineira era de 246.427, em fevereiro deste ano esse número saltou para 254.227. O economista Furletti afirma que o fato de o setor não estar demitindo e criando novos empregos mostra que, embora ainda tímida, a economia mineira está em ritmo de retomada.

“Ainda é preciso que as grandes obras de infraestrutura se iniciem para que o efeito ‘pedra no lago’ volte”, disse o economista. Ele explica: “Quando há essas obras de maior porte em andamento, é como jogar uma pedra num lago. Se formam ondas maiores perto do centro e ondas menores que chegam até à margem. O setor da construção civil possui uma cadeia produtiva extensa e que envolve inúmeros setores”, observa.

Para o economista, a atividade movimenta a indústria do cimento, do alumínio, vidro, asfalto e cria novas vagas também nelas. “Isso chega até à pequena padaria no bairro, onde o pedreiro passa ao fim do dia e compra o pão. É emprego gerando emprego na própria construção, além dos setores fornecedores de insumo e na economia em geral”, finaliza Daniel Furletti.

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(Fonte: Agência Brasil)

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